Não foi um beijo romântico nem carinhoso. Foi abrupto, firme, cheio de toda a tensão que havia se acumulado entre nós ao longo de semanas de jogos corporativos e sentimentos não expressos. Era um beijo carregado de frustração, de desejo represado, de raiva, de todas as palavras que não conseguíamos dizer e de todos os sentimentos que havíamos tentado racionalizar.
Nate correspondeu imediatamente, como se aquele gesto tivesse quebrado a última barreira de controle que ele mantinha. Suas mãos subiram para enquadrar meu rosto, os dedos se emaranhando nos meus cabelos, e seu corpo se pressionou contra o meu com uma intensidade que parecia uma resposta física a tudo que tínhamos evitado falar.
O beijo foi ficando mais profundo, mais urgente. Cada respiração era curta, pesada, e cada toque parecia mais uma confissão silenciosa do que qualquer frase que poderíamos ter dito. Suas mãos desceram lentamente pelo meu corpo, firmes e seguras, como se não houvesse mais espaço para hesitação.
Não sei quem começou, mas de repente estávamos nos desfazendo de camadas de tecido como se fossem as últimas barreiras entre nós. Meus dedos correram pela gola da camisa dele, sentindo a textura quente da pele por baixo, e ouvi o som baixo e contido do botão sendo desfeito. Ele puxou meu casaco com precisão, deixando-o cair no chão sem se importar onde, e continuou a me beijar como se o mundo pudesse acabar naquela sala e nada mais importasse.
Num movimento quase natural, Nate me ergueu nos braços. Seus olhos encontraram os meus por um instante — havia algo ali, uma mistura de desejo e algo mais profundo, mas nenhum de nós falou. Não precisávamos. Ele me segurou com firmeza, e a cada passo em direção à escada, nossos lábios se encontravam de novo, interrompendo qualquer possibilidade de racionalidade.
Cada degrau parecia alongar o momento, aumentar a intensidade. Sua respiração estava tão acelerada quanto a minha, e o silêncio da casa só fazia cada toque e cada som parecer ainda mais intenso. Quando chegamos ao quarto, ele empurrou a porta com o ombro, sem se afastar de mim.
Nate me colocou suavemente sobre a cama, mas não havia suavidade em nossos olhares.
— Tem certeza? — a voz dele saiu baixa, quase um sussurro rouco, carregada de uma intensidade que fez minha respiração falhar.
Eu não respondi. Em vez disso, enrosquei os dedos nos cabelos dele e o puxei de volta para mim, deixando claro que nenhuma palavra era necessária.
Nate não hesitou. Seus lábios voltaram aos meus com mais urgência, e logo começaram a traçar um caminho lento e firme pela minha pele enquanto terminava de se livrar das minhas roupas. Cada toque carregado de uma reverência que me fez estremecer.
— Você é linda… — ele murmurou contra a minha clavícula, a voz profunda vibrando contra minha pele. — Passei semanas tentando apagar da memória o que mal consegui ver aquele dia no avião… e falhei todas as noites.
Os beijos de Nate foram descendo devagar, como se cada parte do meu corpo merecesse ser descoberta com calma. Quando alcançou minhas coxas, o ar pareceu sumir dos meus pulmões. Seus lábios roçaram a pele sensível, cada toque enviando ondas de calor que faziam meus músculos se contrair em expectativa.
Ele ergueu o olhar por um instante, seus olhos presos nos meus, a voz rouca:
— Sempre imaginei como seria… sentir você assim. Saber o seu gosto.
— Nate... Por favor... Não para...
Seus toques guiavam nossos movimentos — ora com as mãos firmes em minha cintura, puxando-me para mais perto, ora entrelaçando os dedos nos meus em momentos mais lentos, onde o contato parecia dizer mais do que qualquer palavra. Em alguns instantes, seus dedos subiam para puxar levemente meus cabelos, inclinando minha cabeça para receber beijos suaves, que contrastavam com a intensidade dos nossos corpos se movendo juntos.
— Olha pra mim... — Nate pediu, guiando meu rosto. — Quero te ver gozar.
A intensidade cresceu em ondas, cada uma mais forte que a anterior, como se estivéssemos sendo levados juntos, passo a passo, ao limite. Até que, quando o auge chegou, não houve nada além da sensação de perder o controle juntos — respirações quebradas, dedos apertando com força, corpos tremendo em uníssono até o silêncio pesar no quarto como uma pausa inevitável.
Por um momento, tudo que existia era o som das nossas respirações tentando encontrar um ritmo, e o peso confortável do corpo dele próximo ao meu. Ficamos assim, lado a lado, ainda entrelaçados, como se o mundo lá fora tivesse deixado de existir.
— Isso é loucura... — deixei escapar baixinho.
— Isso é loucura — Nate concordou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...
Oi autoura Kayla Sango, sei que se despeciu e finalizou esses livros, mas quando sentir que deve, conte a história de Matheus e Mia e também Dante e Paloma, acho que nós como espectadores ficariamos muito gratos, principalmente quem acompanhou todos os livros até aqui. Estou com um gostinho de saudade já. Obrigada!...
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....