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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 181

A consulta de pré-natal tinha sido marcada para o dia seguinte ao depoimento da Genevieve, aproveitando que estávamos no Rio, hospedados em um hotel durante a semana dos depoimentos, para não ter que fazer uma viagem separada até a cidade só para isso.

Arthur insistiu em vir. Não que eu fosse impedi-lo, era filho dele também. Mas havia algo no jeito que ele insistiu, com aquela firmeza tranquila de quem não está pedindo permissão, mas também não está impondo, que me fez perceber o quanto aquilo importava para ele de uma forma específica. Ele tinha muito até aqui. Semanas em que eu estava grávida e aconteciam coisas que ele não sabia, ou porque eu tinha decido esconder isso dele ou porque ele estava em coma ou ainda porque eu não queria preocupá-lo com coisas menores enquanto ele se recuperava. Essa consulta era uma forma de começar a recuperar o tempo, de entrar na gravidez de verdade, agora que havia espaço para isso.

A médica era a mesma desde o início — a que tinha feito o diagnóstico do hematoma subcoriónico, a que tinha me dado as instruções de repouso que eu segui de forma bastante irregular dado tudo que aconteceu depois. Ela nos recebeu com aquela objetividade profissional que apreciava: sem drama, sem julgamento, só o trabalho.

— Então. — Ela olhou para nós dois, depois para a barriga, depois para os exames que eu tinha trazido. — Vamos ver como está tudo.

O ultrassom foi primeiro. Gel frio na barriga. Aquela temperatura que nunca deixa de pegar de surpresa independente de quantas vezes você já passou por isso. O aparelho deslizando pela pele, a tela mostrando aquelas formas em preto e branco que para a maioria das pessoas seriam só ruído visual mas que para mim, eram o meu filho! Tá, eu ainda precisava que a médica apontasse o que era o quê ali, mas... era meu bebê!

— O hematoma... — Ela localizou e ficou olhando por alguns segundos que me pareceram longos demais. Segundos em que eu prendi a respiração. — Reduziu consideravelmente. — Virou para mim com uma expressão que eu reconheci como boa notícia antes de ela confirmar. — O repouso e a medicação fizeram o trabalho. Ainda está presente, então precisamos continuar monitorando e mantendo os cuidados. Mas o risco diminuiu muito. Se continuar nessa trajetória, a tendência é que se resolva completamente antes do parto.

Respirei fundo e só então percebi que estava segurando o ar.

— Quero dizer que foi um milagre que essa gravidez tenha chegado até aqui dado tudo que a senhora passou. — Ela me olhou com aquela expressão de médica que está sendo profissional, mas claramente tem outras coisas que gostaria de dizer. — Precisamos conversar sobre os próximos meses. Nada de estresse, nada de esforço físico excessivo, consultas a cada duas semanas. Tudo bem encaminhado, mas exige atenção.

— Tudo bem encaminhado. — Arthur repetiu, baixinho, mais para ele mesmo do que para qualquer um de nós.

— Tudo bem encaminhado. — A médica confirmou. — E agora...

Ela reposicionou o aparelho. Ajustou o volume. E então veio o som.

Parei de respirar.

Não tinha ouvido antes. Tinha feito ultrassons, tinha visto a tela, tinha acompanhado os números nos monitores durante o internamento — mas o som, aquele batimento específico, rápido e forte e constante, era a primeira vez. E não estava preparada para o que aquilo faria comigo.

Era real de uma forma que nenhuma tela tinha conseguido me transmitir. Era uma pessoa. Era a nossa pessoa, crescendo dentro de mim.

Olhei para o Arthur.

Capítulo 181 1

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