Entrar Via

Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 152

O quarto estava silencioso, quebrado apenas pelas respirações pesadas dos dois.

Liam virou o rosto para ela, ainda ofegante, e sorriu de canto.

— Vamos tomar um banho, amor. — disse com a voz rouca, mas agora calma. — Depois você dorme.

Olívia riu baixinho, sem forças para responder de imediato, apenas assentindo. Ele se levantou primeiro e a pegou no colo indo para o banheiro.

O banho foi lento, sem pressa. Água quente, mãos deslizando com cuidado, gestos simples, carregados de carinho. Nada urgente. Nada intenso. Só o conforto de estarem ali, juntos, inteiros.

Quando voltaram para o quarto, ambos vestiam roupões. O cabelo molhado, a pele relaxada. Sentaram-se na cama lado a lado, encostados.

Olívia passou a mão no ventre e fez uma careta divertida.

— Nossa… estou faminta. — disse, pegando uma uva da tábua e levando à boca.

Liam a observou por um segundo, satisfeito demais para fingir outra coisa.

— Eu não. — respondeu, tranquilo. — Estou completamente satisfeito. — Ele fez uma pausa breve, o olhar deslizando por ela. — Você é muito gostosa, Mozão… — completou, com um meio sorriso. — E ainda por cima dança muito bem. Sabe exatamente como me tirar do eixo.

Olívia corou na mesma hora, os olhos desviando por reflexo. Pegou outra uva, estendeu a mão até ele.

— Então come essa.

Liam aceitou a uva, mordendo devagar, sem tirar os olhos dela.

— Eu adoro ver você assim… — murmurou, a voz baixa, carregada de satisfação. — Toda corada.

Ele roçou polegar na lateral do rosto dela.

— Fica oficialmente intimada a dançar mais vezes pra mim. — completou, com um meio sorriso cheio de intenção. — Só pra eu ter o prazer de ver essa mesma reação de novo.

Ela sorriu, sem conseguir esconder o brilho no olhar.

— Vamos ver nosso filme? — sugeriu, apoiando-se ainda mais nele, buscando o conforto do corpo dele como quem já sabia que ficaria ali.

Liam inclinou levemente a cabeça, lançando um olhar de falsa reprovação, o canto da boca denunciando o divertimento.

— Agora você lembra do filme… — provocou, a voz baixa, arrastada, cheia de malícia contida. — Sua safada.

Olívia riu, aproximando-se ainda mais, os dedos brincando distraídos no peito dele.

— Safada… — repetiu, com um sorriso lento, confiante. — Que você não vive mais sem.

Eles começaram a assistir, dividindo frutas e alguns petiscos, comentando cenas soltas, rindo baixo, o clima completamente diferente de minutos antes. Quando já não quiseram mais comer, Liam se levantou, colocou as tábuas sobre a mesa do quarto e voltou para a cama.

Deitou-se e puxou Olívia para junto de si, acomodando-a sobre o peito. Ela se ajeitou naturalmente ali.

O filme continuava passando… mas nenhum dos dois acompanhava de verdade.

A respiração de Olívia foi ficando mais lenta. A mão de Liam fazia movimentos preguiçosos em suas costas. Pouco a pouco, o cansaço venceu.

Sem perceberem, adormeceram assim.

Abraçados. Em silêncio. Sem terminar o filme, mas completamente satisfeitos com a noite que viveram juntos.

Na madrugada, o corpo de Liam se remexeu inquieto na cama.

O sono deixou de ser profundo e passou a ser fragmentado, pesado. A respiração mudou, ficando irregular. O maxilar se contraiu. Mesmo adormecido, os ombros se tensionaram, como se ele estivesse se preparando para se defender de algo invisível.

O sonho veio sem aviso.

Ele era criança. Tinha cinco anos.

— Cala a boca, Meredith! — Felipe rosnou.

— Eu não vou calar! — ela respondeu. — Seu irmão estava certo. Ele me alertou que eu ia sofrer com você. Disse que você só ama a si mesmo. Eu achei que você tinha mudado quando o Liam nasceu… mas agora vejo que foi tudo uma farsa. Você nunca gostou dele.

O tom de Felipe mudou.

Não ficou mais alto. Ficou mais frio.

— Você estragou nosso casamento. Eu sempre amei você. Sempre te desejei. Nunca permitiria você ficar com aquele traíra. Você era só minha. — A voz dele carregava algo doentio. — Eu quase matei meu irmão quando ele se declarou pra você. E eu vou acabar com o motorista. — Uma pausa. — Mas você… você não vai ficar livre de mim.

Passos pesados se moveram dentro do quarto.

Meredith se colocou à frente da porta.

— Onde você vai, Felipe?

— Sai da minha frente. — ele respondeu, ameaçador. — Ou eu não respondo por mim.

— Eu não vou sair! — Meredith disse, tentando manter a voz firme. — Para com isso, Felipe. Eu nunca te trairia!

O empurrão veio sem aviso.

O grito de Meredith foi alto. Seco. Doloroso.

Liam entrou em pânico.

Começou a bater com força na porta fechada, as mãos pequenas socando a madeira com desespero, como se pudesse quebrá-la.

— Solta ela! — gritou, chorando. — Eu te odeio, papai! Eu vou te matar quando eu crescer. Ouviu?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato