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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 266

Cap. 73

O Segredo do Mármore e o Som da Água

(POv. Katleia.)

Seguimos para o elevador. Assim que entrei, o espaço parecia ter ficado quente e abafado quando ele entrou e as portas se fecharam. Ele se mantinha de pé na minha frente, me encarando.

Naquele momento, eu não conseguia pronunciar qualquer palavra. Só de pensar que eu mesma pedi para não ir para casa já era vergonha suficiente.

— Então... — ele suspirou, pensativo, guardando as mãos nos bolsos como se estivesse evitando tocar em mim. — Eu vou deixar você aproveitar o quarto quando chegarmos lá. Vou deixar você usar a hidromassagem enquanto resolvo uns assuntos no telefone. Está bem?

— Você não vai tomar banho comigo? — perguntei instintivamente, e minhas bochechas coraram. Só me dei conta da pergunta quando já era tarde. Ele me encarou como se me analisasse, confuso.

— Bom... melhor não arriscar. Até porque... uma vez dentro, eu vou querer estar dentro, e não me peça para explicar do que estou falando.

Comprimi os lábios e apertei os olhos. Eu entendi bem o que ele queria dizer. Imagina se eu contasse a ele que já escrevi alguns romances eróticos e esse tipo de linguagem não passa despercebido por mim... Caraca! Eu não vou contar isso nunca!

Quando entramos, me deparei com um lugar deslumbrante. Como ele havia dito, era uma suíte excepcional. Tinha uma hidromassagem que poderia caber até dez pessoas, centralizada no salão. A cama... nossa, redonda e enorme, vista panorâmica para a cidade no vidro fumê, o tapete de veludo no chão era imenso. Com certeza, isso me dava uma inspiração incrível se eu quisesse criar cenas românticas para meu novo casal.

Desde que saí da loja com ele, isso me deu muitos gatilhos para levar meu casal a outro nível. O que me deixava empolgada para saber a que nível eu me levaria com Átila, mesmo que eu não conseguisse ir longe...

Ele se despediu de mim e me deixou em frente à hidromassagem. Não senti medo de me despir ali; além disso, ele prometeu que não apareceria enquanto eu estivesse sem roupa.

Como se ele já não tivesse me feito ficar nua na frente dele.

Céus... corei só de pensar naquela situação.

Apenas deixei o tecido cair, deslizando pelo meu corpo, e de repente, na minha mente, da mesma forma que ele poderia estar me vestindo, ele mesmo poderia estar me despindo.

Não! Afasta esses pensamentos!

Após me despir, finalmente comecei a usufruir daquele lugar, da água morna.

O som da água caindo na banheira de mármore era um eco hipnótico que preenchia a suíte real.

O vapor subia em volutas preguiçosas, carregando o aroma de sais de banho de sândalo e orquídeas.

A iluminação era indireta, em tons de âmbar, refletindo-se nas superfícies polidas e nos vidros do chão ao teto que mostravam a cidade como um tapete de diamantes lá embaixo, acabei me esquecendo dele por um momento enquanto relaxava.

Mas decidir sair da hidromassagem, Minha pele estava quente, levemente rosada pelo calor da água, e eu me sentia estranhamente... poderosa. Talvez fosse o efeito daquela suíte, ou talvez fosse o fato de que Átila me vira quase nua no provador e, apesar de todo o desejo que emanava dele, ele se mantivera um cavalheiro.

Ele tinha o controle. Ele era o mestre da contenção. E, por algum motivo estúpido e impulsivo, eu decidi que queria ver aquela barreira rachar.

Eu estava enrolada apenas em uma toalha de algodão egípcio, branca e felpuda, que parecia pesada demais contra a minha pele úmida. Meus cabelos estavam presos em um coque frouxo, e algumas mechas molhadas grudavam no meu pescoço.

Fui procurar ele no outro cômodo onde ele disse que estaria.

Átila estava de pé perto da varanda, com uma taça de cristal na mão. Ele tinha tirado o paletó e a gravata; os primeiros botões da camisa branca estavam abertos, revelando o início do seu peito e a linha forte da clavícula. Ele parecia relaxado, mas os olhos dele me seguiram enquanto eu caminhava em sua direção, descalça sobre o tapete macio.

— Está calor aqui dentro, não acha? — perguntei, deixando minha voz soar um pouco mais baixa do que o normal.

Ele deu um gole lento na bebida, o pomo de adão se movendo em sua garganta.

— É o vapor do seu banho. O ar-condicionado está no máximo.

— Só você está bebendo — observei, parando a poucos centímetros dele. O cheiro do álcool caro se misturava ao perfume dele. — Você não fica... estranho quando bebe?

Átila soltou uma risada curta, um som vibrante que senti no meu próprio peito.

— Estranho? Não. Eu não sou um homem desequilibrado, se é isso que você quer saber. O álcool não altera meu julgamento, apenas o relaxa.

Eu dei um passo à frente, encostando a ponta dos dedos no peito dele, bem em cima do coração. Eu podia sentir as batidas dele, firmes e constantes.

— Eu também não sou desequilibrada — rebati, fazendo bico.

Ele inclinou o rosto para baixo, o olhar fixo no meu.

— Assuma sua condição alcoólica, pequena tigresa. Das últimas vezes que você bebeu, ficou... digamos, um tanto quanto solta. Você fica louca quando bebe.

Eu me aproximei ainda mais, desafiando o espaço pessoal que ele tentava manter. Meus seios, protegidos apenas pela toalha, roçaram levemente em sua camisa.

— E você? — sussurrei, olhando-o por baixo dos cílios. — Você também fica solto quando bebe? O que acontece se você tomar a garrafa inteira?

