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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 149

~ ALÍCIA ~

Levei um segundo encarando a Geórgia para entender que ela não estava surtando à toa.

Um segundo foi suficiente. Tinha aprendido, nos últimos dias, a reconhecer urgência real quando ela aparecia e a urgência no rosto de dezessete anos da Geórgia era do tipo que não precisa de mais contexto para ser acreditada. Comecei a correr pelos corredores do hospital com ela atrás.

Eu tinha acordado naquela manhã decidida a recomeçar. A agir como se os últimos dias tivessem sido apenas um intervalo ruim. Eu era médica. Acreditava nos benefícios do tratamento psicológico com a convicção de quem estudou o suficiente para saber que não era fraqueza procurar ajuda. Mas também conhecia meu próprio corpo, e meu corpo funcionava colocando traumas em pausa enquanto era levado ao limite.

Só não esperava que o limite do dia fosse impedir um assassinato.

— Você não pode entrar aqui. — Falei para a Geórgia quando chegamos à entrada da ala.

— É o hospital da minha família. — Ela disse aquilo como se resolvesse tudo. E, pensando bem, resolvia.

— Ok. — Me virei para ela, parando por exatamente um segundo. — Então vai atrás do Thomas. Sabe onde é a sala dele?

— Sei.

— Vai lá. Pede para ele verificar o sistema de segurança. Se a Genevieve vai fazer isso dentro do hospital, tem alguém ajudando. Ela não faria isso embaixo de centenas de câmeras. Esse lugar é praticamente um Big Brother.

— Tá dizendo que alguém desligou as câmeras?

— Talvez. E se isso aconteceu, o Thomas precisa religar. Precisamos pegar qualquer coisa gravada. Qualquer coisa que sirva para colocar a Genevieve e quem estiver ajudando ela atrás das grades. — Dei um empurrão gentil na direção dela. — Vai logo!

Observei a Geórgia sair correndo e voltei para o meu caminho.

O problema era a distância. Eu estava numa área completamente afastada, a ala de obstetrícia ficava no segundo andar, do outro lado do prédio. Comecei a correr de verdade, sem me preocupar com o que qualquer um dos funcionários que eu passava ia pensar.

— Aí está você! — Meu supervisor apareceu de um corredor lateral, quase nos chocamos. — Preciso que venha comigo à ala 3 e...

— Agora não! — Gritei, sem diminuir o passo e sem a menor cerimônia.

Certamente aquilo não ficaria nada bonito no meu relatório. Mas minha principal concorrente estava quase sendo assassinada naquele momento, então eu ainda estava em vantagem.

Corredores longos. Uma espera de elevador que durou trinta segundos mas pareceu cinco minutos. Mais corredores. O segundo andar. A placa que indicava obstetrícia. O número 214 na porta.

Antes mesmo de tocar na maçaneta, ouvi alguma coisa vindo de dentro.

Abri a porta.

Genevieve estava sobre a cama, a seringa erguida na mão, e a Zara embaixo dela — sedada, sem força para reagir, os olhos tentando focar num mundo que o sedativo ainda estava atrasando.

— Hey! — Gritei.

Genevieve se virou no susto, os olhos encontrando os meus.

— Por que não briga com alguém no seu mesmo estado de... — Parei um segundo procurando a palavra. — Lucidez.

Ela soltou uma risadinha.

— Você nunca foi muito lúcida, não é, Alícia?

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Capítulo 149 2

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