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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 121

Liam segurou a cintura de Olívia com mais força, firme.

— E antes que você faça qualquer outra pergunta, senhora ciumenta… — a voz dele desceu um tom, grave o bastante para arrepiar. — Ela não vai mais viajar comigo. — Ele inclinou o rosto, encarando-a com aquela frieza ardente que era só dele. — Outra coisa: nunca transei com ela nesta cobertura, nem na mansão da minha mãe, nem não empresa.

— No jatinho, sim. — afirmou sem hesitar, sem piscar. — Você é inteligente. Então sabe que não podemos mudar o passado. Mas podemos destruir ele com algo melhor. O jatinho existe. O que aconteceu também.

O polegar dele tocou o queixo dela, erguendo-o.

— Então vamos fazer o que realmente importa… — a voz arrastou, baixa, certeira. — Criar memórias novas. Melhores. Suas. Nossas. Que engulam todas as outras.

O olhar verde queimou.

— Eu quero que esse casamento dê certo, amor. De verdade. — ele murmurou, acariciando a nuca dela. — Eu estou aqui. Com você. Por você. E só você.

Ele deslizou a mão pela curva das costas dela, puxando-a devagar de volta para o movimento. Ficaram um tempo naquela posição.

— Agora… — sussurrou contra o ouvido dela, a voz tão baixa que fez a pele dela arrepiar toda. — Fica de joelhos. Empina. E se apoia no piano.

Liam a provocava como só ele sabia — torturando, segurando, comandando — até que o estalo do tapa ecoou no ar.

O coração dela disparou.

— Mozão…

A voz veio grave, com aquele peso que fazia tudo dentro dela tremer.

— Isso é pelo vestido de noiva picotado. — Liam disse, a mão firme na cintura dela, a voz grave, quente. — Você não faz ideia do quanto eu quis ver você nele. Você precisa aprender a não agir por impulso quando está raiva.

Olívia abriu a boca para responder, mas os movimentos dele começaram ritmados, profundos, fazendo o piano soltar pequenas notas involuntárias sob eles. Olívia fechou os olhos, o corpo inteiro vibrando entre indignação e desejo.

— Mozão… devagar… — sussurrou, arfando. — Não esquece que eu estou grávida…

Ele diminuiu o ritmo, mas não parou.

— Aquele vestido era o meu sonho. — ela murmurou, sentindo o corpo perder o controle. — Eu achei que você tinha escolhido ele pra me ferir… eu picotei e não me arrependo. Você me fez muita raiva naquele dia…

A respiração de Liam ficou mais pesada, o tipo de peso que ela sentia sem precisar vê-lo. Liam inclinou o corpo e encostou os lábios bem perto da orelha dela.

— E vou te fazer raiva de novo agora, só por causa dessa resposta malcriada.

Ele a provocou e ela ofegou, um som trêmulo escapando entre riso e suspiro, completamente desarmada.

— Mozão… — a voz saiu manhosa, derretida, vulnerável — isso é golpe baixo…

Liam sorriu contra o ar, satisfeito. Os movimentos dele voltaram, ritmados. Controlados. Mas cheios de intenção.

A respiração dela falhou.

— Liam… — outra onda tomou o corpo dela, quente, irresistível. — Liam…

— Isso… — ele murmurou, rouco. — Vem comigo, amor…

A sala inteira pareceu prender o fôlego quando eles chegaram juntos. O corpo dela arqueando contra o dele, o dele segurando-a.

Silêncio.

Calor.

Respirações misturadas.

E o som suave do piano ainda vibrando sob eles, como se guardasse a memória do momento.

Liam, ainda sentindo a respiração de Olívia acelerada contra o peito, a ergueu no colo sem esforço.

— Vou te dar um banho. — disse, firme, decidido. — Hoje você vai ter romantismo do início ao fim.

Olívia abriu a boca para responder, mas nada saiu. O corpo ainda tremia, ainda reagia a cada toque, a cada palavra dele.

Laura riu. Um riso de dor, de orgulho, de ataque.

— Ah, por favor, Edgar. — retrucou. — Sei muito bem como você deve ter conseguido se formar. Deve ter enganado outra otária no caminho.

Ele levantou devagar, como um animal prestes a avançar.

— E você… — a voz saiu baixa, destrutiva. — Pelo visto não conseguiu casar com um homem loirinho como sempre quis. Não conseguiu engravidar pra ter filho de cabelo bom e olhos verdes. Não achou alguém apresentável pra sociedade. Sabe por quê?

Ele aproximou o rosto do dela, frio, cruel.

— Porque você é vazia, Laura. Riquinha mimada. Ninguém te atura. Os homens só te usam… e depois jogam fora quando descobrem quem você realmente é.

Laura sentiu o coração despencar. Mas levantou o queixo, engolindo as lágrimas de raiva.

— E quem eu sou, Edgar? — perguntou, a voz baixa, mortal. — Uma racista? Uma mulher sem coração?

Ela respirou fundo, o olhar queimando.

— Você foi a mulher que acabou com a vida do nosso filho. — Edgar afirmou com muito ódio.

A palavra nosso filho caiu como uma bomba. O estalo veio segundos depois. O tapa atingiu o rosto de Edgar.

Ele não recuou. Nem piscou. Só ficou parado, o rosto virado para o lado, como se tivesse levado um tiro que atravessou anos de silêncio.

— Nunca mais… — Laura disse, com ódio queimando nos olhos. — Nunca mais abra essa boca pra falar do meu filho. Nunca. Mais.

Ela começou a chorar, tremendo, mas não recuou. A voz dela saiu rasgada, mas firme.

— O monstro dessa história não sou eu. — disse, cada palavra um soco. — É você.

E você sabe muito bem que eu nunca fui racista. Meu irmão é filho de uma mulher negra — que, por sinal, era maravilhosa. Desde menina eu dizia que queria filhos como o Liam. Sempre deixei claro que te amava exatamente como você é. Inclusive a sua cor.

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