Entrar Via

Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 275

Olá, meninas!

Eu deixei vários avisos antes, mas sei que essa mudança seria difícil para muitas de vocês, então não achei justo simplesmente parar tudo assim.

Minha editora havia pedido para encerrar o livro, mas eu não posso finalizar a história sem que o enredo seja desenvolvido da forma adequada e todos os pontos sejam fechados. Ainda há muita coisa para acontecer, e por isso eu vou continuar postando — principalmente para as meninas que preferem acompanhar por aqui.

Lembrando que, depois de Átila, ainda teremos mais duas histórias. E, assim que eu encerrar Átila aqui, vou postar Axel separadamente, para evitar os mesmos problemas que tivemos antes — que, aliás, eu assumo totalmente a culpa.

Peço desculpas, de verdade, pela falta de atualizações. Nunca fui indiferente com vocês, e sou muito grata, de coração, por estarem acompanhando e gostando da história. 💛

Cap.82 O Predador de Sobretudo

(pov. Axel)

O corredor do luxuoso hotel Felix exalava um perfume caro e uma falsa sensação de ordem que me dava náuseas. Eu caminhava a passos lentos, o som das minhas botas ecoando contra o tapete aveludado, as mãos enterradas nos bolsos do meu sobretudo escuro. Eu estava desnorteado, uma sensação rara para alguém como eu.

Átila, o homem que planejava cada movimento como um mestre de xadrez, fora drogado.

Por Rose. O pensamento era quase cômico se não fosse mortalmente perigoso.

Como ele pôde cair em algo tão primário? Onde estava a guarda dele? Eu viera para o hotel para limpar a sujeira que eu sabia que ficaria para trás, mas não esperava que o cenário fosse tão... degradante.

Para ser sincero eu estava pronto para ver um assassino desleal sendo a vitima de alguém.

Eu seguia pelo corredor lateral, a poucos metros da suíte principal, quando o som de gritos agudos e o baque de corpos contra a parede cortaram o silêncio estéril do andar.

Parei por um segundo, inclinando a cabeça. Eu vi Seguranças.

Eu via os vultos de homens engravatados se movendo freneticamente perto de uma das saídas de serviço.

Meu primeiro instinto foi ignorar, o mundo estava cheio de idiotas apanhando em hotéis. Até que ouvi o som de um tapa seco.

Um estalo que ressoou pelo corredor, seguido por um arquejo de dor puramente feminino e familiar, muito familiar como eu não queria que fosse.

— Você é só uma pirralha abusada! — A voz de Rose rasgou o ar, estridente e carregada de uma arrogância que me fez arquear uma sobrancelha.

E então, eu ouvi o contra-ataque.

— Deixa ela em paz! Ela é só uma criança, sua covarde! — O grito veio de uma garganta que eu reconheceria no inferno. Mima.

Era claramente a voz dela. O tom de desafio misturado com um desespero protetor, me fez tremer, de quem ela estava falando? Senti um formigamento estranho na nuca, uma mistura de curiosidade e um instinto sombrio que eu preferia manter trancado.

Aproximei-me sem pressa, as solas dos meus sapatos não fazendo barulho algum. Eu era uma sombra observando o espetáculo.

Rose estava parada no meio do corredor, o vestido vermelho amassado, a maquiagem levemente borrada, mas com um brilho de triunfo maligno nos olhos, mas o sangue ferveu quando desgraçadamente eu vi o que menos desejava que fosse.

Maju estava jogada no chão, a mão pressionando a bochecha onde um vergão vermelho subia. Ela tremia, as lágrimas escorrendo silenciosas. Mima estava ajoelhada ao lado dela, abraçando-a com uma força possessiva, os olhos faiscando como brasas tentando a proteger das agressões.

— Ela não era criança quando estava me atacando junto com aquela outra vadia e você! — Rose cuspiu, ajeitando o cabelo. — Ensinem uma lição a essas duas. Tirem-nas daqui, mas garantam que elas se lembrem de quem manda nesta cidade.

Cap.82 1

Cap.82 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!