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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 75

— Por mais incrível que seja, já está na hora de descer — anunciei, com a vontade de vomitar de medo chegando num nível que eu não conseguia mais ignorar. — Antes que eu faça algo que envergonhe os dois.

Arthur riu.

— A gente ainda nem começou.

Antes que eu pudesse perguntar o que ele queria dizer com isso, ele montou atrás de mim num único movimento fluido e rápido, tomou as rédeas das minhas mãos e saltou por cima da cerca.

— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — Agarrei o pescoço do cavalo com as duas mãos enquanto o campo aberto aparecia na nossa frente e o galope acelerava para uma velocidade completamente diferente do passeio tranquilo dos últimos minutos.

— Eu disse que tinha uma surpresa.

— Achei que a surpresa fossem os cavalos!

— É só parte dela.

Continuamos galopando. Às vezes ele saltava obstáculos naturais sem avisar, às vezes acelerava num trecho plano, e eu fui soltando pequenos gritinhos que eram metade medo e metade adrenalina pura, porque a verdade era que eu estava gostando. Estava gostando da velocidade, do vento, do cheiro de campo aberto que entrava pela boca quando se respira fundo numa estrada assim. Estava gostando do contato do corpo dele contra o meu, do braço que ficava firme do meu lado, do calor que vinha dele e chegava até mim mesmo com o vento tentando levar tudo embora.

Aquilo eu não disse em voz alta.

Depois de um tempo que eu não soube medir, Arthur foi diminuindo o galope até parar no alto de uma colina. Lá embaixo, um vale verde se espalhava com aquela com uma grandiosidade, que fazia o resto do mundo parecer desnecessário.

Ele desceu primeiro e estendeu a mão para me ajudar. Escorreguei mesmo assim, como era inevitável dado o meu histórico com descidas, e fui parar com as mãos no peito dele e o rosto perigosamente próximo do seu.

Por um segundo nenhum dos dois fez nada. Depois ele me beijou, rápido, e eu correspondi sem consultar minha própria cabeça sobre o assunto, que ultimamente era a única parte de mim ainda tentando manter algum protocolo.

— Ah, ótimo, já deixaram tudo pronto.

Ele disse aquilo olhando para um lado da colina onde havia uma mesa de madeira antiga com uma toalha xadrez, uma cesta grande e garrafas de vinho Bellucci junto com sucos variados.

— Você preparou um piquenique?

— Mais ou menos isso — ele confirmou, guiando o cavalo até um trecho de grama e o deixando solto para pastar.

Quando voltou, começou a tirar as coisas da cesta com aquela calma de sempre. Não era exatamente um piquenique de lanche porque já era início da tarde, então tinha pedido para prepararem almoço. Frango caipira, mandioca cozida com manteiga, couve refogada, arroz com pequi, broa de fubá.

Olhei para a mesa e depois para ele.

— Achei que você só gostasse de coisas refinadas. Lagosta, ostras... esperma de salmão.

Ele piscou.

— Esperma de salmão?

— Ah... não... isso a Genevieve disse que passa na cara. Para comer é salmão cru mesmo.

Ele riu de verdade, daquele jeito que chegava aos olhos.

— Eu gosto dos mais variados tipos de comida. Dificilmente dispenso.

Capítulo 75 1

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