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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 119

Liam a olhava fixamente enquanto seus dedos começavam a abrir um dos botões da camisa dela, devagar, quase em reverência. Olívia desviou o olhar para as mãos dele, nervosa.

— Olha pra mim, mozão. — Liam pediu com uma voz baixa, quente, sedutora.

Ela obedeceu.

— Eu causei essa desconfiança em você. — continuou, abrindo outro botão. — Todas as vezes em que você percebeu meus sentimentos e eu mandei você não criar expectativas… porque tudo era uma farsa… — ele respirou fundo, abrindo mais um botão, encarando-a com uma sinceridade crua — a intenção era fazer você me odiar. Porque eu não queria aceitar o óbvio.

Os dedos dele roçaram na pele exposta.

— Eu não deixei aquele cartão à toa, Olívia. — disse, a voz profunda. — Naquele dia, eu tive a certeza de que você nunca mais sairia da minha vida. Então ouve o que seu coração está dizendo agora… ele não mente.

As lágrimas dela cintilaram.

— Meu coração diz que você me ama… que está falando a verdade. — ela respondeu, a voz tremendo enquanto as palavras finalmente escapavam. — Mas todas as vezes que eu confiei no meu coração, você me afastava, me diminuía… fazia eu acreditar que estava vendo coisas onde não tinha nada.

A respiração dela falhou quando ele abriu mais um botão.

— Você disse que eu não fazia o seu tipo… que eu tinha que melhorar bastante… — a voz dela saiu ferida, mas firme. — Você sabe quantas vezes eu sofri com isso, Liam? Quantas vezes eu me perguntei o que elas tinham que eu não tenho? Por que você tinha tesão por prostitutas… e por mim, não? Como você teve coragem de dizer que eu era pior que elas, mozão?

Ela respirou fundo, as lágrimas caindo de verdade.

— Você é o único homem que já me tocou. Eu me guardei a minha vida toda… — ela disse, soluçando baixinho. — E hoje eu lembro da nossa primeira vez… as imagens vieram em borrões… mas mesmo achando que era outro homem, eu me entreguei a você com amor. Com muito amor.

Os ombros dela tremeram.

— Todas as vezes que nós transamos eu esperava que você fosse romântico do início ao fim… e você simplesmente jogou na minha cara que eu era fácil demais e me deixou sozinha. Então… como eu posso acreditar no que meu coração diz?

Liam não desviou o olhar.

Pelo contrário.

Ele baixou os olhos por um instante… e quando levantou, havia uma chama nova ali. Algo que misturava arrependimento, fome e vulnerabilidade.

— Nossa… eles cresceram bastante desde a primeira vez que eu os vi. — disse com sinceridade crua, sem desviar os olhos dela. — Eles estão lindos.

Liam os segurou com ambas as mãos, devagar, como se estivesse tocando a coisa mais preciosa que já passou pelas mãos dele.

— Eles estão pedindo uma atenção especial… — completou, a voz baixa, rouca, carregada de desejo, mas com uma reverência que ele nunca tinha tido antes.

O silêncio da sala foi quebrado apenas pelos gemidos dela — trêmulos, urgentes — e pelas sucções dele, profundas, possessivas.

Entre um beijo e outro, Liam arfou contra a pele dela:

— Você tem princípios, Mozão. Tem valores. É forte e frágil na medida certa. Encanta qualquer um com essa sua doçura, com essa beleza meiga… com esse jeito único de ser. — Ele apertou os quadris dela. — Você é mulher pra dividir a vida. Pra construir algo de verdade.

A voz dele ficou mais grave.

Liam parou apenas o suficiente para erguer o rosto. Olhar selvagem, atento, cheio de fome e choque ao mesmo tempo.

Olívia respirou fundo, quase soluçando.

— E você não entendeu o que eu disse. — continuou, a voz baixa, sincera, tremebunda. — Homem nenhum nunca me tocou. — Ela fechou os olhos por um instante, vencida pela emoção. — Teve beijos, sim… mas preliminares, nunca. — Os olhos dela encontraram os dele, cravando a verdade. — Você foi o primeiro. — Uma respiração curta escapou. — Entendeu?

Foi como acender um fósforo dentro do peito dele.

Liam segurou a nuca dela com uma das mãos, aproximou-se num movimento bruto e urgente e a beijou. Um beijo tão profundo que parecia capaz de fundi-los, de apagar tudo que existia antes e depois daquele instante. A outra mão dele deslizou pelas costas dela, puxando-a mais, prendendo-a contra si como se tivesse medo que ela desaparecesse.

Quando o ar faltou, ele a ergueu pelos quadris sem aviso. O corpo dela subiu com leveza, como se aquele movimento fosse natural para ele, e era.

Liam a colocou sentada sobre o tampo do piano. As teclas vibraram sob os pés dela, produzindo um som súbito, quase um gemido musical que preencheu o cômodo. O impacto arrancou um suspiro dos dois.

Eles se olharam.

Longo.

Intenso.

Devastador.

— Me perdoa… — Liam murmurou, o polegar acariciando a bochecha dela. — Me perdoa por ter te forçado a casar comigo?

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