Edgar simplesmente acelerou, os movimentos fortes, quase desesperados, e tudo o que se ouvia era o som surdo dos corpos se chocando contra o colchão, ecoando pela suíte como uma confissão sem palavras. O ar entre eles parecia mais quente, mais denso, até que, de repente, ele parou.
Parou como se tivesse lembrado de algo.
Como se tivesse recuperado o controle.
O corpo dele ficou imóvel sobre o dela, o peito dele subindo e descendo ofegante, próximo o bastante para que Laura sentisse o calor que queimava entre eles. A mão dele deslizou lentamente pela lateral dela e, num gesto firme, prendeu sua cintura contra o colchão, imobilizando-a com facilidade.
O olhar dele subiu devagar, encontrando o dela no travesseiro.
— Amor, isso é golpe baixo. — disse Laura revoltada.
— Calma, loirinha… — murmurou, a voz baixa, rouca, perigosa. — Quem disse que eu terminei com você? — ele perguntou, aproximando os lábios nos dela sem beijar. — Eu te conheço mais do que ninguém e também sei te desarmar.
Antes que ela pudesse responder, Edgar inclinou-se mais sobre o corpo dela, o peso dele envolvendo-a completamente, e começou a provocá-la lentamente. Tão lentamente que aquilo se tornou uma tortura deliciosa.
Os dedos dele apertavam sua cintura no ritmo exato, controlando cada movimento, cada aproximação, cada investida que nunca chegava de verdade, apenas prometia. Ele a puxava contra si e soltava, numa cadência calculada, cruel, irresistível, como se estivesse escrevendo no corpo dela tudo o que ficou preso dentro dele por anos: ódio, saudade, desejo, mágoa, fome.
Laura arqueou o corpo sob ele, um suspiro escapando de sua garganta sem permissão.
Edgar sorriu contra o pescoço dela, um sorriso que não tinha nada de doce, era puro domínio, pura provocação.
Era como se a pressa tivesse desaparecido.
Como se a necessidade bruta tivesse se transformado em possessão.
E a possessão, em algo ainda mais perigoso.
— Edgar eu não acredito, eu odeio quando você faz isso...
Edgar sorriu de canto, sabia exatamente o que estava fazendo
— Só vou continuar quando você me prometer. Anda amor, estou esperando. — disse Edgar torturando ela. — Promete que só vai transar comigo.
Laura arfou quando ele a puxou pela cintura daquele jeito firme e marcante. Reivindicando um território que já foi dele um dia. Por um segundo, ela quase cedeu. Quase fez a promessa novamente.
Quase.
Mas ela não era mais a garota de anos atrás.
Ela levou as mãos ao peito dele, sentindo os músculos tensos sob seus dedos, e o empurrou contra o colchão. Não foi um gesto brusco, foi decidido. Calculado. O corpo dele cedeu, caindo de costas na cama, e ela subiu sobre ele, o joelho firme ao lado de seu quadril.
O olhar dela queimava, não de mágoa, mas de desafio.
— Quem está no comando agora, Edgar? — disse, a voz baixa, firme, inesperadamente no controle. — Esqueceu o poder que tenho sobre você?
Edgar ficou sem ar por um segundo.
Tentou puxá-la de volta pela cintura, mas ela segurou os pulsos dele e os guiou para baixo, prendendo-os contra o colchão, afastando-o de qualquer tentativa de dominar.
— Sentiu falta das minhas reboladas? — continuou ela, aproximando o rosto do dele, os lábios roçando o canto da boca dele sem beijar. — Você ficava maluco com elas.
Ela o montou devagar, deliberadamente, sentindo o corpo dele reagir sob o dela — duro, quente, tenso — e sorriu, provocadora.
— Hoje é sobre o que eu vou fazer com você.
O maxilar dele se contraiu, um músculo pulsando de puro desejo e um pouco de impotência.
— Laura… — a voz dele quase falhou. — Você não faz ideia do que está brincando.
Ela segurou o rosto dele com uma das mãos, firme, quase carinhosa, mas era controle puro.
— Claro que faço. — sussurrou contra os lábios dele. — Você é que não sabe o que fazer porque eu deixei de ser a sua menininha apaixonada. Agora sou uma mulher experiente.

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