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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 211

O olhar de Liam era indecifrável. Edgar sustentou o silêncio por um instante antes de responder.

— Você está nervoso… — disse, com calma contida. — E está esquecendo do principal. A Laura ainda não sabe de nada. — Respirou fundo. — Se não houvesse seguranças ao redor dela, essa conversa estaria acontecendo primeiro com ela, não aqui.

Liam se aproximou um passo, a tensão ainda viva no corpo.

— Eu não sei como vai ser a reação dela quando souber da verdade. — disse, mais baixo. — Temo que ela tenha outra crise. Você saiu da festa e não viu como ela ficou.

Edgar fechou os olhos por um segundo.

— Eu não deveria ter ido àquela festa. — admitiu. — Não suportei ver ela beijando aquele playboy.

— Aquele playboy é meu irmão. — Olívia interveio, firme. — E ele só estava ajudando a Laura. Eles não têm nada.

Liam voltou o olhar para Edgar.

— Você fala que não suportou,Mas ela teve que suportar ver você se exibindo com a mãe da sua filha.

Edgar respondeu sem desviar o olhar.

— Você, no meu lugar, suportaria ver sua esposa beijando outro homem? — Fez uma pausa. — Não vou dizer que minha postura foi correta. Mas em nenhum momento eu beijei a Marcela.

Olívia soltou um meio sorriso tenso.

— Mozão, você não suportaria. Teria matado o indivíduo. — disse, com certeza. — Disso eu não tenho dúvidas.

Liam respirou fundo, mas não cedeu.

— Você pode não ter beijado… — disse para Edgar — …mas provocou. Jogou indiretas. — Os olhos se estreitaram. — Agora eu entendo todas elas.

— É muito fácil julgar quando não se está vivendo a situação. — Edgar respondeu, firme. — Mas pode ficar tranquilo. Da Laura, assim como você, eu também entendo. E sei lidar perfeitamente com ela. — Endireitou a postura. — Eu só preciso que você me permita chegar até ela.

Liam o encarou por longos segundos. Então voltou para a cadeira e sentou-se lentamente.

— Se a minha irmã sair ferida de novo nessa história… — disse, com a voz fria — …eu te mato com as minhas próprias mãos. — Ergueu o olhar. — E isso não é uma ameaça.

— Por mais difícil que seja, só te peço que confie em mim. — Edgar respondeu. — Estou me ausentando do trabalho por uma semana para resolver tudo.

Olívia respirou aliviada.

— O que você precisar, pode contar conosco. — disse, sincera. — Finalmente vou ver minha cunhada feliz, Edgar.

Ele assentiu.

— Vou precisar da sua ajuda, sim. — disse, entregando o diário a Olívia. — Pode colocar isso no lugar novamente. — Indicou as folhas. — Só vou precisar destas cartas. O diário eu já li inteiro. Obrigado por ter me procurado.

Liam olhou para Olívia. Olívia olhou para Liam e voltou-se para Edgar.

— Eu faria tudo de novo para juntar duas pessoas que se amam. — respondeu ela, pegando o diário.

— Então… salva teu número… — Edgar disse, estendendo o celular. — E o do Liam também, por favor.

Olívia pegou o aparelho, digitou rapidamente, salvou e devolveu.

— Vou dar um oi no W******p para vocês salvarem meu número também. — Edgar disse. Levantou-se e estendeu a mão para Liam. — Nos vemos, cunhado.

Liam apertou a mão dele, firme.

— Estou de olho. — disse, num tom baixo, carregado de aviso.

Edgar saiu da sala. Assim que a porta se fechou, Liam virou-se para Olívia.

— Nós combinamos que não teríamos segredos um com o outro. — disse, controlado, mas sério.

— E não temos. — ela respondeu, com calma. — O que aconteceu com a Laura era um segredo dela. Eu não tinha o direito de te contar quando ela me pediu discrição.

Ela se levantou, foi até a porta, trancou. Voltou devagar, ajoelhando-se diante dele, o olhar firme, provocador e começou a abrir a calça dele.

— Sabia que eu acordei com uma vontade absurda de chupar um picolé de açaí… — murmurou, a voz baixa, rouca de intenção. — E que eu adoro uma sobremesa antes do almoço?

Liam prendeu a respiração por um segundo, os olhos escurecendo. Ela sustentou o olhar dele, sabendo exatamente o efeito que causava.

Não demorou para o silêncio da sala ser quebrado pela respiração pesada dele, os gemidos baixos, roucos, denunciando que todo o autocontrole já tinha ficado para trás.

Mais tarde, Edgar estava em um restaurante com Luna.

— Gostou de almoçar com o papai, filha? — perguntou, sorrindo.

— Aham… — respondeu animada, balançando a cabeça. — Posso tomar sorvete?

Edgar fingiu refletir por alguns segundos, apoiando o queixo nos dedos e lançando um olhar divertido para ela.

— Vou abrir uma exceção hoje. — disse, apontando levemente para o cardápio com um sorriso cúmplice.

Os olhos dela brilharam.

Enquanto Luna tomava o sorvete, balançando os pezinhos na cadeira, ela o observou por alguns segundos em silêncio. Depois inclinou a cabeça de lado, estreitando os olhos com atenção.

— Papai… — chamou, devagar. — O senhor está muito calado. O que foi?

Edgar sorriu de canto, apoiando o cotovelo na mesa.

— Essa tua inteligência me assusta, filha. — disse, passando a mão pelos cabelos, divertido e um pouco tenso.

— Sou igual ao senhor. — respondeu, orgulhosa, estufando o peito.

— E à sua mãe também. — completou ele, com ternura.

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