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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 150

Nunca me senti tão impotente na minha vida.

Estava ali, deitada na minha própria cama de hospital, assistindo um filme de ação se desenrolar a menos de dois metros de mim sem poder fazer absolutamente nada. Tentava gritar por ajuda e a voz saía fraca, mal alcançava o outro lado do quarto. Tentava me debater, me levantar, fazer qualquer movimento que não fosse deitar ali como espectadora de algo que determinava se eu ia sobreviver ou não. O corpo simplesmente não obedecia com a urgência que eu exigia. Era como tentar mover montanha com os braços ainda adormecidos.

Então, de repente, tudo parou.

A briga parou. Os sons pararam. O mundo parou.

E a Genevieve desabou ali, bem diante dos meus olhos, o corpo cedendo. Joelhos primeiro, depois o resto, o rosto encontrando o chão sem que as mãos chegassem a tempo de amortecer.

Fiquei encarando aquilo por alguns segundos sem conseguir processar completamente.

Depois meus olhos se levantaram e encontraram os da Alícia, que estava parada do outro lado do quarto me encarando com uma expressão que provavelmente espelhava a minha: a expressão de quem acabou de sobreviver a algo e ainda não chegou à parte de entender como.

— O-obrigada. — Me esforcei para conseguir dizer, a língua ainda embaralhada pelo sedativo que estava perdendo efeito mais devagar do que eu precisava.

— De nada. — A fala dela saiu tão embaralhada quanto a minha. Uma mistura de medo, pânico e adrenalina que não tinha para onde ir agora que a situação tinha parado.

— Ela está... ela está...? — A pergunta não saiu completa. Dessa vez não podia dizer que era completamente culpa dos sedativos — eu simplesmente não conseguia dizer a palavra que completaria aquela frase.

— Não sei. — A Alícia olhou para a Genevieve no chão com aquela objetividade de estudante de medicina que às vezes aparecia antes da emoção. — Não sei o que tinha na seringa. Mas... ia ser uma de nós três, não ia?

Confirmei com a cabeça.

Ia ser eu, se a Alícia não tivesse chegado a tempo de ver o que estava acontecendo e decidido em um segundo que ia intervir. Ia ser a própria Alícia, se ela não tivesse conseguido se defender no momento certo. Acabou sendo a Genevieve, vítima da própria armadilha, do próprio ódio que não havia deixado espaço para que os reflexos funcionassem de outra forma.

Continuamos nos encarando, as duas, meio sem saber o que fazer a seguir. Aquele silêncio de depois de algo muito grande, quando o barulho parou mas a realidade ainda está chegando em parcelas.

Foi quando a porta se abriu.

Thomas. Com a Geórgia ao lado, empurrando uma cadeira de rodas. Ele olhou para a Genevieve no chão. Olhou para mim. Olhou para a Alícia.

— O que aconteceu aqui?

— Não sei se consigo explicar. — A Alícia respondeu, sem tirar os olhos do chão.

— Tudo bem. — Ele veio até a minha cama, me ajudou a me sentar, me passou para a cadeira de rodas com o cuidado de quem está movendo algo frágil. — Saiam daqui. Vocês três. Zara está estável, o bebê também.

Capítulo 150 1

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