Eu mal me dei conta quando Arthur estava ao meu lado, tentando me puxar para ele ao mesmo tempo em que perguntava:
— O que foi? O que está acontecendo?
Eu só continuava me debatendo e chutando. O desespero tinha tomado conta de mim. Alguma coisa estava enrolada na minha perna, alguma coisa se movendo, e meu cérebro já tinha decidido que era uma cobra ou um jacaré ou alguma criatura pré-histórica que tinha sobrevivido escondida naquele lago amaldiçoado.
Meu pé chutou para cima com tanta força que o objeto veio junto.
Um galho.
Um maldito galho de árvore tinha se enroscado na minha perna.
Eu parei de gritar. Olhei séria para Arthur, que me encarava com uma certa irritação estampada no rosto molhado. Mas foi ele quem começou a rir primeiro. Eu fui logo depois.
— Eu não acredito que você me fez pular nesse lago vestido — ele disse, a voz alternando entre indignação e diversão. — Por causa de um ganho.
— Eu não fiz nada — respondi, ainda rindo. — Você que tem complexo de salvador.
— Achei que você estava em perigo!
— Ué, você que ficou aí falando de cobras e onças...
Ele riu, aquele som baixo que fez meu estômago fazer um pequeno salto mortal.
— Eu não falei de onças. Não em um lago.
Nós rimos juntos por mais alguns segundos, a água fria batendo em nossos corpos. Eu me sentia ridícula e aliviada e de repente muito ciente de como ele estava perto.
— Bom — eu disse, passando a mão pelo cabelo molhado. — Pelo menos você entrou. A água não está boa?
— Você é tão irritante — ele respondeu, mas seus olhos estavam brilhando.
— Irritantemente certa?
Ele me puxou mais contra ele, tão perto que eu podia sentir o calor do corpo dele mesmo na água fria. Sua mão subiu e ele arrumou uma mecha molhada atrás da minha orelha, os dedos roçando minha têmpora com uma ternura que não combinava com o resto da situação.
— Irritantemente atraente — ele disse, a voz mais baixa agora. — Onde a gente estava mesmo? Naquela estrada.
— Bem aqui... — eu respondi.
E então eu o beijei.
Eu enrosquei minhas pernas ao redor da cintura dele e senti a água escorrer entre nós, senti o tecido molhado do shorts dele contra a parte interna das minhas coxas, senti a língua dele encontrar a minha.
O beijo aprofundou. Suas mãos apertaram minha cintura, puxando-me contra ele, e eu gemi dentro da boca dele quando senti o volume duro pressionando minha virilha através do pano.
Nós nos beijamos por muito tempo. Tanto tempo que perdi a noção. O mundo ao redor deixou de existir. Só existia a boca dele, as mãos dele, o corpo dele.
E então eu abri os olhos.
Meu sutiã não estava mais em mim. Eu vi a renda preta boiando para longe no lago, uma mancha pequena e escura na superfície brilhante da água. Quando eu tinha tirado o sutiã? Eu não tinha tirado o sutiã. Eu não me lembrava de...
Arthur veio com a boca em meus seios.
O pensamento morreu na minha garganta.
A boca dele fechou em volta do meu mamilo direito e o mundo explodiu em cores que eu não sabia que existiam. Meu corpo todo se arqueou contra ele, minhas mãos agarraram seus cabelos molhados, e um gemido rasgado escapou da minha boca antes que eu pudesse pensar em segurá-lo.
Ele sugou forte. Forte o suficiente para doer, mas a dor era tão boa, tão profundamente boa, que eu empurrei meus seios contra o rosto dele, pedindo mais. Sua mão esquerda apertou meu seio esquerdo, os dedos pressionando a carne macia, o polegar roçando o mamilo que já estava duro e latejante.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO