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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 47

Olívia respirou fundo e caminhou para o closet.

Pegou um conjunto rosa — top, legging e tênis branco — e vestiu-se com calma. Prendeu o cabelo num rabo de cavalo alto, colocou um boné e parou diante do enorme espelho. Seu corpo curvilíneo refletido ali parecia diferente, não no físico, mas na postura.

Pegou o celular, tirou uma foto de frente para o espelho e abriu os status das redes sociais. Digitou a descrição inspirada em uma música.

“Porque Deus me fez assim. Dona de mim.”

Publicou. Pegou a mochila e saiu do quarto, seguindo em direção à cozinha.

Na cozinha, Vânia estava terminando de montar um sanduíche caprichado e uma taça grande de salada de frutas com iogurte e granola já estava sobre a ilha. Olhou para Olívia entrando e sorriu.

— A conversa fez efeito, hein? — disse, colocando o prato na ilha. — Seu lanche está prontinho, minha menina.

— Vânia, a sopa estava uma delícia. — Olívia sentou-se no banco e puxou a taça. — Vou malhar. Preciso cuidar de mim e do meu filho.

— É assim que eu quero te ver. — Vânia pousou a mão de leve no ombro dela. — Se alimenta direitinho. Você agora come por dois

Olívia comeu toda salada de frutas.

— Nossa, estava perfeita. — mordeu o sanduíche, mesmo sem fome. — Não estou com muita vontade, mas vou comer. Ele precisa.

— Você também. — Vânia sorriu, firme.

Enquanto comia, Olívia puxou o celular e viu que o status publicado tinha dezenas de visualizações em minutos. Algumas mensagens entrando, inclusive de gente que ela nem falava há tempos. Ela conteve o impulso de abrir. Deixaria para depois.

Terminou o sanduíche, limpou os lábios com delicadeza.

— Estava tudo ótimo, Vânia. Obrigada. Meu bebê está alimentado. Agora eu vou suar um pouco.

— Bom treino, Olívia.

Ela sorriu, pegou a bolsa e ligou para Ísis a caminho da porta.

— Já está pronta?

— Já! — respondeu Ísis, animada. — Te encontro na frente.

Ísis veio caminhando pelo jardim com uma mochila pequena e um moletom amarrado na cintura, rindo sozinha.

— A Vânia me adotou — anunciou, sorridente. — Fez um lanche pra mim, acredita? Se eu continuar assim, vou pedir pensão afetiva.

Olívia soltou uma risada leve.

— Se sua mãe for ciumenta igual a minha, é capaz de aparecer aqui só pra puxar sua orelha.

O sorriso de Ísis se suavizou, sem perder o brilho.

— Cresci em orfanato, Liv. — disse simples, sem drama. — Mãe, no meu caso, é uma ideia.

Olívia levou um segundo para processar, o rosto ficando sério.

— Me perdoa. Eu falei sem pensar.

— Não. — respondeu com simplicidade. — Ela teve os motivos dela pra me deixar. E eu tenho os meus pra não querer trazê-la de volta pra minha história. — deu de ombros. — A vida que eu construí depois vale mais pra mim do que a pergunta “por quê?”.

Olívia demorou alguns segundos antes de dizer.

— Você é muito evoluída, Ísis. Eu… acho que eu não teria essa força.

— Eu sou treinada pela vida, Liv. — sorriu. — E você também vai ser. Agora me diz, que tatuagem é essa aí aparecendo, hein?

Olívia riu, surpresa, e inclinou-se para sussurrar no ouvido dela. Ísis puxou o rosto para trás com olhos arregalados e bateu palmas devagar, divertida.

— Ousada. Matadora. — piscou. — Essa carinha angelical é puro marketing, hein?

— Eu só tatuei o que combina comigo. — Olívia mordeu o lábio, divertida. — Eu amo viajar. O que tem de errado nisso?

— Aham. Sei. — Ísis riu. — Me engana que eu finjo que acredito. Vamos ver se ama agachar com 20 quilos também.

— Querida… eu estou grávida. — respondeu Olívia, com um ar superior fingido. — Grávida tem privilégios, tá bom pra você?

Duas horas depois, em outro país, as portas do elevador se abriram no andar presidencial do hotel. O corredor estava silencioso, preenchido apenas pelo som abafado do sistema de ar-condicionado. Nenhuma testemunha para o rastro de tensão que acompanhava os dois homens.

Liam destravou a porta da suíte com um gesto automático. Entrou sem acender as luzes — a claridade da cidade atravessava os vidros panorâmicos e se espalhava pelo ambiente. Largou o paletó no encosto da poltrona, puxou a gravata com um movimento seco e se jogou no sofá como quem precisava apenas de silêncio.

Alex fechou a porta devagar, os olhos em Liam o tempo todo. Deixou o blazer na cadeira ao lado e sentou no sofá de frente para ele. Passou a mão pelos cabelos uma vez, ajustou o relógio como um vício profissional, respirou fundo… e não perdeu tempo.

— Hoje você estava impossível — disse, firme. — Só faltou encostar os investidores na parede. Vai falar o que está pegando… ou vamos fingir que foi só estresse corporativo?

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