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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 17

O quarto estava silencioso quando Olívia abriu os olhos. Ela havia dormido apenas duas horas, mas parecia ter atravessado uma noite inteira. O vestido rasgado continuava no chão, um lembrete de tudo o que aconteceu. A cabeça doía por conta do choro.

Batidas leves na porta interromperam seus pensamentos.

— Senhora… eu trouxe seu lanche — disse uma voz feminina do outro lado.

Olívia piscou, sonolenta.

— Só um minuto, por favor… — murmurou, levantando-se devagar.

Sentiu o edredom escorregar do corpo. Parou, confusa.

— Como esse edredom veio parar aqui? — sussurrou para si mesma.

Foi até o closet, pegou um robe e vestiu-o. Respirou fundo e abriu a porta.

A empregada entrou com uma bandeja e colocou-a sobre a mesinha do quarto.

— Aqui está, senhora — disse, delicada.

— Muito obrigada… mas eu nem pedi — respondeu Olívia, a voz ainda rouca de sono.

— O senhor Liam mandou trazer. Vim antes mas, a senhora não atendeu — explicou a empregada.

Olívia franziu a testa.

— Ele está em casa?

— Não, senhora. Saiu faz um tempo.

Olívia hesitou antes de perguntar.

— Você sabe me dizer se alguém entrou no meu quarto? Estava dormindo… acordei coberta, mas não me lembro de ter pegado o edredom.

A empregada balançou a cabeça.

— Nós só entramos se a senhora autorizar. — respondeu com cuidado. — Com certeza foi o senhor Liam quem a cobriu.

Olívia mordeu o lábio inferior, surpresa.

— É verdade… quem mais poderia ser? — murmurou, sem graça. Depois tentou esboçar um sorriso e mudou de assunto. — Eu não sei nem se vou poder comer… sou alérgica a algumas coisas..

A mulher sorriu de leve.

— Fica tranquila, senhora Olívia. Tudo o que está aqui foi montado pela nutricionista. O senhor Liam também é alérgico.

Olívia ergueu os olhos.

— Ah, sim… verdade, ele é alérgico… acabei de acordar e minha cabeça ainda não está funcionando direito. Muito obrigada.

— Se precisar de qualquer coisa, disque zero no telefone. — disse a empregada e saiu, fechando a porta com cuidado.

O quarto voltou ao silêncio. Olívia sentou-se à mesa. Pegou o celular. Mensagens do pai, da mãe e do irmão. Leu primeiro o que Ana escreveu.

“Chegou bem? Todos estão comentando sobre o casamento, filha. Você foi a noiva mais linda que já viram.”

Olívia respirou fundo. Leu as outras mensagens e respondeu com emojis de coração e uma frase curta para os três.

“Já estou com saudades, amo vocês!”

Em seguida, mordeu o sanduíche. Estava gostoso, leve. Mesmo assim, um nó apertava-lhe o estômago.

Abriu o navegador e procurou os sites de fofoca. Manchetes sobre o casamento saltavam na tela.

“Liam Holt finalmente se casou”.

“O Rei dos Mares encontrou seu porto seguro.”

Fotos do beijo, do vestido, das alianças. Olívia abriu o perfil de Liam no I*******m. A conta já estava atualizada com uma foto dos dois no altar, legenda escrita pela assessoria.

“O início de uma nova vida. Te amo!”

Ela soltou um riso curto, amargo.

— Se todos soubessem que é fachada… que ele é um monstro… — murmurou.

Fechou o aplicativo e ligou a televisão, tentando distrair-se com uma série qualquer. Mas a paz durou pouco.

A porta abriu de repente, sem bater. Bárbara entrou como se fosse dona do lugar.

Bárbara levou a mão à face, com os olhos arregalados. Um segundo depois, a máscara caiu.

— Eu vou acabar com você… — rosnou, avançando.

O mordomo, que estava do lado de fora ouvindo a discussão, entrou apressado, atraído pelo barulho.

— Por favor, senhoras! — disse, segurando Bárbara pelo braço antes que ela reagisse. — Calma, por favor.

Bárbara tentou se soltar, mas ele manteve a mão firme.

— Tira essas mãos imundas de mim.

Olívia respirava ofegante. O coração batia rápido. A tensão no ar podia ser cortada.

— Leve essa louca para fora da mansão — disse, a voz baixa, mas firme. — Ela está terminantemente proibida de entrar aqui. E quem desrespeitar essa ordem será demitido. A esposa do Liam sou eu.

Bárbara virou-se, ainda sendo contida.

— Isso não vai ficar assim… — cuspiu as palavras.

O mordomo a conduziu para o corredor. A porta bateu atrás deles. Olívia ficou parada por um instante, sentindo as mãos tremerem. Depois foi até a janela e respirou fundo. As lágrimas vieram sem aviso, escorrendo silenciosas.

— Como minha vida mudou depois de ter usado aquele cartão — murmurou para si mesma. — Será que, daqui para frente, não vou ter mais paz?

Voltou para a mesa. Passou a mão pelo ventre, tentando se recompor.

“Sua mãe sou eu, meu amor. Não ouve o que aquela louca disse. E não fique chateado com seu pai.”

Do lado de fora da mansão, Bárbara caminhava apressada até o carro. Virou-se para o mordomo, a voz carregada de arrogância.

— Nunca mais coloque as mãos em mim. Vou fazer o Liam demitir você.

O mordomo manteve a postura, a voz baixa e contida.

— Desculpe, senhora. Eu só estava fazendo meu trabalho.

Bárbara não respondeu. Entrou no carro e saiu cantando pneu pela alameda.

O mordomo respirou fundo, tirou o celular do bolso e ligou para Liam, mas ele não atendeu.

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