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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 196

Bárbara gargalhou. Um riso alto demais, deslocado demais para a gravidade daquele momento. Um riso que não trazia humor, trazia descontrole.

— Eu não vou sair. — gritou, desafiadora. — Eu sei que você quer transar comigo. — sorriu torto. — Você só está me tratando assim porque não quer que seu avô descubra o contrato.

Ela se aproximou mais, invadindo o espaço dele.

— Olha a lingerie que eu comprei pra você hoje… moreno — disse, girando lentamente, exibindo-se. — O que você quer que eu tire primeiro… o sutiã?

Liam a segurou pelo braço, com força.

— Pega a sua roupa. Agora. — disse, a voz baixa e letal. — Se vista e saia do meu quarto.

Ele se inclinou levemente, obrigando-a a encará-lo. Os olhos duros não deixavam espaço para dúvida.

— A única mulher que eu quero na minha vida é a Olívia. — disse, a voz firme como sentença. — Eu a amo. E isso não vai mudar.

Chega de tentar arruinar o meu casamento. — rosnou, baixo. — Deixa a minha esposa em paz. — Os olhos escureceram. — Você sabe muito bem do que eu sou capaz quando decido ir até o fim. — fez uma pausa curta. — E eu sugiro que não me teste.

Liam soltou o braço dela de forma brusca. No segundo seguinte, Bárbara avançou. As mãos subiram pelo pescoço dele, puxando-o para si numa tentativa desesperada de domínio, e ela o beijou à força.

— O que está acontecendo aqui?

A voz de Olívia não saiu alta. Saiu firme. Direta. E isso foi pior do que qualquer grito. Bárbara se afastou rápido, mudando a expressão no mesmo instante, fingindo surpresa.

— Liam… eu te avisei. — disse, como se fosse um erro dos dois. — Que alguém poderia nos flagrar. E se fosse seu avô? — balançou a cabeça. — Nossos planos iam por água abaixo. O contrato não ia valer nada.

Liam parecia outra pessoa. A respiração vinha pesada, irregular. Os olhos estavam escuros demais. A mandíbula tão travada que parecia prestes a quebrar.

— Eu te avisei. — rosnou, a voz baixa, carregada de algo que não admitia retorno.

Ele foi até a cama em dois passos violentos, agarrou o vestido dela e voltou quase empurrando o ar à sua frente.

— Você vai sair desse quarto. Agora.

Ele a puxou pelo braço com brutalidade, o olhar incendiado.

— Some da minha frente antes que eu faça algo que nem você vai conseguir fingir que não provocou.

Bárbara puxou o braço, irritada.

— Para com isso. — disse, debochada. — Não precisa fingir na frente dela. — apontou para Olívia. — Qual o problema dela saber que você estava com saudade de mim? Que queria transar comigo? — sorriu torto. — Essa pose de homem mudado é só teatro para sua família porque seu avô não acreditou nesse casamento.

— Eu vou acabar com você, Bárbara. — Liam disse, num tom baixo, perigoso.

— Chega. — Olívia gritou, respirando fundo. — Isso é demais pra mim.

Ela deu um passo para sair. Liam largou Bárbara e segurou Olívia pelo braço, desesperado.

— Amor, não é você que tem que sair. — disse rápido. — Nós vamos conversar.

Bárbara bateu palmas, rindo.

— Nossa… — debochou. — Se não fosse você, Liam, eu até acreditaria nessa cena. — sorriu, cruel. — Querido, ninguém vai entrar aqui. Todo mundo está ocupado na festa. — virou-se para Olívia.— Será que poderia nos dar licença? Você está atrapalhando. — inclinou a cabeça. — Ele está tão entediado desse sexo sem graça com você que quase acabou comigo só nas preliminares.

— Chega! — Liam gritou. — Fora daqui, Bárbara!

Olívia respirou fundo, os olhos marejados, mas a postura firme.

As palavras atravessaram a fúria como um choque. Liam respirou pesado. O corpo tremia. Por um segundo longo, pareceu lutar contra si mesmo.

Então soltou.

Bárbara caiu no chão imediatamente, buscando ar de forma desesperada, tossindo, chorando, encolhida, completamente desfeita. Victor se abaixou no mesmo instante, apoiando-a, tentando ajudá-la a respirar.

— Calma… respira comigo. — disse, firme, mas humano. — Devagar.

Ele ergueu o olhar para Liam. Ele estava parado. Os punhos cerrados. O peito subindo e descendo rápido demais. O rosto fechado numa tentativa visível de conter o que ainda fervia por dentro.

— Meus pais estão te esperando. — disse Victor, baixo. — Vai se vestir.

Liam assentiu uma única vez.

— Quando eu voltar… — disse, sem sequer olhar para Bárbara, a voz baixa, cortante. — Eu não quero mais te ver nesta mansão. — Fez uma pausa mínima, suficiente para que cada palavra pesasse. — Não ouse pisar aqui novamente. — continuou, frio. — Fique longe de mim… e, principalmente, da minha esposa.

Virou-se e seguiu para o closet, passando a mão pelo cabelo, tentando se recompor. Bárbara no chão, murmurou com a voz quebrada.

— Liam… eu te amo… — engoliu em seco. — Não me deixa. Eu fiz tudo por você…

Victor fechou os olhos por um instante.

— Não se rebaixa mais. Não faça isso com você. — disse, firme. — Vamos colocar sua roupa. Não piore ainda mais a sua situação.

No salão de festas, Olívia chegou visivelmente abalada.

— Olívia… — Fabrício demonstrou preocupação ao segurar as mãos dela. — Você está pálida, e suas mãos estão geladas. — aproximou-se um pouco mais, baixando a voz. — O que aconteceu, minha filha?

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