~ MARCO ~
— Mãe? Pai? — a voz de Maitê saiu pequena e confusa, carregada de uma mistura de emoções que eu não conseguia decifrar completamente. Havia felicidade em vê-los, mas também algo que parecia muito com medo.
Observei-a por um momento, tentando entender sua reação. Era como se ela mesma não soubesse exatamente o que sentia pela própria família. Os pais dela se aproximaram rapidamente, a mãe praticamente correndo na direção dela com os braços abertos.
— Minha filha! — exclamou a mulher, envolvendo Maitê em um abraço tão apertado que chegou a ser constrangedor de assistir. — Estávamos tão preocupados! Sumiu sem dar notícias, casou sem nos avisar...
Maitê se deixou abraçar, mas pude ver claramente o desconforto em sua postura. Seus ombros estavam tensos, e ela olhava por cima do ombro da mãe diretamente para mim, como se pedisse ajuda ou, no mínimo, uma explicação para aquela situação surreal.
O pai dela se juntou ao abraço, mas de forma mais contida, observando ao redor da propriedade com uma expressão que misturava impressão e algo que poderia ser inveja ou ressentimento.
— Filha, o que você fez? — murmurou contra os cabelos dela.
Foi então que notei movimento atrás dos carros. Homens de terno, claramente advogados, se aproximavam com pastas nas mãos e expressões profissionais que não prometiam nada de bom. Ao mesmo tempo, ouvi passos se aproximando pelas nossas costas - Christian, Zoey e Lívia vinham correndo da mansão, claramente percebendo que algo estava muito errado.
— Com licença — disse o advogado mais velho, um homem calvo de óculos que irradiava autoridade. — Somos representantes legais da família Salvani. Precisamos falar sobre uma questão urgente.
Giuseppe, que até então havia observado em silêncio, deu um passo à frente.
— Esta é propriedade privada — disse com a voz firme. — Qual o motivo da invasão?
— Não se trata de invasão, senhor Bellucci — o advogado respondeu com polidez forçada. — Estamos aqui para resolver uma questão legal relacionada à senhorita Maitê Salvani.
— Senhora Maitê Bellucci — corrigi automaticamente, minha voz saindo mais fria do que pretendia.
— Ah, sim — o advogado sorriu de forma que não chegava aos olhos. — Sobre isso... Os pais da senhorita entraram com um pedido de anulação desse... casamento.
A palavra 'casamento' saiu da boca dele como se fosse algo desagradável.
— Como assim? — Christian perguntou, se posicionando ao meu lado. Zoey ficou próxima a Maitê, que ainda estava sendo abraçada pela mãe de forma quase possessiva.
— Os senhores Salvani só ficaram sabendo desse casamento através das redes sociais — o advogado explicou, abrindo sua pasta. — A filha deles simplesmente desapareceu de casa sem dar explicações, e agora descobrimos que se casou com um completo desconhecido.
— Isso não é verdade — Maitê finalmente conseguiu se desvencilhar do abraço da mãe, sua voz ganhando força. — Eu não sumi de casa. Saí fugi porque...
— Maitê está mentalmente instável — a mãe dela a interrompeu suavemente, mas com firmeza. — Tem tido episódios desde que... desde o incidente no casamento anterior.
— Isso é mentira! — Maitê e Lívia gritaram ao mesmo tempo, suas vozes ecoando em uníssono pelo pátio.
— Bem... — o primeiro hesitou — estávamos contando com a boa vontade de todos os envolvidos para resolver isso de forma amigável.
— Boa vontade? — Christian riu, mas não havia humor no som. — Vocês invadem nossa propriedade com viaturas policiais, ameaçam levar a esposa do meu primo à força, e acham que vamos responder com 'boa vontade'?
— Não temos mandado — admitiu o segundo advogado, claramente desconfortável.
— Então sugiro que se retirem imediatamente da propriedade da família Bellucci — Christian disse, sua voz assumindo o tom autoritário que eu conhecia dos negócios.
O pai de Maitê, que havia permanecido em silêncio até então, deu um passo à frente.
— Não vamos a lugar nenhum sem nossa filha — disse com determinação. — Ela está doente, precisa de ajuda, e esse... — ele gesticulou vagamente para nós — esse estranho se aproveitou de uma mulher vulnerável.
Senti algo primitivo e perigoso se acender no meu peito. Ninguém, absolutamente ninguém, ia levar Maitê contra a vontade dela. Não enquanto eu estivesse respirando.
— Vocês só vão tirá-la daqui por cima do meu cadáver — respondi, minha voz saindo baixa mas carregada de uma promessa que eu pretendia cumprir.
Nota da Autora: Chegamos ao capítulo 400! Obrigada por acompanharem essa jornada incrível comigo até aqui. Para um contato mais próximo e novidades, adoraria ter vocês comigo no f*: Kayla Sango.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...