Bárbara gargalhou. Um riso alto demais, deslocado demais para a gravidade daquele momento. Um riso que não trazia humor, trazia descontrole.
— Eu não vou sair. — gritou, desafiadora. — Eu sei que você quer transar comigo. — sorriu torto. — Você só está me tratando assim porque não quer que seu avô descubra o contrato.
Ela se aproximou mais, invadindo o espaço dele.
— Olha a lingerie que eu comprei pra você hoje… moreno — disse, girando lentamente, exibindo-se. — O que você quer que eu tire primeiro… o sutiã?
Liam a segurou pelo braço, com força.
— Pega a sua roupa. Agora. — disse, a voz baixa e letal. — Se vista e saia do meu quarto.
Ele se inclinou levemente, obrigando-a a encará-lo. Os olhos duros não deixavam espaço para dúvida.
— A única mulher que eu quero na minha vida é a Olívia. — disse, a voz firme como sentença. — Eu a amo. E isso não vai mudar.
Chega de tentar arruinar o meu casamento. — rosnou, baixo. — Deixa a minha esposa em paz. — Os olhos escureceram. — Você sabe muito bem do que eu sou capaz quando decido ir até o fim. — fez uma pausa curta. — E eu sugiro que não me teste.
Liam soltou o braço dela de forma brusca. No segundo seguinte, Bárbara avançou. As mãos subiram pelo pescoço dele, puxando-o para si numa tentativa desesperada de domínio, e ela o beijou à força.
— O que está acontecendo aqui?
A voz de Olívia não saiu alta. Saiu firme. Direta. E isso foi pior do que qualquer grito. Bárbara se afastou rápido, mudando a expressão no mesmo instante, fingindo surpresa.
— Liam… eu te avisei. — disse, como se fosse um erro dos dois. — Que alguém poderia nos flagrar. E se fosse seu avô? — balançou a cabeça. — Nossos planos iam por água abaixo. O contrato não ia valer nada.
Liam parecia outra pessoa. A respiração vinha pesada, irregular. Os olhos estavam escuros demais. A mandíbula tão travada que parecia prestes a quebrar.
— Eu te avisei. — rosnou, a voz baixa, carregada de algo que não admitia retorno.
Ele foi até a cama em dois passos violentos, agarrou o vestido dela e voltou quase empurrando o ar à sua frente.
— Você vai sair desse quarto. Agora.
Ele a puxou pelo braço com brutalidade, o olhar incendiado.
— Some da minha frente antes que eu faça algo que nem você vai conseguir fingir que não provocou.
Bárbara puxou o braço, irritada.
— Para com isso. — disse, debochada. — Não precisa fingir na frente dela. — apontou para Olívia. — Qual o problema dela saber que você estava com saudade de mim? Que queria transar comigo? — sorriu torto. — Essa pose de homem mudado é só teatro para sua família porque seu avô não acreditou nesse casamento.
— Eu vou acabar com você, Bárbara. — Liam disse, num tom baixo, perigoso.
— Chega. — Olívia gritou, respirando fundo. — Isso é demais pra mim.
Ela deu um passo para sair. Liam largou Bárbara e segurou Olívia pelo braço, desesperado.
— Amor, não é você que tem que sair. — disse rápido. — Nós vamos conversar.
Bárbara bateu palmas, rindo.
— Nossa… — debochou. — Se não fosse você, Liam, eu até acreditaria nessa cena. — sorriu, cruel. — Querido, ninguém vai entrar aqui. Todo mundo está ocupado na festa. — virou-se para Olívia.— Será que poderia nos dar licença? Você está atrapalhando. — inclinou a cabeça. — Ele está tão entediado desse sexo sem graça com você que quase acabou comigo só nas preliminares.
— Chega! — Liam gritou. — Fora daqui, Bárbara!
Olívia respirou fundo, os olhos marejados, mas a postura firme.

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