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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 18

No silêncio elegante de um hotel de luxo, Liam estava deitado, tentando controlar a respiração depois de horas de excessos. Ao lado dele, a acompanhante esticou o corpo e aproximou-se, buscando espaço sobre o peito dele.

— Nossa… hoje você estava tenso demais — comentou em tom leve, inclinando-se sobre ele. — Quer dormir um pouco, bebê, ou prefere conversar? — murmurou, aproximando o rosto, os lábios quase tocando os dele. — Uma acompanhante pode ser uma excelente psicóloga, sabia?

Liam manteve o olhar fixo no teto, a expressão fria e distante. Quando ela se aproximou mais, ele ergueu a mão e tocou os lábios dela, impedindo o avanço.

— Quando eu abri minha vida para uma acompanhante ou autorizei um beijo? — disse, a voz baixa, porém firme, sem emoção alguma. — Nunca dormi com uma, nem beijei na boca. E você já está se apegando… o que significa que está na hora de trocar.

A mulher ergueu as sobrancelhas, mordendo o lábio por um segundo. Depois se recompôs, tentando manter o tom sedutor, ainda que a frieza dele a tivesse atingido.

Antes que ela respondesse, o celular de Liam vibrou sobre o criado-mudo. Ele sentou devagar, passou a mão pelo rosto e atendeu.

— Vovô.

Do outro lado, a voz do avô veio direta, sem rodeios:

— Estou vendo que você se casou e sua família não foi convidada…— disse, sem esconder a reprovação. — muito bonito isso. Para quem não queria casar, até que foi rápido demais. Parabéns, sua esposa é linda. Estou aguardando vocês aqui em casa.

Antes que Liam pudesse responder, a ligação foi encerrada. Ele ficou olhando para a tela por um instante.

A acompanhante tentou quebrar a tensão com um sorriso tímido.

— Bebê… quer que eu vá embora? Ou prefere aliviar a tensão?

Liam levantou-se sem responder, caminhou até o banheiro, retirando o preservativo e, ao parar na porta, falou sem olhar para ela.

— Quando eu sair do banho, não quero mais te ver aqui — disse, antes de fechar a porta atrás de si.

Já era tarde quando ele estacionou diante da cobertura de Bárbara. O hall do prédio estava deserto, apenas o porteiro cochilava atrás do balcão. O som seco da campainha ecoou no corredor silencioso do andar da cobertura.

Do outro lado da porta, Bárbara respirou fundo. Já tinha preparado a cena: robe de seda vinho, maquiagem borrada no ponto certo, perfume doce no ar. Abriu a porta num gesto rápido e se lançou sobre ele, os olhos supostamente marejados.

— Amor… você demorou tanto — a voz saía trêmula, quase um soluço. — Te liguei várias vezes e você não me atendeu.

Liam sustentou o peso do corpo dela com um braço, mas manteve-se frio, sem apertá-la de volta. O cheiro do perfume era intenso demais.

— O que aconteceu? — perguntou, a voz baixa e gélida.

Bárbara soltou-se lentamente, como quem cede à gravidade, e caminhou até o enorme sofá da sala. Sentou-se de lado, deixando as pernas à mostra, e cobriu o rosto com as mãos fingindo choro. Liam fechou a porta atrás de si, caminhou até ela e parou a um passo de distância.

— Bárbara, o que houve? — repetiu, agora mais firme.

Ela ergueu o rosto, os olhos “úmidos” fixos nele.

— Aquela mulher está se achando a dona da mansão, amor — disse, as palavras pingando veneno. — Mal chegou e já está mandando em tudo.

Liam fechou a expressão.

— Seja mais clara.

— Disse que é sua esposa — continuou, dramatizando cada sílaba. — Me expulsou de lá. Proibiu que eu entrasse. E falou que, se alguém desobedecesse, ela ia demitir porque quem manda é a “esposa”.

Um silêncio pesado caiu. Liam inspirou fundo, sentou-se devagar na poltrona em frente a ela, cruzou os dedos sobre o joelho.

— O que você fez, Bárbara, para ela ter essa atitude?

— Preciso tanto de você… cuida de mim do jeito que só você sabe fazer…

Ela o beijou, rebolando discretamente no colo dele. Era um jogo aprendido. Mas Liam não cedeu. Segurou-a pela cintura e a colocou de volta no sofá, sem brutalidade, apenas firmeza.

— Amanhã eu viajo cedo — disse frio, abotoando a camisa. — Tenho uma reunião importante.

Bárbara arregalou os olhos, incredulidade fingida.

— Vai me deixar assim?

Ele pegou o celular do bolso, verificou notificações, sem encará-la.

— Toma um banho frio. — falou seco. — E vou repetir: segura sua onda. Não quero escândalo enquanto eu estiver fora.

Ela se recostou no sofá, mordendo o lábio inferior para esconder o sorriso de raiva.

— Eu queria você, amor — disse baixinho, mas audível. — Mas prometo que vou me comportar.

Ele não respondeu. Saiu da cobertura sem olhar para trás. O clique da porta soou como um ponto final.

Bárbara ficou ali, imóvel por alguns segundos. Depois levantou-se, foi até o espelho e ajeitou o cabelo. O choro falso dera lugar a um sorriso frio. Sentou-se novamente no sofá, pegou o celular e começou a digitar, murmurando para si mesma.

— Nenhuma prostituta vai tomar meu lugar. Isso eu garanto.

Na mansão, o silêncio era cortado apenas pelo som distante da fonte no jardim. Olívia acabara de sair do banho. O vapor ainda escapava do banheiro, trazendo o cheiro suave de sabonete de lavanda. Enrolada apenas em uma toalha, o cabelo molhado pingando sobre os ombros, ela saiu do banheiro para ir no closet.

— Quem autorizou você a entrar no meu quarto?

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