E antes que Edgar pudesse responder, Laura afundou nele com força, profunda, intensa, arrancando o ar dos pulmões dele. Edgar prendeu o rosto dela entre as mãos e a beijou de um jeito que não tinha nada de controle, era fome, desespero, rendição pura.
Ele gemeu contra a boca dela e abriu os olhos de repente, fixando-os nela de um jeito tão intenso que Laura congelou por meio segundo.
Ela tentou manter o comando, mas o olhar dele… O olhar dele a desmontou.
— Edgar… — ela murmurou, tensa, surpresa com a virada repentina.
Ele ergueu o tronco devagar, forçando Laura a inclinar o corpo para trás, e segurou sua nuca com firmeza. Não era agressivo.
Era… inevitável.
— Você é minha Laura… — disse, a voz baixa, quente. — … a minha gostosa, o meu amor. Eu sou louco por você. Eu te amo!
Laura sentiu um arrepio subir pela espinha.
Edgar a puxou, trazendo-a mais perto, o rosto colado ao dela, o nariz roçando no dela num gesto lento, perigoso.
— Fica de quatro, loirinha. — murmurou, o tom grave vibrando entre eles. — Nós sempre chegamos juntos nessa posição.
Laura mordeu o lábio, olhando fixamente pra ele. corpo inteiro estava tremendo. Ela obedeceu.
Edgar começou a se mover lentamente, depois ele segurou a cintura dela com força e mudou o ritmo, agora mais firme, mais profundo, arrancando gemidos dela. Ele não conseguia se segurar, praguejou baixo, completamente entregue.
Laura rebolou de um jeito profundo e cruelmente provocante, Edgar soltou um gemido que fez seu corpo inteiro tremer.
Laura sorriu.
— Vai, Nego… — ela falou manhosa e deu outra rebolada. — Eu sou toda sua!
Edgar gemeu baixo, rouco, incapaz de esconder o quanto ela o desmontava. Os movimentos eram intensos, ele marcava território de volta. Os corpos pingavam suor.
Finalmente Edgar entregou tudo. Deixou o líquido jorrar dentro dela. Ele segurava a cintura dela com força, o corpo inteiro tremendo. Depois, deslizou um beijo nas costas dela, como quem agradece sem palavras por um momento que achou que não teria de novo.
Laura desabou na cama sem forças, o peito subindo e descendo rápido. Edgar caiu ao lado, igualmente ofegante, o suor brilhando na pele dos dois enquanto tentavam recuperar o fôlego.
Por alguns segundos, só existiu silêncio. Um silêncio elétrico, cheio do que acabara de acontecer.
Então Edgar se aproximou por trás, puxando-a com cuidado, encaixando o corpo dele ao dela numa conchinha que não tinha nada de casual.
— Eu te machuquei amor?
Laura passou a ponta dos dedos no braço dele, fazendo círculos preguiçosos na pele quente. Edgar ainda respirava fundo, o corpo pesado, mas o olhar suave.
— Você sabe que nunca me machuca. — ela disse num tom baixo, sincero. — Foi tudo perfeito.
Ele sorriu contra o travesseiro.
Laura inclinou-se um pouco, mordendo o canto do lábio num gesto provocante.
— E… vou te contar… seu amigão definitivamente não desaprendeu nada. — disse, espirituosa, sem vulgaridade. — Acho até que cresceu uns centímetros.
Edgar gargalhou, aquela risada solta que ela sempre amou.
— Você está mais experiente… — ele admitiu. — Mas continua intensa. Insaciável. Confesso que quase não dei conta.
Laura lhe deu um tapa leve no braço.
— Quase. — repetiu, provocando.
Edgar passou os dedos pelo cabelo dela.
— Vamos fazer algo que sempre quisemos? — perguntou, o tom misterioso.

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