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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 66

O silêncio entre nós durou apenas um segundo depois que minhas palavras pairaram no ar. Arthur me olhava com aqueles olhos famintos, a mandíbula tensa, a água ainda escorrendo pelo rosto.

— Zara — ele disse, a voz baixa, séria. — Eu não tenho proteção.

— Você sabe muito bem que pode dar um jeito nisso — respondi, a voz saindo mais segura do que eu me sentia.

— Zara — ele tentou de novo, um aviso.

Não deixei ele terminar.

Eu estava por cima dele antes que qualquer um dos dois pudesse processar o movimento. Minhas pernas abertas sobre os quadris dele, minhas mãos agarrando a barra da camisa molhada e puxando para cima com uma violência que surpreendeu até a mim mesma. A camisa branca grudada no torso dele rasgou em algum lugar? Não sei. Não me importei.

O corpo de Arthur era ainda melhor do que eu lembrava — e eu já tinha lembrado muito. O abdômen definido, os ombros largos, os braços que me seguravam como se eu fosse feita de vidro e também como se eu fosse a única coisa sólida no universo. A água escorria por cada sulco de músculo, e eu me inclinei para beijar seu pescoço antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.

— Zara... — ele tentou de novo, mas meu nome saiu enrolado, quase um gemido.

Eu mordi a junção do pescoço com ele, bem onde a artéria pulsa, e senti o corpo inteiro dele estremecer por baixo de mim. Suas mãos agarraram minha cintura com uma força que certamente ia deixar marcas, e eu sorri contra a pele molhada dele

— Acho — eu murmurei, descendo a boca pelo peito dele — que você deveria parar de tentar ser sensato.

A reação as minhas palavras foi imediata. Os quadris dele se ergueram contra mim, os dedos dele cavaram minha carne, e ele disse algo em um idioma que eu não reconheci, algo gutural e obsceno que não precisava de tradução.

Eu desci mais. Minha boca traçou um caminho molhado pelo abdômen dele, sentindo cada contração dos músculos sob minha língua, e quando minha mão encontrou o zíper do jeans dele, eu tive a certeza de que Arthur estava perdendo o controle.

Era isso. Arthur Sartori, o homem que sempre tinha tudo sob controle, que media cada palavra, cada gesto, que me provocava com uma calma irritante, estava se desfazendo debaixo de mim. Seus olhos estavam vidrados, sua respiração era um ofego irregular, e quando eu finalmente puxei o jeans dele para baixo e vi ele duro, quente, pronto. Ele agarrou meus cabelos com as duas mãos e me puxou para cima.

— Você não faz ideia — ele disse, a voz rouca, os olhos selvagens — do que você está provocando.

— Me mostre — respondi.

Ele me virou.

Foi tão rápido que eu nem vi o movimento. Um segundo eu estava por cima dele, no segundo seguinte minhas mãos estavam apoiadas em uma pedra e eu estava de quatro, o cabelo molhado caindo sobre meu rosto, a boceta latejante e exposta.

Arthur estava atrás de mim.

Senti a mão dele nos meus cabelos primeiro. Ele enrolou os dedos na base do meu pescoço, puxando suavemente, inclinando minha cabeça para trás. Depois senti a cabeça dele roçando minha entrada, e eu prendi a respiração.

— Você quer mesmo isso? — ele perguntou, a voz um sussurro quente contra minha orelha.

— Arthur, se você não me foder agora eu vou... — comecei a dizer.

Mas não terminei, porque ele entrou.

Não foi devagar. Não foi gentil. Foi um movimento único e certeiro que me preencheu inteira, que me fez arquejar contra a pedra, que me fez perder qualquer pensamento coerente que ainda restava em meu cérebro derretido.

Capítulo 66 1

Capítulo 66 2

Capítulo 66 3

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