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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 85

Depois dos brindes, o jantar foi servido.

Circulamos como casal, de mesa em mesa, agradecendo rostos que eu não conhecia por terem vindo, recebendo felicitações de gente que provavelmente esqueceria o nome no dia seguinte, forçando sorrisos com aquela disciplina que eu estava desenvolvendo a marchas forçadas naquele dia.

Especialmente quando chegamos na mesa da Alícia.

Ela estava sentada ao lado da Angélica, num vestido verde-musgo impecável, sem nenhum vestígio da fragilidade que eu tinha visto na noite anterior no banheiro da balada. Tinha voltado completamente à versão de sempre — postura impecável, sorriso afiado, olhos prontos para qualquer oportunidade de farpada disfarçada de elogio. Era quase impressionante a capacidade dela de reconstruir aquela armadura tão rápido.

— Vocês foram um casal tão lindo e tão jovial. Vão ter o mundo pela frente esperando por vocês — Angélica disse, com um entusiasmo ensaiado de quem prece saber exatamente o que dizer em casamentos alheios. — É o que eu vivo dizendo pra Alícia. Ela precisa se casar com alguém que some na vida dela.

Alícia bufou e revirou os olhos sem nenhuma tentativa de manter a compostura.

— Por favor. Eles só se casaram por causa de um contrato. Não tem nada a ver um com o outro.

— Então talvez, assim como eles, você devesse aceitar que seus pais têm mais capacidade de escolher alguém para você do que você mesma, não acha?

Senti Arthur apertar minha mão de leve e nos afastamos discretamente enquanto mãe e filha continuavam a discutir, a voz da Angélica baixando para um sussurro tenso e a expressão da Alícia endurecendo cada vez mais.

Quando finalmente terminamos de passar por todas as mesas, conseguimos nos sentar para comer alguma coisa. Mas Arthur não durou nem dois minutos antes de ser chamado por um grupo de homens de terno que eu reconheci vagamente como investidores do Sartori & Altieri.

— Guarda um pouco pra mim — ele disse, apontando para o prato dele.

— Cada um por si — respondi, com a boca já parcialmente cheia, o que arrancou dele uma risada antes de se levantar. — Se não voltar logo, eu como a minha e a sua.

Ele se afastou rindo, e eu fiquei sozinha por exatos quinze segundos antes de a cadeira dele ser ocupada.

Por Claire.

— Ah, não — protestei, baixando o garfo. — Sinceramente, já não está satisfeita com o nervoso que me fez passar mais cedo e quer estragar minha festa também?

— Eu gostaria muito de entender, Zara, o motivo dessa sua hostilidade.

Gargalhei, genuinamente surpresa com a audácia daquilo.

— Você só pode estar brincando.

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