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Esposa impostora e o Magnata Sombrio. romance Capítulo 240

Cap.55

Assenti devagar, meio sem graça, e resolvi obedecer.

— Boa noite, então.

— Boa noite. — ele respondeu, simples, como quem não se preocupa com formalidades.

No quarto, encontrei um espaço diferente do que eu imaginava. Era impecável, tinha cheiro de limpeza, mas ainda assim mostrava traços da vida real dele.

Algumas roupas estavam no chão, largadas de qualquer jeito, mas não de um modo desleixado, apenas descuido de quem chega cansado.

Não era tão organizado quanto Gabriel, mas também não era bagunceiro.

Na cômoda, os produtos estavam alinhados, cada coisa em seu lugar. Perfumes caros, relógios, pequenos detalhes que mostravam disciplina e ao mesmo tempo um gosto refinado.

A cama, macia, ainda parecia guardar o calor dele, mesmo não tendo sido de fato ocupada naquela noite.

Suspirei, me encolhendo nos lençóis, observando aquele ambiente que misturava masculinidade e cuidado.

Fechei os olhos e, em pouco tempo, o sono me envolveu.

Mas despertei de repente, num solavanco. Como se algo tivesse me puxado de volta. Meu coração disparava, e precisei de alguns segundos para entender onde estava e que horas era, já era pouco mais das três da manhã.

A luz da sala atravessava a fresta debaixo da porta, fina, mas suficiente para me causar estranhamento.

Pisquei, confusa. Ele ainda está acordado?

Passei a mão nos cabelos, respirando fundo. A curiosidade falava mais alto que o bom senso. Me levantei devagar, os pés nus contra o chão frio, e caminhei até a porta.

A mão ficou pousada na maçaneta por um instante, antes de eu reunir coragem e girá-la.

A penumbra da sala me recebeu. A única luz vinha da televisão, fraca, azulada, refletindo nas paredes e móveis.

E lá estava ele. Donovan dormia no sofá, largado, o controle ainda na mão. Os braços cruzados sobre o peito destacavam os músculos rígidos, ainda tensionados mesmo em repouso. A camisa que eu pedira para ele tirar estava jogada de lado.

Meus olhos percorreram cada detalhe, quase hipnotizados, o peito com poucos pelos, o movimento suave da respiração, a inclinação da cabeça que deixava o pescoço firme à mostra, os braços fortes, as pernas relaxadas mas cheias de energia contida. Era impossível não se sentir atraída.

Senti um calor subir pelo corpo. Minhas pernas tremeram, e eu precisei desviar o olhar, abanando-me discretamente como se ele tivesse algum tipo de feitiço sobre mim, mesmo dormindo.

A razão voltou por alguns segundos. Precisava desligar a televisão. Silenciosa, aproximei-me e puxei o controle da sua mão.

Nada. Ele nem se moveu. Virei-me de costas, ainda tão perto dele que podia sentir seu calor irradiando, quando o inesperado aconteceu.

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