Liam a olhava fixamente enquanto seus dedos começavam a abrir um dos botões da camisa dela, devagar, quase em reverência. Olívia desviou o olhar para as mãos dele, nervosa.
— Olha pra mim, mozão. — Liam pediu com uma voz baixa, quente, sedutora.
Ela obedeceu.
— Eu causei essa desconfiança em você. — continuou, abrindo outro botão. — Todas as vezes em que você percebeu meus sentimentos e eu mandei você não criar expectativas… porque tudo era uma farsa… — ele respirou fundo, abrindo mais um botão, encarando-a com uma sinceridade crua — a intenção era fazer você me odiar. Porque eu não queria aceitar o óbvio.
Os dedos dele roçaram na pele exposta.
— Eu não deixei aquele cartão à toa, Olívia. — disse, a voz profunda. — Naquele dia, eu tive a certeza de que você nunca mais sairia da minha vida. Então ouve o que seu coração está dizendo agora… ele não mente.
As lágrimas dela cintilaram.
— Meu coração diz que você me ama… que está falando a verdade. — ela respondeu, a voz tremendo enquanto as palavras finalmente escapavam. — Mas todas as vezes que eu confiei no meu coração, você me afastava, me diminuía… fazia eu acreditar que estava vendo coisas onde não tinha nada.
A respiração dela falhou quando ele abriu mais um botão.
— Você disse que eu não fazia o seu tipo… que eu tinha que melhorar bastante… — a voz dela saiu ferida, mas firme. — Você sabe quantas vezes eu sofri com isso, Liam? Quantas vezes eu me perguntei o que elas tinham que eu não tenho? Por que você tinha tesão por prostitutas… e por mim, não? Como você teve coragem de dizer que eu era pior que elas, mozão?
Ela respirou fundo, as lágrimas caindo de verdade.
— Você é o único homem que já me tocou. Eu me guardei a minha vida toda… — ela disse, soluçando baixinho. — E hoje eu lembro da nossa primeira vez… as imagens vieram em borrões… mas mesmo achando que era outro homem, eu me entreguei a você com amor. Com muito amor.
Os ombros dela tremeram.
— Todas as vezes que nós transamos eu esperava que você fosse romântico do início ao fim… e você simplesmente jogou na minha cara que eu era fácil demais e me deixou sozinha. Então… como eu posso acreditar no que meu coração diz?
Liam não desviou o olhar.
Pelo contrário.
Ele baixou os olhos por um instante… e quando levantou, havia uma chama nova ali. Algo que misturava arrependimento, fome e vulnerabilidade.
— Nossa… eles cresceram bastante desde a primeira vez que eu os vi. — disse com sinceridade crua, sem desviar os olhos dela. — Eles estão lindos.
Liam os segurou com ambas as mãos, devagar, como se estivesse tocando a coisa mais preciosa que já passou pelas mãos dele.
— Eles estão pedindo uma atenção especial… — completou, a voz baixa, rouca, carregada de desejo, mas com uma reverência que ele nunca tinha tido antes.
O silêncio da sala foi quebrado apenas pelos gemidos dela — trêmulos, urgentes — e pelas sucções dele, profundas, possessivas.
Entre um beijo e outro, Liam arfou contra a pele dela:
— Você tem princípios, Mozão. Tem valores. É forte e frágil na medida certa. Encanta qualquer um com essa sua doçura, com essa beleza meiga… com esse jeito único de ser. — Ele apertou os quadris dela. — Você é mulher pra dividir a vida. Pra construir algo de verdade.
A voz dele ficou mais grave.


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