— Eu ainda bebi apenas umas duas taças — ele respondeu, sua voz tornando-se uma oitava mais grave. — E, geralmente, quando eu bebo... eu apenas fico quieto no meu canto. Observando, me deixa calmo demais, mas potencialmente mais perigoso, assim Adon e Axel diz, eu não hesito em ser implacável se tiver que ser.

— Então eu não quero que você beba mais — eu disse, pegando a taça da mão dele com uma audácia que eu não sabia que possuía e colocando-a sobre a mesa lateral. — Quero que você preste atenção em mim.

Átila cruzou os braços, observando meu jogo com uma sobrancelha erguida. Havia um brilho perigoso em seus olhos, uma centelha que eu, em minha ingenuidade, achei que poderia controlar.

— Você quer fazer algo mais esta noite, Katleia? Algo que não envolva banhos de espuma e contemplação da cidade? Eu não tenho nenhum plano além de te mostrar lugares a menos que você queira algo mais.

— então... você deve ter pensado bem no que faria hoje... pode só olhar?

— Você pensou que eu era de gelo? — ele interrompeu, o olhar cinzento agora escurecido por uma fome crua. — Você achou que, porque eu te respeitei no provador, eu não desejava rasgar aquele vestido e te marcar como minha?

De repente, ele me girou de costas para ele e me empurrou contra a cama imensa. Eu caí de bruços sobre o edredom de seda, a força do movimento fazendo meu corpo inclinar-se para frente. Eu tentei me virar me desvencinhar e engatilhar para o outro lado, mas seus braços em volta de meu quadril me puxaram de volta para ele, se posicionando atrás de mim entre minhas pernas, seu corpo pairando sobre o meu, mas seu quadril completamento pressionado em meu traseiro como se quisesse realmente fazer algo.

Eu estava praticamente de quatro, meus cotovelos apoiados na cama com ele duro atras de mim mesmo que ainda vestido, sentindo a vergonha arder em meu rosto.

A toalha quase já era, havia se soltado um pouco no topo, revelando todas as minhas costas nuas até a linha da cintura, eu tentei fechar para cobrir meus seios. mas travei, sentindo o ar frio da suíte na minha pele e o calor irradiando dele pressionado em meu traseiro com sua mao segurando a curva de minha cintura me ancorando a ele e me mantendo imóvel ali, eu nem tive reação de me mover ou... o que eu deveria fazer...

— O que vai dizer agora? — ele perguntou me puxando meu quadril ainda mais para ele e sentir ele se pressionar em mim mesmo com a calça sentir ele roçar e comprimir os lábios para conter qualquer emoção ou gemido, era impossível não sentir a pressão dele atrás de mim mesmo que a toalha me protegesse e ele estivesse de calça.

Então, eu senti, ele se inclinar mais, senti sua respiração em minhas costas.

A língua dele deslizou sobre a minha pele, traçando uma linha úmida e quente bem no centro das costas, seguindo o caminho da minha coluna. Eu soltei um gemido baixo quando ele se atreveu a subir a toalha, ele não a arrancou, so a puxou o suficiente para que eu sentisse ainda mais o quanto ele estava duro, arfei apertando os lençóis entre os dedos institivamente ele acabou me fazendo encurvar ainda mais a coluna fazendo com que ficasse ainda mais exposta a ele.

Ele depositou um beijo demorado ali, na base do meu pescoço, e sua voz veio como um sussurro no meu ouvido.

— Não se engane, Katleia. Jamais confunda meu controle com falta de desejo. Se fosse por mim, se eu não me importasse com a sua fragilidade, nós já teríamos feito coisas nesta cama que você nem ousaria lembrar amanhã sem corar de cima a baixo.

Eu estava paralisada. Eu sentia cada centímetro do corpo dele contra o meu, a urgência que ele tentava dominar, mas que agora estava exposta.

— Ah... Katleia com apenas um movimento... você descobriria qual seria a sensação de estar dentro de você agorinha.

Uma das mãos dele deslizou por debaixo da toalha, contornando a curva do meu traseiro com uma carícia lenta e possessiva ele me tocou entre minhas pernas senti ele tocar minha intimidade e a umidade vir em seus dedos após ele fazendo um movimento circular que fez meu quadril se pressionar ainda mais encontrando o volume de seu membro.

O toque foi o limite para mim. O pânico e a excitação se misturaram em uma confusão sensorial que me fez reagir.

Eu me impulsionei para frente, fugindo do toque dele, e puxei um lençol que estava dobrado na ponta da cama, enrolando-me nele como se fosse uma armadura, enquanto me encolhia perto da cabeceira.

Átila permaneceu onde estava, ajoelhado na cama, observando-me com um sorriso de escárnio puramente masculino e triunfante.

Ele não parecia nem um pouco arrependido, parecia um predador que acabara de mostrar as garras.

— Está assustada agora? — ele perguntou, limpando o canto da boca com o polegar, um gesto de uma sensualidade brutal. — Não tem coragem de ir adiante com as provocações? Se tem uma coisa que não sou adepto... é alguém deduzir que eu sou certinho.

Eu o encarei, o peito subindo e descendo freneticamente, tentando recuperar a minha dignidade estilhaçada.

— Não podia ter... só levado na esportiva? — perguntei com a voz falha quase sumindo.

— Ninguém nunca te ensinou, Katleia? — ele continuou, sua voz voltando ao tom calmo e analítico, mas com uma borda de perigo que eu nunca esqueceria. — Ninguém te ensinou que não se deve provocar um homem? Especialmente um homem que já está lutando contra todos os seus instintos para não te tomar aqui mesmo, neste exato segundo?

Naquele momento... as regras de segurança que eu pensava que existiam haviam sido queimadas no momento em que ele levou os dedos que havia tocado em minha intimidade aos lábios provando.

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