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Romance Proibido romance Capítulo 28

─ Eu não vou sair, só porque você quer. ─ A firmeza na minha voz é minha última barreira contra ele.

Okan suspira, a mão subindo automaticamente aos cabelos negros, que ele desarruma num gesto nervoso. É a primeira rachadura em sua máscara de controle.

─ Você está brincando com o perigo. ─ Sua voz sai baixa, mas cortante, como uma lâmina prestes a ser desembainhada.

Sinto um arrepio correr pela espinha, mas não recuo. Não posso.

─ Brincando com o perigo? Você é quem precisa aprender a se controlar.

Seus olhos escuros descem lentamente pelo meu corpo, tão devagar que quase posso sentir o peso do olhar. Meu coração dispara, traidor, enquanto ele continua:

─ Parece tolice me controlar com você vestida desse jeito e enviando sinais tão claros de que está muito afim de mim.

Minha boca abre, pronta para protestar, mas ele não para.

─ Além disso, você não é uma boa influência para minha irmã. Na verdade, quero que você corte relações com ela.

Por um momento, fico sem palavras. Minha mente trava diante da acusação absurda e do tom autoritário que ele usa como se suas palavras fossem lei.

Minha voz finalmente sai, fraca, mas carregada de incredulidade:

─ Uma calça de veludo preta e uma blusa de cashmere branca de gola alta... Isso é o que te provoca?

Ele apenas sorri, um sorriso de canto que exala arrogância.

─ Primeiro, essas roupas marcam cada detalhe do seu corpo. E, segundo, seus olhos... ─ Ele se inclina ligeiramente, como se quisesse me invadir. ─ Cada vez que encontram os meus, gritam por satisfação.

Minha pele se arrepia com o calor em sua voz. Tento me recompor, mas sua próxima fala é uma pancada no meu orgulho:

─ Controlar-me com todos esses sinais? É duro, para não dizer impossível. E, Emily, você é sensual. Qualquer homem que disser que não te deseja está mentindo.

O silêncio se instala por um instante, pesado, denso. Mas ele ainda não terminou.

─ Quanto à Kayra, espero que realmente não a influencie. Se o fizer, irá se ver comigo. E quanto a ficar... ─ Ele dá de ombros, como se me oferecesse uma escolha que não existe. ─ Aguente as consequências depois. Considere isso um aviso. Cabe a você decidir.

─ Loba ou gazela? ─ retruco, minha voz carregada de deboche, embora meu coração bata forte demais para o meu gosto.

Okan não responde. Em vez disso, corta a distância entre nós antes que eu possa recuar. Meu corpo congela no lugar, e minha mente grita para eu me mover. Mas é tarde demais.

Seus braços me envolvem, firmes e decididos. Ele inclina a cabeça, os lábios roçando meu pescoço. O toque quente e inesperado faz minhas pernas vacilarem. Quando sua língua desliza pela minha pele, eu fecho os olhos, um estremecimento me atravessando.

O grito morre na minha garganta, sufocado pela intensidade do momento. Okan sorri contra minha pele, como se soubesse que venceu. Seus lábios encontram os meus, suaves no começo, mas cheios de propósito.

Quando percebo, estou inerte em seus braços. Ele murmura ao pé do meu ouvido, sua voz rouca e repleta de possessividade:

─ Não importa. Gazela ou loba.

Minha respiração está ofegante, mas reúno força para empurrá-lo, ainda que meu corpo lute contra a distância.

─ Solte-me! ─ exijo, mais para mim mesma do que para ele.

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