Liam bateu de novo, mais forte, o som ecoando pela porta e pelo corredor silencioso.
Silêncio absoluto.
Nenhuma resposta.
— Claro. — murmurou, frio como gelo. — Eu mereço.
Ele deu as costas sem hesitar, e seguiu para a sala. No canto, o piano esperava.
Liam sentou-se, encostou os dedos nas teclas e começou a tocar notas profundas, intensas. Era a única maneira de respirar sem desmoronar.
Olívia desligou o chuveiro, enrolou-se na toalha e saiu do banheiro ainda enxugando o rosto. No closet, passou as mãos pelos blusões dele, cheirou um, fechando os olhos.
— Eu amo seu cheiro… — confessou num sussurro, amarga. — E me odeio por estar dizendo isso.
Quando ouviu a música vindo do outro cômodo, murmurou.
— Nossa… o vizinho toca muito bem…
Depois de uns minutinhos, foi andando até a sala, vestindo um dos blusões brancos dele, mangas compridas demais, cabelos ainda úmidos. Carregava uma caixinha de primeiros socorros entre as mãos.
Parou na porta.
— Eu não sabia que você tocava piano… — disse, suave. — E por sinal, muito bem.
Liam interrompeu a melodia no meio da nota e virou o rosto devagar. O olhar estava cansado, tenso… mas afiado de frieza. Um olhar que cortava antes mesmo de sentir.
— Com cinco anos eu já tocava. — disse. — Tive uma excelente professora. Minha mãe. Tem muitas coisas que você não sabe.
Ela se aproximou devagar.
— É lindo… — comentou. — Esse piano…
— Herança da minha mãe. — ele respondeu, tocando levemente a tecla mais próxima.
— Quantos anos você tinha quando ela faleceu? — ela perguntou, com cuidado.
Ele respirou devagar.
— Seis.
Ela hesitou.
— Desculpe a pergunta, mas… qual foi a causa da morte da minha sogra?
Liam desviou o olhar e perguntou.
— Você se machucou?
Olívia entendeu o limite. Ele não ia continuar.
— Sua mão está machucada. — disse, suavemente. — E foi por minha causa. Eu posso cuidar dela?
Ele analisou o rosto dela. O tom. O jeito.
— Já lavei no banho. — respondeu.
Ela mordeu a parte interna da bochecha, engolindo a mágoa.
— Tudo bem… — murmurou, virando-se para sair.
Mas ele a segurou pelo braço. A pega firme, quente. Dominante, mas não agressiva.
Olívia virou o rosto, atingida pelo olhar dele.
— Você desiste muito fácil das coisas. — murmurou, mais baixo. — Senta aqui.
Liam a puxou, pegou a caixinha de primeiros socorros das mãos dela e a colocou ao lado no banco do piano. Depois deslizou as mãos pela cintura de Olívia, guiando-a sem nenhuma hesitação para sentar no próprio colo, de frente para ele. Não foi um convite. Foi uma decisão — silenciosa, firme, inevitável.
Uma das mãos dele permaneceu prendendo sua cintura, quente, pesada, como se a ancorasse ali. A outra, Olívia segurou com cuidado. Só então percebeu o estado dos dedos dele: inchados, vermelhos, a pele machucada onde os ossos tinham encontrado o rosto do homem na boate.
O peito dela se apertou com força.
— Você está tremendo… — Liam murmurou, a voz baixa e rouca, sem perder o controle frio que era tão dele.
— Nós vamos nos entender aqui, Olívia. — sua voz veio baixa, carregada de promessa. — Sexo de reconciliação.
Ela se afastou meio centímetro.
— Eu não vou transar com você, Liam… — disse, magoada. — Porque depois você me maltrata, corre pras suas piranhas, esfrega o contrato na minha cara… eu não vou mais aceitar isso de você.
Ele não se moveu. Só falou com uma clareza que parecia cortar o ar.
— Então vamos começar do começo. — murmurou. — Eu quero uma vida real com você, Olívia.
A mão dele deslizou por baixo do blusão branco dela, quente contra a pele arrepiada. Os dedos percorreram sua cintura, subindo devagar, provocando um suspiro que ela tentou conter e falhou, e da mesma forma que subiu, desceu.
Os braços de Olívia foram para o pescoço dele sem que ela percebesse.
— Liam… isso é uma brincadeira…? — ela perguntou, encarando-o nos olhos.
Ele sorriu. Um sorriso raro, perigoso, possessivo.
— Você está sem calcinha, sua safada. — disse, voz baixa, carregada de desejo. — E ainda quer que eu fique sério?
— Liam, não foge do assunto… — ela tentou, respirando rápido, mas o gemido escapou no instante em que os dedos dele a provocaram.
Um tempo depois, ele segurou o rosto dela com as duas mãos, firme, decidido e vulnerável de um jeito que ela nunca tinha visto.
— Nosso casamento é real, Olívia. — disse, implacável. — E eu quero você todos os dias ao meu lado. Quero construir uma história com você. — A mão dele deslizou pela lateral do corpo dela novamente, lenta, quente, parando na cintura. — Mas eu quero viver essa história sem contrato.
Ele encostou a testa na dela, respirando junto, como se aquele fosse o primeiro momento de verdade entre os dois.
— E você? — ele perguntou, num sussurro que queimava. — O que você quer?
A pergunta atravessou Olívia inteira.
Os lábios dela tremeram antes da voz sair.
Os olhos marejaram até transbordar.
— Eu quero… — ela engoliu em seco, como se dissesse algo que nunca pensou ter coragem de admitir — uma família com você. Mas você realmente está dizendo a verdade?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...