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Esposa impostora e o Magnata Sombrio. romance Capítulo 247

Cap. 62

O coração de Brenda acelerou no instante em que reconheceu seus pais diante da empresa. Ela parou de súbito, como se tivesse sido pega de surpresa em um terreno proibido. O olhar dela se alternava entre o pai, a mãe e o rapaz alto que permanecia logo atrás, em silêncio, como uma sombra esperando o momento certo para se mover.

— O que vocês estão fazendo aqui?

— Brenda… — a voz firme do pai a atingiu. — Estamos aqui para resolver os problemas que você causou.

Ela piscou várias vezes, sem entender. Sentiu a garganta fechar, a respiração falhar. As mãos, trêmulas, foram instintivamente ao rosto, enxugando discretamente os resquícios de lágrimas do que já tinha acontecido naquele mesmo dia.

— Como… assim? — conseguiu sussurrar, a voz rouca, hesitante.

O pai apenas desviou o olhar para o rapaz atrás dele. O jovem sorriu levemente, acenando um “olá” despreocupado. Brenda deu um passo para trás, instintivamente, como se aquele gesto simples fosse uma ameaça.

A mãe interveio com a calma que só tornava tudo mais sufocante.

— Este é o Maxwell. Tem vinte e cinco anos. Um amigo muito próximo da família…

— Eu… não conheço. — murmurou Brenda, ainda recuando.

— Claro que conhece. — completou o pai, quase ofendido. — É seu amigo de infância. Estava estudando no exterior. Agora está de volta, não se lembra dele?

Brenda piscou, confusa, tentando buscar na memória alguma imagem, algum rosto familiar. Mas nada vinha. Só o vazio.

— Resolver? — perguntou, a voz embargada. — O que vocês querem dizer com isso?

O silêncio que precedeu a resposta foi curto e cruel.

— Você vai se casar. — declarou a mãe, sem titubear, como quem dá uma ordem inquestionável. — Maxwell sempre gostou de você. Vocês eram muito próximos, você vai se lembrar so estar com a cabeça cheia porque muitas coisas aconteceram.

O mundo de Brenda girou. O ar lhe fugiu dos pulmões. Ela balançou a cabeça em negação.

— Eu… nem… nem conversei sobre isso com vocês, na verdade nunca estivemos de acordo com isso.!

A mãe se aproximou, com aquele tom cortante que sempre a fazia se sentir pequena.

— Não há o que conversar, Brenda. É um presente que você deveria agradecer. Nós lhe trouxemos um pretendente digno. E, ainda por cima, ele gosta de você.

Brenda ergueu o rosto para o céu, os olhos marejados. As lágrimas não caíram, mas queimaram por trás das pálpebras.

— Nossa… — murmurou, em um riso quebrado, cheio de dor. — Como se já não pudesse piorar…

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