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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 122

Edgar finalmente levantou o olhar e havia tormenta ali.

Laura respirou fundo, tentando não quebrar.

— Não j**a pra cima de mim a culpa por você ter sido um mau caráter. Porque o primeiro homem que me usou, foi você! — sussurrou. — Eu vou embora.Ter vindo aqui foi um erro.

Laura se levantou e mal deu dois passos em direção à porta quando sentiu o braço ser puxado com firmeza.

Edgar a segurou.

— Vai aonde? — os olhos dele queimavam. — Vai servir de comidinha pro primeiro homem que passar na tua frente? Que história é essa que eu te usei?

Laura girou o rosto, indignada, os olhos marejados de raiva.

— E se for? — rebateu, firme. — Qualquer homem é melhor do que você. E não se faça de desentendido, isso não combina com você.

O maxilar de Edgar travou. Ele se aproximou devagar, como um animal ferido e perigoso.

— Sabe o que é curioso? — murmurou, chegando perto demais. — Quando você passava as madrugadas comigo no quarto dos empregados… não era isso que você dizia.

O ar sumiu dos pulmões dela.

Laura engoliu seco, mas não recuou.

— Eu era uma adolescente bobinha e apaixonada. — disparou, com veneno. — Que acreditava nas tuas promessas vazias.

Edgar inclinou a cabeça um centímetro.

— É mesmo? — disse, baixo… mais ferido… mais perigoso.

Ela levantou o queixo.

— Sim.

Eles ficaram ali. A centímetros um do outro. O silêncio pulsando, carregado de tudo que foi dito e do que não foi.

O olhar de Edgar desceu para os lábios dela.

O de Laura subiu para os dele.

Por alguns segundos, só havia a respiração tensa dos dois. Uma lembrança inteira de anos escondida naquele espaço minúsculo entre eles.

E então, eles se agarraram.

Foi Laura quem puxou primeiro. Ou Edgar. Os dois nunca saberiam.

Os lábios se chocaram num beijo feroz, urgente, desesperado. Não era carinho, era necessidade bruta, era saudade doente, era dor antiga misturada ao desejo que nunca morreu.

As mãos dele foram para a cintura dela, puxando com força, como se ela fosse uma parte do corpo dele que alguém tentou arrancar. As mãos dela subiram pelo peito dele, ásperas, como quem empurra e puxa ao mesmo tempo, como quem diz “te odeio” e “volta pra mim” no mesmo toque.

Ele a prensou contra a parede da suíte luxuosa, o beijo ficando cada vez mais profundo, selvagem, carregado de um passado que não foi resolvido e de um amor que se recusava a morrer.

Laura deixou escapar um suspiro abafado, um som que ela tentou esconder por anos.

Edgar respondeu com um aperto mais forte na cintura, como se reconhecesse aquele som, como se ele fosse dele.

O mundo sumiu ali. Hotel, mágoas, promessas quebradas, orgulho… tudo apagado.

Só os dois existiam. Só aquele beijo que rasgava e curava ao mesmo tempo. Só aquela intimidade antiga, visceral, que nenhum deles conseguiu matar apesar de toda a dor.

O beijo terminou apenas porque os dois precisaram respirar. Mas nenhum dos dois recuou.

Edgar manteve as mãos na cintura dela, os dedos apertando como se temesse que ela desaparecesse se soltasse. Laura segurava a nuca dele, a testa colada à dele, respirando rápido, o rosto vermelho, o corpo inteiro tremendo. Não de medo, mas da avalanche de emoções que finalmente tinha arrebentado.

— Edgar… — ela sussurrou, a voz falhada, quase um gemido engolido, cheia de dor e saudade.

Era… carinhoso.

Intenso.

Profundo.

Um beijo que parecia um pedido de desculpa, um pedido de volta, um pedido de “por favor, não vai embora”.

Laura sentiu as pernas tremerem.

As lágrimas que ela segurava por anos enfim escorreram e Edgar as sentiu no toque de seus lábios, mas não recuou. Ao contrário: aprofundou o beijo, segurando o rosto dela com as duas mãos, como se estivesse tentando reconstruí-la ali.

Ela correspondeu com a mesma intensidade. As mãos agarrando a nuca dele, os dedos tremendo, a respiração descompassada.

O beijo foi se tornando mais urgente. Mais profundo. Mais cheio de histórias que nunca morreram.

Os estalos dos beijos ecoavam no quarto silencioso, como se a suíte inteira estivesse prendendo o fôlego.

O barulho úmido, ritmado, cheio de saudade… Línguas que se tocavam num reconhecimento antigo, num reencontro inevitável.

Edgar deslizou a mão pela lateral do corpo dela, subindo devagar, com a delicadeza de quem tem vontade e medo ao mesmo tempo.

Ele levantou o vestido dela pela barra, os dedos roçando sua pele quente, e Laura ergueu os braços sem hesitar, como se já soubesse o que ele queria, como se estivesse esperando por aquilo há anos.

Ela deixou o vestido passar por sua cabeça, a respiração falhando, o olhar preso no dele.

Edgar parou por um instante, apenas para olhar. Para olhar de verdade.

Os olhos dele ficaram mais escuros.

— Sou louco por essa cintura fina… — murmurou, a voz baixa, quase rouca. — Você está com um corpão maravilhoso. — Os dedos dele tocaram a lateral dela com reverência e fome. — E seus seios… estão na medida certa. — Ele fechou os olhos por um instante, respirando fundo. — Por que o destino foi tão cruel conosco? — engoliu seco, encostando a testa na dela. — Será que algum dia vamos conseguir nos perdoar, Laura?

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