Olívia respirou fundo antes de responder, tentando manter a voz firme.
— Só estou preocupada com a minha cunhada, papai. — respondeu. — Ela tem saído demais, bebido demais… — o olhar se perdeu por um instante. — E hoje foi um dia difícil. Tenho medo de que ela acabe fazendo alguma besteira.
Fabrício suspirou, pesado.
— Ela precisa resolver as pendências com aquele rapaz. — comentou. — O problema é que ele é casado… e tem uma filha.
Olívia franziu levemente a testa.
— Edgar não é casado com aquela mulher. — esclareceu. — Eles estavam separados, morando no mesmo teto apenas por causa da Luna. — fez uma pausa. — Eu não entendi por que ele a apresentou como esposa.
Fabrício balançou a cabeça, incomodado.
— Situações mal resolvidas sempre acabam assim.
Algum tempo depois, Victor e Bárbara estavam parados diante do carro, em frente à mansão. O clima era pesado, sufocante.
Bárbara chorava sem qualquer controle. O rosto inchado, a maquiagem borrada escorrendo pelas bochechas, o corpo trêmulo como se pudesse desabar a qualquer instante. Ela abriu a bolsa com movimentos bruscos, puxou a chave e a apertou na palma da mão com força.
— Não precisa mais ter pena de mim. — disse, a voz falha, carregada de amargura. — Pode voltar pra sua irmãzinha. — completou, desviando o olhar, o queixo erguido.
Victor suspirou fundo. Um suspiro longo, cansado. Sem pedir permissão, tomou a chave da mão dela, destravou o alarme e abriu a porta do carro com firmeza.
— Pena é um sentimento muito mesquinho. — respondeu, direto. — E você está colhendo exatamente o que plantou. Liam não é daquela forma. — fez uma pausa curta antes de concluir, sério. — Entra. Eu vou te levar até em casa. Não quero carregar o peso da morte de ninguém na consciência.
Ela soltou um riso sem humor, curto.
— Não pense que eu vou te agradecer por isso. — disse, cruzando os braços, a voz amarga.
— E quem disse que eu quero agradecimento? — rebateu ele, seco, sem rodeios.
Bárbara entrou no carro. Victor fechou a porta e deu a volta, passando a mão pelo rosto num gesto contido de tensão.
— Que a Olívia me perdoe por isso… — murmurou, para si mesmo.
Ele entrou no carro, colocou o cinto e desbloqueou o celular, jogando um rápido olhar na tela.
— Coloca seu endereço no GPS. — disse, estendendo o aparelho na direção dela.
— Não precisa. — respondeu Bárbara, olhando pela janela. — Eu vou te guiando.
Victor ligou o carro e saiu da mansão, deixando para trás aquela noite que ainda estava longe de terminar.
No salão de festas, Liam reapareceu.
— Desculpa a demora, sogro. — disse, parando atrás da cadeira de Olívia e depositando um beijo discreto em seu pescoço.
Ela ergueu o olhar para ele, mas não disse nada.
— Não tem problema, meu filho. — disse Fabrício. — E a sua irmã? Como está?
— Coloquei pra dormir. — respondeu Liam. — Amanhã vou conversar com ela.
Fabrício assentiu.
— Ela vai precisar muito do apoio de vocês. Tentem não deixá-la sozinha.
— Não se preocupe. — disse Liam. — Amanhã é um novo dia. — acariciou os ombros de Olívia. — O motorista já está aguardando para levá-los ao hangar.
Fabrício e Ana se despediram de todos e seguiram para a frente da mansão.
— Onde o Victor se meteu? — resmungou Fabrício, passando a mão pela nuca. — Ele sabe que amanhã temos um monte de coisas pra resolver. Esse menino não cria juízo.
Ana respirou fundo, tentando amenizar o clima.
— Fica calmo, meu amor. — disse, abrindo a bolsa e pegando o celular. — Vou ligar pra ele.
A chamada foi atendida quase de imediato.
— Oi, mãe. — disse Victor, a voz abafada pelo som do carro em movimento.
— Victor… — Ana falou, já tensa. — Onde você está? — caminhou alguns passos, como se isso ajudasse a ouvi-lo melhor. — Já estamos na frente da mansão. E seu pai está nervoso.
— Se cuida, minha Pérola. — disse, emocionado. — Estou extremamente feliz com a notícia da gravidez. Você é o grande amor da minha vida, nunca se esqueça disso.
Os olhos de Olívia marejaram.
— Eu te amo, papai. — respondeu, com a voz embargada. — Me avisa assim que chegar.
Fabrício então abraçou Liam. Inclinou-se levemente, falando apenas para ele ouvir.
— Cuide bem da minha joia rara. — sussurrou. — Não deixe nada atrapalhar o casamento de vocês. — fez uma breve pausa. — Olívia está chateada… conversem.
Liam assentiu, sério, lançando um olhar rápido para a esposa.
— Minha vida agora é cuidar dela e do nosso filho. — respondeu, firme.
Ana se aproximou e abraçou Olívia com carinho.
— Lembre-se, minha filha, que a mulher precisa ter sabedoria. — disse, passando a mão pelos cabelos dela. — Amo você… e amo esse meu netinho também.
— Eu sei, mãe. — Olívia sorriu, emocionada. — Nós também te amamos.
Ana então abraçou Liam, com um meio sorriso cúmplice.
— Mulher grávida fica com os hormônios todos alterados. — comentou, em tom leve. — Tenha paciência. Você sabe o quanto nossa filha é sentimental… e manhosa.
Liam soltou um sorriso discreto.
— Fica tranquila, sogra. — respondeu. — Já aprendi a lidar com as mudanças de humor dela. — brincou.
Ana e Fabrício entraram no carro.
— Vou ficar aguardando vocês lá em casa. — disse, Fabrício antes do motorista fechar a porta.
O carro partiu. Liam envolveu Olívia por trás, puxando-a para perto, e beijou de leve o pescoço dela.
— Vamos conversar, meu amor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...