O olhar de Liam era indecifrável. Edgar sustentou o silêncio por um instante antes de responder.
— Você está nervoso… — disse, com calma contida. — E está esquecendo do principal. A Laura ainda não sabe de nada. — Respirou fundo. — Se não houvesse seguranças ao redor dela, essa conversa estaria acontecendo primeiro com ela, não aqui.
Liam se aproximou um passo, a tensão ainda viva no corpo.
— Eu não sei como vai ser a reação dela quando souber da verdade. — disse, mais baixo. — Temo que ela tenha outra crise. Você saiu da festa e não viu como ela ficou.
Edgar fechou os olhos por um segundo.
— Eu não deveria ter ido àquela festa. — admitiu. — Não suportei ver ela beijando aquele playboy.
— Aquele playboy é meu irmão. — Olívia interveio, firme. — E ele só estava ajudando a Laura. Eles não têm nada.
Liam voltou o olhar para Edgar.
— Você fala que não suportou,Mas ela teve que suportar ver você se exibindo com a mãe da sua filha.
Edgar respondeu sem desviar o olhar.
— Você, no meu lugar, suportaria ver sua esposa beijando outro homem? — Fez uma pausa. — Não vou dizer que minha postura foi correta. Mas em nenhum momento eu beijei a Marcela.
Olívia soltou um meio sorriso tenso.
— Mozão, você não suportaria. Teria matado o indivíduo. — disse, com certeza. — Disso eu não tenho dúvidas.
Liam respirou fundo, mas não cedeu.
— Você pode não ter beijado… — disse para Edgar — …mas provocou. Jogou indiretas. — Os olhos se estreitaram. — Agora eu entendo todas elas.
— É muito fácil julgar quando não se está vivendo a situação. — Edgar respondeu, firme. — Mas pode ficar tranquilo. Da Laura, assim como você, eu também entendo. E sei lidar perfeitamente com ela. — Endireitou a postura. — Eu só preciso que você me permita chegar até ela.
Liam o encarou por longos segundos. Então voltou para a cadeira e sentou-se lentamente.
— Se a minha irmã sair ferida de novo nessa história… — disse, com a voz fria — …eu te mato com as minhas próprias mãos. — Ergueu o olhar. — E isso não é uma ameaça.
— Por mais difícil que seja, só te peço que confie em mim. — Edgar respondeu. — Estou me ausentando do trabalho por uma semana para resolver tudo.
Olívia respirou aliviada.
— O que você precisar, pode contar conosco. — disse, sincera. — Finalmente vou ver minha cunhada feliz, Edgar.
Ele assentiu.
— Vou precisar da sua ajuda, sim. — disse, entregando o diário a Olívia. — Pode colocar isso no lugar novamente. — Indicou as folhas. — Só vou precisar destas cartas. O diário eu já li inteiro. Obrigado por ter me procurado.
Liam olhou para Olívia. Olívia olhou para Liam e voltou-se para Edgar.
— Eu faria tudo de novo para juntar duas pessoas que se amam. — respondeu ela, pegando o diário.
— Então… salva teu número… — Edgar disse, estendendo o celular. — E o do Liam também, por favor.
Olívia pegou o aparelho, digitou rapidamente, salvou e devolveu.
— Vou dar um oi no W******p para vocês salvarem meu número também. — Edgar disse. Levantou-se e estendeu a mão para Liam. — Nos vemos, cunhado.
Liam apertou a mão dele, firme.
— Estou de olho. — disse, num tom baixo, carregado de aviso.
Edgar saiu da sala. Assim que a porta se fechou, Liam virou-se para Olívia.
— Nós combinamos que não teríamos segredos um com o outro. — disse, controlado, mas sério.
— E não temos. — ela respondeu, com calma. — O que aconteceu com a Laura era um segredo dela. Eu não tinha o direito de te contar quando ela me pediu discrição.
Ela se levantou, foi até a porta, trancou. Voltou devagar, ajoelhando-se diante dele, o olhar firme, provocador e começou a abrir a calça dele.
— Sabia que eu acordei com uma vontade absurda de chupar um picolé de açaí… — murmurou, a voz baixa, rouca de intenção. — E que eu adoro uma sobremesa antes do almoço?
Liam prendeu a respiração por um segundo, os olhos escurecendo. Ela sustentou o olhar dele, sabendo exatamente o efeito que causava.
Não demorou para o silêncio da sala ser quebrado pela respiração pesada dele, os gemidos baixos, roucos, denunciando que todo o autocontrole já tinha ficado para trás.
Mais tarde, Edgar estava em um restaurante com Luna.
— Gostou de almoçar com o papai, filha? — perguntou, sorrindo.
— Aham… — respondeu animada, balançando a cabeça. — Posso tomar sorvete?
Edgar fingiu refletir por alguns segundos, apoiando o queixo nos dedos e lançando um olhar divertido para ela.
— Vou abrir uma exceção hoje. — disse, apontando levemente para o cardápio com um sorriso cúmplice.
Os olhos dela brilharam.
Enquanto Luna tomava o sorvete, balançando os pezinhos na cadeira, ela o observou por alguns segundos em silêncio. Depois inclinou a cabeça de lado, estreitando os olhos com atenção.
— Papai… — chamou, devagar. — O senhor está muito calado. O que foi?
Edgar sorriu de canto, apoiando o cotovelo na mesa.
— Essa tua inteligência me assusta, filha. — disse, passando a mão pelos cabelos, divertido e um pouco tenso.
— Sou igual ao senhor. — respondeu, orgulhosa, estufando o peito.
— E à sua mãe também. — completou ele, com ternura.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...