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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 261

Cap 68.

O Pacto de Seda e o Gosto do Perigo

Diferente a outra loja, O interior da boutique de departamento de luxo unissex era um labirinto de espelhos, mármore polido e o aroma inebriante de perfumes importados que pareciam flutuar no ar condicionado perfeitamente regulado.

Átila cruzou o limiar da loja com a passos deliberados, mas silenciosos. Naquele momento ele era o mestre da observação, movendo-se pelas sombras das araras de alta costura com uma fluidez predatória, como uma fera perseguindo e observando sua presa a distancia.

Ao longe, ele avistou o grupo.

Selene examinava um conjunto de alfaiataria com olhos críticos; Gildete parecia perdida em pensamentos, ainda segurando a sacola de Ryuk como se fosse um escudo, e Maju, com seu vestido de flores, ainda parecia processar o encontro desastroso com Axel. Elas estavam distraídas, mergulhadas no ritual feminino do consumo, o que dava a Átila a janela de oportunidade perfeita.

— Bom... — ele sussurrou para si mesmo, um sorriso invisível brincando no canto dos lábios. — Posso fazer meus próprios planos agora que ela está fora daquelas paredes de pedra.

Ele serpenteou entre os manequins de gesso, mantendo-se fora da linha de visão periférica de Selene. Ele conhecia os ângulos daquela loja; sabia onde os pontos cegos se escondiam atrás das colunas revestidas de veludo.

Katleia estava um pouco afastada, dedilhando distraidamente o tecido de um xale de seda. Ela parecia flutuar em um mundo próprio.

Átila parou atrás de um expositor de bolsas de couro exótico. Ele esperou o momento exato em que Katleia levantou o olhar, procurando por algo, ou por alguém.

Ele ergueu a mão, um sinal breve, apenas um movimento de dedos que capturou a luz do teto.

Os olhos de Katleia se arregalaram. Ela o viu.

A surpresa inicial deu lugar a uma centelha de travessura e medo. Ela olhou para as amigas, certificando-se de que estavam ocupadas discutindo tons de bege, e caminhou em direção ao fundo da loja, onde os vestidos de festa se amontoavam em uma cascata de cores profundas.

Quando ela dobrou o corredor de seda, Átila já estava lá, encostado em uma parede de espelhos, observando-a com uma intensidade que parecia consumir o oxigênio do pequeno nicho.

— O que você está fazendo aqui? — ela sussurrou, a voz ofegante, o coração batendo visivelmente na base do pescoço. — Você enlouqueceu?

— Talvez — ele respondeu, aproximando-se um passo, o suficiente para que ela sentisse o calor irradiando do corpo dele. — Mas descobri que a minha tolerância para ficar longe de você diminuiu drasticamente nas últimas horas. Diga-me... está a fim de sair daqui?

Katleia recuou meio centímetro, as costas encontrando a maciez dos tecidos pendurados.

— Agora? Com elas aqui? Átila, se a Selene nos vir, você não vai apenas levar uma almofadada. Elas vão te linchar em público.

— Eu pago o preço — ele disse, com um descaso charmoso que a fez estremecer. — O meu dia parece ter sido cancelado por falta de sanidade geral da família. Todo mundo decidiu tirar folga dos seus papéis habituais. Por que nós não podemos fazer o mesmo? Quero aproveitar esse dia mas em grande estilo.

— Eu não posso simplesmente desaparecer — ela tentou argumentar, mas a resistência estava morrendo.

A presença dele era magnética demais, uma força gravitacional que a puxava para fora de sua zona de conforto.

Átila não respondeu com palavras. Ele se virou para o cabideiro de alta costura ao lado deles. Seus dedos longos e ágeis deslizaram pelos tecidos até pararem em uma peça específica.

Ele a puxou com um movimento fluido.

Era um vestido longo, de um azul-meia-noite tão profundo que beirava o preto, feito de uma seda pesada que brilhava como óleo sobre a água.

A frente era austera, com uma gola alta e elegante, mas o verdadeiro segredo estava na construção, as costas eram completamente nuas, um decote que descia em um "V" vertiginoso até o início da lombar, sustentado apenas por duas tiras de seda tão finas quanto fios de teia de aranha.

— Isso vai ficar perfeito em você — ele declarou, entregando o cabide a ela. — O contraste da seda escura com a sua pele... vai ser um crime contra a saúde pública.

Katleia olhou para o vestido, a mão subindo para tocar a seda fria. Era lindo. Era perigoso. Era exatamente o tipo de coisa que ela nunca teria coragem de escolher sozinha.

— Eu não posso aceitar isso. É demais eu nunca usei esse tipo de roupa.

Átila inclinou-se, o rosto a centímetros do dela. O cheiro de menta e perigo que ele exalava a envolveu completamente.

— Senhor... sinto muito, eu não sabia. Como posso servir? — ela sussurrou, a voz carregada de um respeito que beirava o temor.

— Prepare estas peças — ele disse, selecionando mais dois conjuntos casuais e um par de saltos que combinariam com o azul do vestido. — E certifique-se de que a saída lateral esteja livre de qualquer... interferência, além disso... aquele vestiário esta interditado.

— Imediatamente, senhor.

Átila pegou as peças adicionais e caminhou em direção à área dos vestiários. Ele precisava vê-la.

Ele entrou no corredor acarpetado, estava a poucos metros da cabine onde Katleia estava, as roupas penduradas em seu braço, quando uma voz afiada cortou o silêncio do corredor.

— Onde você pensa que está indo com tanta pressa, querido?

Átila parou bruscamente. Ele não precisava se virar para saber quem era. O perfume floral excessivo e o tom de voz carregado de uma arrogância hereditária eram inconfundíveis.

— Rose — ele disse, sua voz tornando-se uma barreira de gelo absoluta enquanto ele se virava lentamente.

Rose estava parada na entrada do corredor dos vestiários, os braços cruzados, vestindo um conjunto vermelho que parecia gritar por atenção. Seus olhos brilhavam com uma malícia triunfante.

— Você entra em uma loja dessas, ignora o mundo e corre para o setor de provadores femininos com roupas nos braços... — Ela deu um passo à frente, um sorriso cruel dançando em seus lábios perfeitamente pintados.

— é um novo fetiche que desenvolvi, você nem vai gostar de olhar. — ele disse com deboche.

— Não vai me cumprimentar, Átila? Não vai dar um beijo na sua noiva oficial? Afinal, os nossos pais acabaram de selar o acordo. Você é meu agora.

Olá, meninas! Eu já tinha deixado um aviso aqui, mas vou avisar de novo, de ressalva, devido ao tamanho do livro e ao fato dele ser quatro volumes. Em sete dias oficialmente, ele será concluído aqui na bue, mas as histórias continuam, porque são mais de um livro, Ele terá ainda mais cinco atualizações.

Mas, se quiser continuar os outros volumes, é só me mandar mensagem no perfil cristinacristeyCec. Eu não vou deixar vocês sem acompanharem os outros volumes, então basta enviar mensagem dizendo que vem da bue e receberá seus privilégios. Abraços.

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