A porta da cobertura se abriu com Alex praticamente sustentando o peso de Ísis contra o próprio corpo. Ela estava mole, trôpega, com um suspiro arrastado escapando dos lábios enquanto apoiava a testa no ombro dele.
— Vamos sentar no sofá… — ele murmurou, ajustando o braço em volta da cintura dela.
Duck ergueu a cabeça.
Isis arregalou os olhos.
— MEU DEUS! — exclamou, segurando mais forte na camisa de Alex. — O que é isso?! Um tigre?! Um urso?!
Duck caminhou até ela com passos calmos, cheirando o ar, curioso.
Alex se inclinou, rindo baixo, passando a mão na cabeça enorme do cachorro.
— Oi, amigão. — disse, afagando as orelhas dele. — Essa é a Ísis.
Duck aproximou o focinho dela e cheirou profundamente. Ísis franziu o nariz.
— Alex… eu estou enjoada… muito enjoada… — murmurou Ísis, a voz arrastada, os olhos instáveis, tentando focar.
Ela nem conseguiu terminar a frase. Alex só teve tempo de erguer o rosto, um reflexo tardio, antes de sentir o choque quente do vômito atingindo sua camisa e a roupa dela. O corpo de Ísis tremia descontroladamente, e ela levou a mão à boca, horrorizada.
— Me desculpa… — sussurrou, a voz falha, os olhos marejando de vergonha. — Eu… eu não queria…
Alex fechou os olhos por um instante. Respirou fundo. Não de irritação, mas de tentativa de manter o controle diante da fragilidade dela.
Então passou a mão pelo ombro dela, num gesto lento, firme, completamente paciente.
— Vem… — disse com suavidade. — Está tudo bem. Acontece. Vem… vamos sentar ali.
Ele a guiou devagar até o sofá, apoiando a mão na cintura dela para evitar que ela tropeçasse. O coração dele batia acelerado pelo jeito como ela se agarrava nele, completamente vulnerável.
A cada passo, Ísis murmurava pedidos de desculpa entre dentes trêmulos.
— Que vergonha… eu juro que não fiz de propósito…
— Tranquilo. — Alex respondeu. — Agora relaxa. Só respira.
Isis afundou no sofá, escondendo metade do rosto nas mãos, ainda respirando de forma irregular. A vergonha parecia maior que o enjoo.
Duck, atento ao caos recém-criado, aproximou-se com passos lentos. Sentou-se de frente para ela, a cabeça inclinada para o lado como se estivesse avaliando o estado daquela humana que, claramente, precisava de supervisão.
— Até o cachorro está me julgando… — ela murmurou, sem coragem de erguer o olhar.
Alex soltou um riso.
— Ele não está te julgando, não. — disse Alex, afagando a cabeça enorme de Duck com naturalidade. — Está te admirando. Esse cachorro tem gosto apurado… sempre cai de amores por mulher bonita.
Isis abriu um dos olhos, só o suficiente para ver o cachorro quase encostando o focinho nela.
— Fala sério, estou um desastre…
— Duck está dizendo o contrário. — Alex respondeu sorrindo. — E ele nunca erra.
Ele tirou a camisa suja, revelando o tórax definido. Ísis piscou, atordoada demais para processar qualquer coisa além do cheiro forte que ainda sentia.
Alex deixou a camisa no canto e foi até a cozinha. Voltou com papel toalha.
— Aqui. — entregou para ela. — Relaxa que vou cuidar do resto.
Enquanto ela tentava limpar a própria roupa, com movimentos curtos e envergonhados, Alex cuidava do chão bem tranquilo, paciente, Sem reclamação. Sem sequer um olhar que sugerisse reprovação.
Quando terminou, foi até ela e estendeu a mão.
— Vem. Vamos pra cozinha. — disse com suavidade. — Você precisa de água.
Isis hesitou, mas colocou a mão na dele. Alex a ajudou a levantar, mantendo a mão firme em sua cintura quando ela cambaleou.
Eles caminharam até a ilha da cozinha.

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