Edgar respirou fundo antes de continuar.
— Lembra que o papai tinha dito que estava dormindo de novo com vocês porque minha casa ainda não estava totalmente pronta? Que quando tem criança não pode morar em lugar bagunçado?
Luna assentiu imediatamente.
— Lembro, papai. — fez uma pausa curiosa. — A sua casa já ficou pronta?
— Então… — ele falou com cuidado, escolhendo as palavras. — A casa ficou pronta, sim. E o seu quarto está lindíssimo.
Luna parou de comer o sorvete. Segurou a colher no ar. Os olhos se arregalaram.
— O senhor vai me abandonar? — perguntou, com a voz baixa e o lábio inferior tremendo.
O coração de Edgar apertou. Ele se inclinou rapidamente para frente.
— Por que isso agora, meu amor? — perguntou, segurando delicadamente as mãos dela. — Já conversamos muito sobre isso, lembra? — Falou firme, mas doce. — Eu nunca vou te abandonar. Nunca. Você é minha princesa, minha filha amada.
Ela pensou por um instante, mexendo devagar na taça.
— Tem uma amiguinha na escola… — disse baixinho. — O papai dela fez igual ao senhor… e abandonou ela.
Edgar se inclinou ainda mais, ficando na altura dos olhos dela.
— Mas eu não sou igual ao pai dela, filha. — disse com segurança. — Infelizmente, existem pais e mães que tomam decisões erradas. — Sorriu de leve e tocou a ponta do nariz dela. — Mas você é meu chicletinho. Não tem como eu desgrudar de você. E eu nem quero isso.
Luna pareceu relaxar e voltou a comer o sorvete.
— O senhor e a mamãe brigaram? — perguntou curiosa.
— Nós não brigamos. — respondeu com calma. — E como você já sabe, papai e mamãe agora se amam de outro jeito. Como amigos. — Fez uma pausa curta. — E para que a gente nunca brigue e continue se dando bem, cada um vai ter sua casa.
Ela franziu a testa e apertou a colher com força.
— E eu? — perguntou, sorrindo.
Edgar sorriu de forma carinhosa.
— Tem uma futura cientista aqui que estudou muitos experimentos hoje e ficou com a mente cansada e esquecida?
Luna abriu um sorriso instantâneo. Edgar levou a mão ao rostinho dela, fazendo um carinho lento na bochecha.
— Presta atenção, minha vida. — disse com suavidade. — Meu relacionamento com você não vai mudar. A única coisa diferente é que você vai ficar um pouco na casa de cada um. — Acariciou o cabelo dela. — E nos dias em que estiver com a sua mãe, se você quiser, eu vou contar sua história por chamada de vídeo. — Sorriu. — Não está feliz que agora vai ter dois quartos?
Luna pensou por dois segundos… e abriu um sorriso largo.
— Muitooo! — disse, animada. — Vou poder mudar a cor quando crescer mais um pouco?
Edgar riu, aliviado, passando o polegar de leve pela bochecha dela.
— Vai poder sim, minha princesa.
Ela se levantou na cadeira e o abraçou forte pelo pescoço.
— Então tá bom, papai. — disse, apertando-o com força.
Edgar fechou os olhos por um instante, apertando a filha contra o peito, sentindo que aquele abraço era o lugar mais seguro do mundo.
No dia seguinte, Edgar estava em seu quarto, terminando de arrumar a última mala. Dobrou uma camisa com cuidado quando saiu do closet com algumas roupas nos braços.
A porta se abriu bruscamente. Marcela entrou. O olhar varreu o quarto e foi direto para a mala aberta.
— Planejei. — disse, sem qualquer arrependimento. — Eu queria ser mãe. Queria o seu amor, a sua admiração. Queria um elo entre nós dois… e consegui.
Fez uma pausa curta, observando a reação dele.
— Eu sabia exatamente o que estava fazendo naquela noite. — continuou, fria. — Esperei o momento certo. Usei o que estava ao meu alcance. — Um sorriso torto surgiu em seus lábios. — Não fiz medicina à toa.
Ela aproximou-se um passo e deu um sorriso sombrio.
— Você estava bêbado… confuso. — disse, com desprezo contido. — Chamava o nome dela enquanto estava comigo. Transamos loucamente. Você gozou várias vezes. — Endireitou-se. — A Luna foi feita com muito amor. Pelo menos da minha parte.
Edgar deu um passo para trás, o rosto perdendo a cor. As mãos cerraram em punhos ao lado do corpo, como se precisasse se conter para não explodir.
— Você é doente. — disse, com a voz baixa, carregada de choque e repulsa.
Marcela soltou uma risada amarga, cruzando os braços.
— Amor adoece as pessoas, principalmente o coração. — respondeu, inclinando a cabeça. — Esqueceu disso, doutor Edgar?
Ele respirou fundo, tentando não perder o controle.
— Você achou o quê? Que uma criança ia me prender a você? — disse, duro. — Eu sempre fui claro que meu amor sempre foi a Laura. — A voz se firmou. — E agora, nem a Luna vai me fazer ficar com você.
Marcela socou o peitoral dele com força.
— Eu não vou permitir que você seja feliz com ela! — gritou. — A Luna vai odiar aquela mulher! Ela não vai querer nunca mais te ver!
Edgar segurou os braços dela com firmeza, impedindo qualquer outro avanço. O aperto não machucava, mas deixava claro que havia um limite ali.
— Presta atenção. — disse, num tom baixo e frio. — Você não ouse tentar estragar o meu relacionamento com a nossa filha… e com a Laura.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato
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Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...
Sera que existe liam na vida real super protetor?...
Liberem os próximos capítulos super ansiosa.... Liam e ta surpreendendo depois de ser tão mulherengo.......
195 desbloqueio da sequência desses capitulos...
Estou tento de ansiedade 🥺esperando o próximo episódio...