Silvia entrava no restaurante de um hotel sofisticado ao lado de Cássio, uma das mãos descansando em seu braço em um gesto íntimo demais.
Ao entrar todos os olhavam.
Com um vestido tubinho vermelho que mostrava os contornos de seu corpo, ainda não aparentando sinais da gravidez, combinando com o batom em sua boca, e uma sandália alta cor de cobre que evidenciava ainda mais as suas pernas.
Ela sabia que chamava atenção, o que não sabia é que a atenção que chamava naquele momento não era do tipo que ela apreciava.
Cássio era um homem conhecido, e mesmo que ele tentasse a todo custo esconder Helena, os Duarte eram importantes demais, e todos sabiam que ele era casado com a filha deles.
E vê-lo ali, exibindo outra mulher em público como se não fosse nada demais, causava certa repulsa nas pessoas.
Mas ele aparentemente não notava aqueles olhares condenatórios, muito menos Silvia.
Silvia estava se sentindo radiante, conseguirá fazer com que Cássio passasse os últimos dias com ela, ou seja, evitou que ele voltasse para Helena.
Ele tem sido mais difícil de controlar sim, era verdade, mas ela conhecia os homens bem demais. E Cássio seria dela, ela tinha certeza disso.
Agora ela só precisava tirar Helena de vez do jogo.
Assim que se sentaram, o celular começou a vibrar em sua bolsa. Ela estava esperando aquela ligação a mais de um dia, já desconfiando da competência do homem em realizar algo tão simples. Mas agora, diante de Cássio, como ela atenderia?
Cássio vendo a expressão diferente dela, perguntou?
— Algum problema?
— Não, eu só preciso ir no banheiro. Volto já! — disse levantando e já se afastando rapidamente.
Ao chegar no banheiro, finalmente atendeu ansiosa:
— E então?
— Nada feito. — respondeu a voz misteriosa do outro lado. — Um sujeito apareceu do nada e a salvou.
— Mas como isso é possível? Como você pode errar em algo tão simples? — Esbravejou com a voz carregada de irritação.
— Se é simples, por que você mesma não faz? — Desafiou o homem.
— Você está louco? Você sabe que não posso me envolver. Aliás... lembre-se que não sou só eu que vou ganhar com isso.
— Tá, tá... haverá outra oportunidade.
— E espero que tenha êxito da próxima vez. — Bufou frustrada.
— Vou te mandar uma coisa que acho que vai gostar...
— Ah é? O que? — perguntou interessada.
— Você já vai ver... — disse e deligou a ligação.
Em seguida, ela recebeu uma foto em seu celular.
Sorriu friamente encarando-a, olhou seu reflexo no espelho, nenhum fio de cabelo fora do lugar.
Esticou o corpo e voltou para a mesa com a naturalidade de uma predadora vil.
Cássio, ao vê-la voltar, perguntou:



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