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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 7

O salão congelou. O quarteto de cordas errou uma nota, os fotógrafos baixaram as câmeras e os convidados interromperam as conversas. Liam Holt, um dos CEOs mais ricos do mundo, estava ali, segurando Olívia pela cintura. Para muitos, era como ver uma celebridade sair da tela; para ela, era apenas um desconhecido surgindo no momento mais constrangedor da sua vida.

Camila empalideceu. O sorriso que exibira minutos antes morreu no canto da boca. Peter aproximou-se e parou ao lado dela, o olhar sério fixo em Liam.

Olívia sentia o toque firme na cintura, mas o cérebro não acompanhava. O selinho rápido ainda ardia nos lábios, não pelo contato, mas pela audácia.

— Como assim… vocês estão juntos? — A voz de Camila saiu mais alta do que pretendia. A frase ecoou pelo salão.

Liam virou o rosto com calma. Primeiro olhou para Camila, depois para Peter. Quando falou, a voz grave era baixa, mas todos fizeram silêncio para ouvir:

— Sabe, Peter… — começou, cada palavra medida. — Eu estava cogitando te fazer uma proposta, digamos, uma excelente promoção em uma das minhas empresas. Só por você ter deixado o caminho livre para mim.

Fez uma pausa curta, deixando o silêncio pesar. Mirou Camila com um leve sorriso de canto, e só então voltou o olhar para Olívia:

— Você não tem ideia do quanto fiquei hipnotizado por esses olhos azuis profundos como o mar… — disse, olhando diretamente para ela.

O tom mudou, mais cortante:

— Como você abriu mão dessa joia rara? Uma mulher como essa não nasceu para ficar solta ao vento. Nasceu para ser cuidada, respeitada, venerada.

Com os olhos ainda fixos em Olívia, ele exibia uma elegância quase predatória:

— Aprenda uma coisa, senhora Salvatore: homens não gostam de mulheres fáceis. E, respondendo à sua pergunta… sim, estamos juntos — completou com um sorriso frio. — Alguns constroem suas próprias histórias; outros preferem viver do que tiram das amigas.

Um murmúrio percorreu o salão.

Camila ficou vermelha de raiva, o peito subindo e descendo. Quis falar, mas Liam não lhe deu espaço.

— Parabéns pelo casamento, senhora Salvatore — disse com polidez gélida. — Se me dão licença, preciso levar a mulher mais deslumbrante desta festa para dançar.

E, sem esperar resposta, conduziu Olívia até a pista de dança.

Olívia caminhava atônita, tentando recuperar o fôlego.

— Você pode me explicar o que foi isso? — perguntou, quando chegaram ao centro da pista.

— Não se iluda achando que o que eu fiz foi por você ou por ter algum interesse em você. Em vez de pedir explicações, deveria estar me agradecendo — disse Liam, a voz baixa e fria. — Afinal, garanti que sua imagem ficasse intacta; escândalos agora só me trariam prejuízos.

A música começou, lenta. Ele colocou uma mão firme na cintura de Olívia, a outra conduzindo a mão dela. A dança parecia um duelo mascarado de valsa.

Liam a olhou profundamente; os olhos verdes refletiam as luzes douradas. Aproximou os lábios do ouvido dela e sussurrou com a voz rouca:

— Todos estão nos olhando. Sorria.

Depois depositou um beijo leve no pescoço dela. Não foi vulgar; foi calculado. Mas o arrepio que subiu pela pele de Olívia foi real. Sem saber por quê, ela sorriu. Olhou para os lados e viu os olhares, as câmeras, Camila mordendo o lábio de raiva. Voltou-se para ele e, quase sem pensar, entrou no jogo. Subiu a mão, ainda gelada, e acariciou a nuca dele.

— Quer dizer que estamos juntos, senhor Liam Holt? — murmurou, um misto de ironia e desafio. — Então é pra eu agradecer pelo que fez?

— Sim — disse Liam, sem alterar o tom. — Você estava sendo humilhada pela mulher com quem o seu namorado se deitava e que se dizia sua amiga. Escolhas erradas geram resultados previsíveis, Olívia. Aprenda: escolhas têm consequências.

Ele inclinou o rosto; o sorriso voltou, mas frio e contido.

Olívia fez menção de se afastar, mas a mão dele apertou um pouco mais sua cintura, trazendo-a de volta sem perder o ritmo da dança.

— Está com raiva porque ouviu a verdade? — disse Liam, a voz baixa, controlada. — Contos de fadas são para crianças, Olívia. O amor não existe. Aprenda isso. E…sorria. Seu pai está observando cada gesto seu.

Ela olhou discretamente para a mesa. Fabrício estava sentado, tenso, realmente observando cada gesto dela. Olívia forçou um sorriso para tranquilizá-lo. Por dentro, o medo de que ele passasse mal era uma corrente no estômago.

— Você se acha, né, Liam Holt. — disse baixo, tentando parecer calma. — O implacável CEO conhecido como Rei dos Mares, destruidor de corações. Você é insuportável, sabia?

Liam respondeu sem alterar o tom:

— Fabrício, por favor, acalme-se. Filha, precisamos entender o que está acontecendo — falou Ana, a voz calma tentando conter o clima.

Liam estendeu a mão a Fabrício com respeito, depois para Ana.

— Senhor e senhora Bittencourt, boa noite. Me perdoem por não tê-los cumprimentado antes — disse, firme.

Fabrício e Ana apertaram a mão dele.

— Liam Holt. Eu exijo uma explicação.

— E darei, amanhã. — respondeu Liam. — Agora, preciso conversar com a filha de vocês.

Olívia olhou para o pai.

— Papai, eu estou bem. Amanhã eu prometo que a gente conversa. Mãe, leva ele.

Fabrício respirou fundo. Por fim, assentiu.

— Tudo bem, filha. — Voltou-se para Liam, o olhar duro. — Cuide muito bem da minha joia rara.

Liam assentiu, sério.

Os pais de Olívia foram embora e ela seguiu com Liam até a suíte em que ele estava hospedado. Assim que entraram, Olívia se adiantou, a voz firme apesar do nervosismo:

— Você tem cinco minutos, Liam.

Ele fechou a porta com calma, o olhar frio:

— O filho que você está esperando me pertence.

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