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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 40

Liam entrou em seu quarto e bateu a porta com força. Jogou a roupa sobre a cama, o celular por cima, e foi direto para o banheiro. Empurrou o box, girou o registro. A água quente caiu pesada nos ombros, escorrendo pelas costas, abafando tudo por um instante, o quarto, a casa, o mundo.

Apoiou a mão espalmada na parede fria de mármore e baixou a cabeça. Respirou fundo, como se buscasse ar num lugar onde não havia. O rosto de Olívia veio de uma vez: o olhar insistente, a pergunta atravessada, os lábios trêmulos, o corpo que ainda parecia grudado no dele.

“Liam… o que você sente por mim?”

As palavras rasgaram de novo. Ele fechou os olhos, a água batendo no topo da cabeça, pesando as pálpebras. A mandíbula travada.

— Você nunca perdeu o controle Liam — murmurou, tão baixo que a própria voz pareceu dissolver-se no vapor.

Ficou assim por alguns minutos que pareciam não ter fim, respirando e não respirando, entre a água e o silêncio, tentando encaixar de volta as peças da armadura. Quando enfim se moveu, foi só para ajustar o jato e manter a água quente firme, como se o calor pudesse calafetar fissuras.

No quarto de Olívia, ela sentou-se na beira da cama de um jeito automático, como quem perde o controle do próprio corpo. Ainda nua, o coração acelerado de um jeito estranho não de desejo, mas de alerta. As lágrimas vieram sem anúncio, primeiro tímidas, depois insistentes. Limpou com as costas da mão, respirou fundo, endireitou os ombros.

— Ele não vai me tratar como lixo — sussurrou, mais para se ouvir do que para convencer alguém.

Levantou, pegou o robe, vestiu devagar, amarrando com força no nó, como se amarrar o tecido fosse uma forma de se recompor. Abriu a porta num movimento decidido e seguiu pelo corredor na direção do quarto dele. Ela sabia que era proibida de entrar lá… mas naquele momento, simplesmente não se importava.

Empurrou a porta já falando.

— Quem você pensa que é pra…

Parou. Não havia ninguém ali. Viu as roupas sob a cama e o som do chuveiro vindo do banheiro. Ela foi até a porta, e pousou a mão na maçaneta. A água caía constante. O vapor escapava pelas frestas. O coração parecia que ia sair pela boca. Quando ia abrir a porta, desistiu na mesma hora e soltou a maçaneta.

— É melhor eu esperar ele sair. — disse para si, num fio de voz.

Sentou-se na beira da cama dele. Foi quando o celular tocou. Uma, duas vezes. O som seco das notificações do W******p cortou o quarto como um estalo. Ela olhou. O telefone estava ali, por cima da roupa, a tela acendendo e apagando. Novamente o coração acelerou de um jeito que nem entendeu. Ela sabia que não devia. Ainda assim, a mão foi antes que o pensamento chegasse.

Pegou o aparelho. Bloqueado.

A tela acendeu de novo, era uma mensagem de Bárbara.

“Estou com saudades, moreno.”

O ar saiu do peito de Olívia num sopro trêmulo. Antes que a mente processasse, outra notificação, dessa vez era de alguém com o nome Princesa.

“Eu também te amo muito. Sinto falta de quando você cuidava de mim… do seu abraço quando eu estava triste. Tenho muita sorte de ter você como…”

Capítulo 40 - Entre o Controle e a Ruína 1

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