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Romance Proibido romance Capítulo 12

Ofego enquanto ele caminha lentamente na minha direção, cada passo dele ressoando no chão como o eco de um destino iminente. Sinto-me pequena, como uma presa encurralada diante de um predador implacável. Não, ele não é um urso... É um leão, imponente, de olhos cravados na caça, com presas afiadas prontas para dilacerar.

Ele para à minha frente, tão próximo que sinto o calor de sua presença avassaladora. Seu rosto sério e respiração pesada me atingem como uma onda, e o silêncio entre nós é sufocante, tão denso que parece roubar o ar dos meus pulmões. Meu coração, já disparado, tropeça em desespero quando ele avança um passo, aproximando-se como quem tem o controle absoluto da situação. Instintivamente, recuo, minhas costas se chocando contra a porta.

O sorriso que surge em seus lábios não é acolhedor; é frio, predatório. Seus olhos, gélidos e fixos nos meus, carregam uma intensidade que me faz estremecer. Ele inclina o rosto, invadindo o espaço que restava entre nós. Meu coração dá um salto. Ele vai me beijar?

Então, o som do clique da maçaneta me desperta, e vejo a porta se abrir com um movimento firme. Ele a empurra, abrindo caminho para dentro do quarto. Ainda atordoada, pisquei, tentando compreender o que estava por vir. Sem me dar tempo para reagir, ele me guia para dentro, fecha a porta atrás de si e vira a chave.

— Que mundinho pequeno. Então você é a amiga da minha irmã?

Sua voz, grave e carregada de um tom irônico, soa como uma descarga elétrica em meu corpo. Cada palavra reverbera, causando um turbilhão de sensações. Sinto um nó no estômago, os meus pulmões parecem esquecer como respirar, e as minhas pernas ameaçam ceder.

São tantas as razões que me deixam nervosa diante dele. Primeiro, eu conheço bem esse tipo de mentalidade: um homem machista e controlador. É óbvio que ele vai desaprovar a minha amizade com Kayra. Além disso... ele não é qualquer um. Ele é o cara.

O homem mais irresistivelmente lindo que já vi.

Deus, como não percebi naquele dia que ele era turco? Talvez porque, bêbada, a minha atenção estivesse em outras coisas. Agora, sóbria, os traços marcantes de seu rosto gritam as suas origens. Ele é de tirar o fôlego, um paradoxo entre força bruta e beleza devastadora. Tento lembrar de respirar, mas a força viril que emana dele me desarma.

E o cheiro... Ah, aquele perfume. O mesmo daquela noite. É inebriante, tão intenso quanto sua presença. Alto, com cabelos negros cuidadosamente penteados para trás, sua pele morena contrasta com o brilho de seus olhos. Ele parece ter sido esculpido para uma novela romântica — mas não como o mocinho. Não, ele seria o vilão perfeito, aquele que seduz com maestria antes de destruir sem piedade. Um diabo sedutor em carne e osso.

Ele me observa, seus olhos avaliando cada detalhe, como se decidisse o meu destino. Sou incapaz de desviar o olhar, enfeitiçada por sua presença avassaladora. O silêncio que nos envolve não é vazio; é carregado de intenções que não consigo decifrar. Ouço as batidas do meu próprio coração, descompassadas, enquanto tento adivinhar o que ele fará a seguir.

— Pela sua expressão surpresa, você não sabia que eu era irmão de Kayra?

Sua pergunta perfura o ar, e sua voz tem um peso que me prende ainda mais. O olhar dele continua cravado em mim, impiedoso, esperando uma resposta que minha mente ainda não processou.

— Não... Se eu soubesse, jamais teria saído... com... o senhor.

Ele ri, uma risada baixa que logo se transforma em uma gargalhada cheia de deboche.

— Ah, agora sou senhor? Essa distância cerimoniosa não cabe mais entre nós, Suzy. — Ele saboreia cada palavra, como se estivesse se divertindo com a minha confusão.

Sinto as minhas bochechas queimarem enquanto ele me examina descaradamente. O seu olhar desliza pelo meu vestido, que se molda ao corpo, parando no decote que revela apenas o suficiente para que ele imagine o resto. Ele sorri, satisfeito com o que vê, e os seus olhos voltam aos meus, brilhando com um toque diabólico.

— Thu, thu, thu. Quando ela falava de você, achei que era uma garota de família. Uma mulher sensata. Você a enganou direitinho.

— Que mundinho pequeno. Então você é a amiga da minha irmã? 1

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