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Romance Proibido romance Capítulo 13

A ironia me atinge em cheio, e eu não consigo evitar o riso que escapa, mesmo sabendo que estou provocando um vulcão prestes a entrar em erupção. A veia pulsando em seu pescoço é um aviso, mas não consigo me conter.

— Diferente? Eu poderia ser uma ladra. Poderia me fazer de frágil e ter te drogado com um "boa noite, Cinderela". Qual é a diferença agora, hein? Senhor sabe tudo! Sabichão!

A expressão dele vacila por um segundo, como se minha provocação tivesse atingido um ponto cego. Ele me olha, sem reação, e a satisfação triunfante que sinto é inebriante.

Pontos para mim!

Por um breve momento, ele parece perdido em seus próprios pensamentos. Mas então, seu olhar endurece, e a confiança retorna como uma tempestade.

— Eu sabia que você não era assim. Eu sei ler as pessoas.

O sorriso que surge nos meus lábios é desafiador.

— Então estamos empatados. Eu sabia que você era apenas um cara no bar querendo se divertir. E não aconteceu nada, não é mesmo?

Minhas palavras parecem acertar o orgulho dele, e vejo a mudança sutil em sua postura. Seus lábios se apertam, e o ar ao nosso redor parece carregar uma tensão elétrica. De repente, ele me puxa para os seus braços com uma firmeza que não permite resistência.

Meu coração dá um salto mortal no peito, batendo tão forte que parece ecoar em todo o quarto. A proximidade dele é esmagadora, e, por um instante, tudo que consigo pensar é em como me meti nessa enrascada.

Ele se inclina, seu rosto perto demais do meu, e a ponta de sua língua toca minha orelha em um gesto inesperado e avassalador. Sua voz sai rouca, quase jocosa, fazendo cada palavra vibrar contra minha pele:

— Não, não aconteceu, Suzy. Você negou quando eu quis te levar para casa. Balançou a isca e depois fugiu. Ah, isso não se faz com um homem, Suzy.

A indignação me toma por completo.

— Pare de me chamar assim! — Minhas palavras saem em um tom irritado, mas não o suficiente para disfarçar o tremor na minha voz.

Sinto o corpo dele sacudir com um riso baixo e provocador. É claro que ele está se divertindo, cada vez mais intencional em me chamar de Suzy apenas para me tirar do sério.

Ele sabe que esse não é meu nome. Ele sabe muito bem. E, pior, ele adora me lembrar disso.

Por um momento, ele permanece imóvel, me encarando com uma intensidade que faz meu sangue ferver. Então, lentamente, ele me solta. Seus braços caem ao longo do corpo, e embora sua respiração esteja tão descompassada quanto a minha, suas palavras vêm calmas, calculadas:

— Isso não é assunto para agora. Depois da festa, teremos uma conversa. Minha irmã daqui a pouco virá atrás de você. Melhor você ir.

Ele se move até a porta, gira a chave e a abre, sem tirar os olhos de mim.

— Agora vá.

Fico ali, parada no meio do quarto, tentando processar tudo. Ainda ofegante, meus olhos permanecem fixos nele, que, parado à porta, espera minha saída. As vozes vindas da sala chegam até nós, um lembrete de que ele está certo.

Mas "conversar"?

Evitar seria o melhor, isso é óbvio. Não temos nada para dizer um ao outro, não é?

E ir embora agora? Não. Isso seria dar a ele a última palavra. Não vou permitir que ele pense que tem esse controle sobre mim. Não mesmo!

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