Liam segurou a cintura de Olívia com mais força, firme.
— E antes que você faça qualquer outra pergunta, senhora ciumenta… — a voz dele desceu um tom, grave o bastante para arrepiar. — Ela não vai mais viajar comigo. — Ele inclinou o rosto, encarando-a com aquela frieza ardente que era só dele. — Outra coisa: nunca transei com ela nesta cobertura, nem na mansão da minha mãe, nem não empresa.
— No jatinho, sim. — afirmou sem hesitar, sem piscar. — Você é inteligente. Então sabe que não podemos mudar o passado. Mas podemos destruir ele com algo melhor. O jatinho existe. O que aconteceu também.
O polegar dele tocou o queixo dela, erguendo-o.
— Então vamos fazer o que realmente importa… — a voz arrastou, baixa, certeira. — Criar memórias novas. Melhores. Suas. Nossas. Que engulam todas as outras.
O olhar verde queimou.
— Eu quero que esse casamento dê certo, amor. De verdade. — ele murmurou, acariciando a nuca dela. — Eu estou aqui. Com você. Por você. E só você.
Ele deslizou a mão pela curva das costas dela, puxando-a devagar de volta para o movimento. Ficaram um tempo naquela posição.
— Agora… — sussurrou contra o ouvido dela, a voz tão baixa que fez a pele dela arrepiar toda. — Fica de joelhos. Empina. E se apoia no piano.
Liam a provocava como só ele sabia — torturando, segurando, comandando — até que o estalo do tapa ecoou no ar.
O coração dela disparou.
— Mozão…
A voz veio grave, com aquele peso que fazia tudo dentro dela tremer.
— Isso é pelo vestido de noiva picotado. — Liam disse, a mão firme na cintura dela, a voz grave, quente. — Você não faz ideia do quanto eu quis ver você nele. Você precisa aprender a não agir por impulso quando está raiva.
Olívia abriu a boca para responder, mas os movimentos dele começaram ritmados, profundos, fazendo o piano soltar pequenas notas involuntárias sob eles. Olívia fechou os olhos, o corpo inteiro vibrando entre indignação e desejo.
— Mozão… devagar… — sussurrou, arfando. — Não esquece que eu estou grávida…
Ele diminuiu o ritmo, mas não parou.
— Aquele vestido era o meu sonho. — ela murmurou, sentindo o corpo perder o controle. — Eu achei que você tinha escolhido ele pra me ferir… eu picotei e não me arrependo. Você me fez muita raiva naquele dia…
A respiração de Liam ficou mais pesada, o tipo de peso que ela sentia sem precisar vê-lo. Liam inclinou o corpo e encostou os lábios bem perto da orelha dela.
— E vou te fazer raiva de novo agora, só por causa dessa resposta malcriada.
Ele a provocou e ela ofegou, um som trêmulo escapando entre riso e suspiro, completamente desarmada.
— Mozão… — a voz saiu manhosa, derretida, vulnerável — isso é golpe baixo…
Liam sorriu contra o ar, satisfeito. Os movimentos dele voltaram, ritmados. Controlados. Mas cheios de intenção.
A respiração dela falhou.
— Liam… — outra onda tomou o corpo dela, quente, irresistível. — Liam…
— Isso… — ele murmurou, rouco. — Vem comigo, amor…
A sala inteira pareceu prender o fôlego quando eles chegaram juntos. O corpo dela arqueando contra o dele, o dele segurando-a.
Silêncio.
Calor.
Respirações misturadas.
E o som suave do piano ainda vibrando sob eles, como se guardasse a memória do momento.
Liam, ainda sentindo a respiração de Olívia acelerada contra o peito, a ergueu no colo sem esforço.
— Vou te dar um banho. — disse, firme, decidido. — Hoje você vai ter romantismo do início ao fim.
Olívia abriu a boca para responder, mas nada saiu. O corpo ainda tremia, ainda reagia a cada toque, a cada palavra dele.
Laura riu. Um riso de dor, de orgulho, de ataque.
— Ah, por favor, Edgar. — retrucou. — Sei muito bem como você deve ter conseguido se formar. Deve ter enganado outra otária no caminho.
Ele levantou devagar, como um animal prestes a avançar.
— E você… — a voz saiu baixa, destrutiva. — Pelo visto não conseguiu casar com um homem loirinho como sempre quis. Não conseguiu engravidar pra ter filho de cabelo bom e olhos verdes. Não achou alguém apresentável pra sociedade. Sabe por quê?
Ele aproximou o rosto do dela, frio, cruel.
— Porque você é vazia, Laura. Riquinha mimada. Ninguém te atura. Os homens só te usam… e depois jogam fora quando descobrem quem você realmente é.
Laura sentiu o coração despencar. Mas levantou o queixo, engolindo as lágrimas de raiva.
— E quem eu sou, Edgar? — perguntou, a voz baixa, mortal. — Uma racista? Uma mulher sem coração?
Ela respirou fundo, o olhar queimando.
— Você foi a mulher que acabou com a vida do nosso filho. — Edgar afirmou com muito ódio.
A palavra nosso filho caiu como uma bomba. O estalo veio segundos depois. O tapa atingiu o rosto de Edgar.
Ele não recuou. Nem piscou. Só ficou parado, o rosto virado para o lado, como se tivesse levado um tiro que atravessou anos de silêncio.
— Nunca mais… — Laura disse, com ódio queimando nos olhos. — Nunca mais abra essa boca pra falar do meu filho. Nunca. Mais.
Ela começou a chorar, tremendo, mas não recuou. A voz dela saiu rasgada, mas firme.
— O monstro dessa história não sou eu. — disse, cada palavra um soco. — É você.
E você sabe muito bem que eu nunca fui racista. Meu irmão é filho de uma mulher negra — que, por sinal, era maravilhosa. Desde menina eu dizia que queria filhos como o Liam. Sempre deixei claro que te amava exatamente como você é. Inclusive a sua cor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...