Cap.116
A parede fria do banheiro contra as costas de Katleia servia como o contraste perfeito para o calor vulcânico que emanava de nossos corpos. Eu a mantinha prensada ali, sentindo cada centímetro de sua pele vibrar sob a minha. O azulejo gelado fazia sua pele se arrepiar, e eu sentia cada pequeno relevo se marcando contra ela, enquanto a carne dela queimava contra a minha, após o primeiro extase.
Com uma das mãos, lutei brevemente com o cinto e o zíper. O metal frio do botão contra meus dedos trêmulos foi um obstáculo quase insuportável.
Finalmente, liberei minha ereção que pulsava, dolorida de tanta antecipação. O ar do banheiro, carregado de vapor e cheiro de cera derretida, tocou a pele sensível e eu quase gemi só com isso.
Ela interrompeu o beijo por um segundo, mas não se afastou.
Katleia desceu os lábios pela minha mandíbula, lábios macios, úmidos, quentes, distribuindo beijos suaves, quase reverentes, que me fizeram apertar os olhos com força.
“Caralho, isso é tão bom...” o pensamento rugiu na minha mente enquanto as mãos dela deslizavam da minha nuca até meus cabelos, puxando levemente os fios molhados, me ancorando nela como se eu fosse um barco prestes a naufragar.
A ponta dos dedos dela arranhava meu couro cabeludo, e cada arranhão era um choque elétrico descendo pela minha espinha.
Meu membro estava duro como pedra, latejando, exigindo o que era seu por direito.
Afastei o tecido fino do short dela para o lado, o algodão molhado e grudento oferecendo apenas uma resistência simbólica, e, lentamente, a afastei da parede apenas o suficiente para encaixá-la.
Não tive pressa.
Apreciei cada milímetro daquela invasão. Senti a ponta roçar a entrada úmida, deslizar sobre a pele macia, encontrar a resistência suave que cedia aos poucos.
Fui entrando, centímetro por centímetro, sentindo o aperto quente e molhado de Katleia me recebendo, me envolvendo, me abraçando de dentro para fora.
Ela apertou meus ombros com força, as unhas cravando levemente na minha pele, deixando marcas que eu carregaria com orgulho.
Vi seu rosto se contorcer na penumbra da luz das velas, uma mistura crua de prazer, choque e ansiedade.
Suas sobrancelhas se juntaram, seus lábios se separaram, e um pequeno suspiro escapou antes que ela se mordesse para se calar.
Quando finalmente me encaixei todo, até a base, até sentir que não havia mais espaço, até sentir o fundo quente dela me apertando, Katleia soltou um suspiro pesado. Um som que parecia carregar o peso dos últimos dias, que passamos separados.
Eu grunhi. Um som animal que veio do fundo do peito, que ecoou no banheiro como um rugido abafado.
Meu olhar era feroz, possessivo, naquele momento, não havia máfia, não havia perigo, não havia culpa. Só havia o fato brutal e absoluto de que ela era minha.
Segurei sua mandíbula com uma das mãos, o osso delicado se encaixando perfeitamente na minha palma, e guiei seu polegar entre os lábios dela.
Ela o chupou com vontade, a língua quente e úmida enrolada no meu dedo, os olhos fixos nos meus. A visão era tão erótica que meu abdômen se contraiu.
Na primeira estocada, Katleia fechou os olhos com força, sentindo o impacto do meu corpo contra o dela. Seu corpo inteiro se arqueou, os seios pressionando contra meu peito, os mamilos ainda rígidos roçando minha pele molhada.
O prazer era tanto que a ideia de ficar parado sob o chuveiro se tornou impossível.
— Por agora, esquece o banho, ok? — murmurei contra o ouvido dela, minha voz uma vibração rouca que fez seus pelos se arrepiarem.
Não a soltei.
Carreguei-a para fora do banheiro, *ainda encaixado*, sentindo cada passo que eu dava ecoar dentro dela.
A água escorria dos nossos corpos, pingando no chão do quarto, misturando-se ao cheiro de cera e sexo.
Katleia pressionou a testa contra a minha, os olhos apertados, os lábios entreabertos, tentando conter a avalanche de sensações.
Cada movimento que eu fazia para andar fazia meu corpo se mover dentro dela, e eu a sentia se contrair, se apertar, se agarrar a mim como se eu fosse a única coisa sólida em um mundo que se desfazia.
Deitei-a na cama com um cuidado que contrastava com a fome que eu sentia. Seu corpo afundou nos lençóis ainda úmidos de suor e água, e eu me curvei sobre ela como um predador sobre a presa.
Afastei suas pernas, mantendo a conexão, sentindo o aperto dela se ajustar ao novo ângulo, e comecei a me movimentar.
Não era mais um movimento. Era uma dança ou uma oração.
Katleia arregalou os olhos, olhando para a porta trancada do quarto com pavor. Seus olhos castanhos estavam enormes na penumbra, fixos na madeira escura como se esperasse que a qualquer momento alguém fosse arrombá-la.
Ela apertava os lábios com tanta força que o sangue parecia sumir deles, lutando desesperadamente para não gritar a cada estocada, para não gemer, para não deixar escapar nenhum som que denunciasse o que estávamos fazendo, enquanto a chuva abafava o barulho de meu corpo se chocando contra o dela.
Eu me inclinei sobre ela, beijando sua testa. Senti o suor começar a brotar em nossas peles sob a luz vacilante das velas.
O cheiro dela preenchia minhas narinas e me embriagava.
Ela tirou as mãos dos lábios, atônita, o peito subindo e descendo com violência. A camisa do pijama estava aberta, jogada para os lados, seus seios expostos à luz dançante das chamas. Os mamilos estavam duros, avermelhados, marcados pela minha boca.
— Devagar... devagar... — ela implorou num sussurro quebrado, a voz falhando no meio da frase. — Se não, eu não vou aguentar... e eles vão ouvir...
— Você pode gemer nos meus lábios, a chuva não vai deixar ninguém ouvir — respondi.
E silenciei qualquer outro protesto arrebatando a boca dela com uma intensidade que quase nos deixou sem ar.
Segurei suas duas mãos no topo da cabeça, entrelaçando nossos dedos. A cama rangeu suavemente em baixo de nós. As velas crepitaram ao redor, suas sombras dançando nas paredes como testemunhas silenciosas.
Katleia se contorceu.
O corpo dela entrou em espasmos de puro prazer, ondas que começavam no centro e se espalhavam para os braços, para as pernas, para a ponta dos dedos.
Ela arqueou as costas, seus seios pressionando contra meu peito, seus mamilos roçando minha pele molhada.
Seus dedos se apertaram entre os meus, e eu senti suas unhas cravarem nas minhas costas da mão.
Parecíamos dois loucos. Insaciáveis.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!