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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 127

A porta da cobertura se abriu com Alex praticamente sustentando o peso de Ísis contra o próprio corpo. Ela estava mole, trôpega, com um suspiro arrastado escapando dos lábios enquanto apoiava a testa no ombro dele.

— Vamos sentar no sofá… — ele murmurou, ajustando o braço em volta da cintura dela.

Duck ergueu a cabeça.

Isis arregalou os olhos.

— MEU DEUS! — exclamou, segurando mais forte na camisa de Alex. — O que é isso?! Um tigre?! Um urso?!

Duck caminhou até ela com passos calmos, cheirando o ar, curioso.

Alex se inclinou, rindo baixo, passando a mão na cabeça enorme do cachorro.

— Oi, amigão. — disse, afagando as orelhas dele. — Essa é a Ísis.

Duck aproximou o focinho dela e cheirou profundamente. Ísis franziu o nariz.

— Alex… eu estou enjoada… muito enjoada… — murmurou Ísis, a voz arrastada, os olhos instáveis, tentando focar.

Ela nem conseguiu terminar a frase. Alex só teve tempo de erguer o rosto, um reflexo tardio, antes de sentir o choque quente do vômito atingindo sua camisa e a roupa dela. O corpo de Ísis tremia descontroladamente, e ela levou a mão à boca, horrorizada.

— Me desculpa… — sussurrou, a voz falha, os olhos marejando de vergonha. — Eu… eu não queria…

Alex fechou os olhos por um instante. Respirou fundo. Não de irritação, mas de tentativa de manter o controle diante da fragilidade dela.

Então passou a mão pelo ombro dela, num gesto lento, firme, completamente paciente.

— Vem… — disse com suavidade. — Está tudo bem. Acontece. Vem… vamos sentar ali.

Ele a guiou devagar até o sofá, apoiando a mão na cintura dela para evitar que ela tropeçasse. O coração dele batia acelerado pelo jeito como ela se agarrava nele, completamente vulnerável.

A cada passo, Ísis murmurava pedidos de desculpa entre dentes trêmulos.

— Que vergonha… eu juro que não fiz de propósito…

— Tranquilo. — Alex respondeu. — Agora relaxa. Só respira.

Isis afundou no sofá, escondendo metade do rosto nas mãos, ainda respirando de forma irregular. A vergonha parecia maior que o enjoo.

Duck, atento ao caos recém-criado, aproximou-se com passos lentos. Sentou-se de frente para ela, a cabeça inclinada para o lado como se estivesse avaliando o estado daquela humana que, claramente, precisava de supervisão.

— Até o cachorro está me julgando… — ela murmurou, sem coragem de erguer o olhar.

Alex soltou um riso.

— Ele não está te julgando, não. — disse Alex, afagando a cabeça enorme de Duck com naturalidade. — Está te admirando. Esse cachorro tem gosto apurado… sempre cai de amores por mulher bonita.

Isis abriu um dos olhos, só o suficiente para ver o cachorro quase encostando o focinho nela.

— Fala sério, estou um desastre…

— Duck está dizendo o contrário. — Alex respondeu sorrindo. — E ele nunca erra.

Ele tirou a camisa suja, revelando o tórax definido. Ísis piscou, atordoada demais para processar qualquer coisa além do cheiro forte que ainda sentia.

Alex deixou a camisa no canto e foi até a cozinha. Voltou com papel toalha.

— Aqui. — entregou para ela. — Relaxa que vou cuidar do resto.

Enquanto ela tentava limpar a própria roupa, com movimentos curtos e envergonhados, Alex cuidava do chão bem tranquilo, paciente, Sem reclamação. Sem sequer um olhar que sugerisse reprovação.

Quando terminou, foi até ela e estendeu a mão.

— Vem. Vamos pra cozinha. — disse com suavidade. — Você precisa de água.

Isis hesitou, mas colocou a mão na dele. Alex a ajudou a levantar, mantendo a mão firme em sua cintura quando ela cambaleou.

Eles caminharam até a ilha da cozinha.

Ele nem pensou. Segurou-a pela cintura e a levou apressado para o banheiro.

Assim que entrou, ela ajoelhou e começou a vomitar no vaso. O corpo inteiro tremeu. Alex ficou ao lado, segurando o cabelo de com uma mão e mantendo a outra nas costas dela para dar apoio.

Quando ela terminou, ele pegou papel higiênico e limpou o canto dos lábios dela com a delicadeza de quem lida com algo que importa.

Isis caiu sentada no chão, desabando em choro.

Alex sentou ao lado dela, puxou-a contra o peito, a cabeça dela apoiada na clavícula dele. Passou a mão pelos cabelos dela, num carinho lento, constante.

— Respira… — murmurou. — Isso vai passar. Estou aqui.

Depois de longos minutos, ela murmurou.

— Minha boca está com gosto horrível…

— Vamos resolver isso. — disse ele, levantando-se e ajudando-a a ficar de pé. — Vem. Eu te seguro.

Ela quase perdeu o equilíbrio de novo, e ele veio por trás, guiando-a até a pia, segurando firme sua cintura enquanto ela escovava os dentes apoiada no corpo dele.

Quando ela terminou, ele a levou de volta para a sala…

Quando voltaram para a sala, Ísis praticamente desabou no sofá. O corpo afundou nas almofadas como se tivesse perdido toda a força do mundo.

Duck veio imediatamente. O cachorro se aproximou devagar, farejando, avaliando, e então apoiou a cabeça enorme sobre as pernas dela, como se estivesse dizendo “tô aqui”.

Isis deslizou os dedos pelos pelos dele, ainda trêmula.

— Ei, ursão… — murmurou, com a voz arranhada.

Alex observou a cena por um instante. Algo apertou dentro do peito dele ao vê-la tão pequena, tão vulnerável, mas ao mesmo tempo tão doce com o cachorro. Havia uma fragilidade ali que ele não estava acostumado a encontrar nas mulheres com quem já se envolveu.

— Vou fazer um café pra você. — disse, tocando levemente o ombro dela. — Cuida dela, Duck.

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