Suas mãos deslizam pelos meus cabelos, como se fossem feitas para me acalmar, e ele beija o meu rosto devagar, com cuidado. Como um homem que ama uma mulher faria. Esse carinho me atordoa mais do que qualquer beijo ou toque apaixonado. Meu cérebro não consegue processar a doçura do gesto, e, ainda assim, meu corpo se rende mais uma vez.
Logo, eu me perco. Vou sendo levada como uma musicista hipnotizada por sua própria melodia, entrando lentamente naquela bolha de novo. Agora, tudo é doce, quente e envolvente. Seus beijos molhados percorrem a minha pele, cada um um sussurro silencioso de adoração. Seu nariz desliza, aspirando meu cheiro, como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo.
Palavras em turco escapam de seus lábios quando ele beija meu rosto, e elas soam tão belas, tão íntimas, que eu estremeço. Não entendo o significado, mas permito-me acreditar que são palavras de amor.
Gemo baixinho, minha respiração entrecortada, os lençóis se prendem em meus dedos, meus pés se enroscam nos dele. Minhas mãos deslizam por suas costas, apertando, tocando, buscando. O que quer que fosse apenas desejo agora se mistura com algo muito maior, muito mais profundo.
Eu o beijo com carinho, com amor. Minhas mãos dizem o quanto eu gosto dele; meus sussurros, o quanto eu o quero.
Ele para e paira sobre mim. Abro os olhos e encontro os dele, que me fitam com doçura. Ele sorri de leve, um sorriso que me faz perder o ar. Está me preparando para recebê-lo novamente.
Seu membro me invade devagar, alargando-me, tomando-me por inteira. Meu corpo ainda se contrai com o desconforto, mas, ao mesmo tempo, há uma satisfação secreta em ser preenchida por ele. Tudo em mim pulsa, quente e vivo.
— Relaxe... — ele murmura serenamente. — Prometo que irá gostar. Confie em mim.
Sua voz é como um bálsamo, e eu respiro fundo. Aos poucos, o desconforto se desfaz, e o prazer toma seu lugar. Começo a me entregar. Logo, gemidos baixos escapam dos meus lábios, e meus olhos se fecham quando o êxtase começa a tomar conta de mim.
Vejo Okan de olhos fechados, movendo-se dentro de mim com uma paixão que me deixa tonta. Ele os abre de repente, procurando os meus, e encontro neles algo que nunca vi antes. Algo que me consome e me aquece por dentro.
— Ah... — sussurro quase sem querer.
As ondas de prazer se intensificam. Sinto cada movimento dele, cada toque, cada investida, tudo me levando mais alto, mais fundo. Meu corpo inteiro reage, tremendo, se apertando ao redor dele, enquanto minha mente se dissolve.
Isso... isso...
— Isso! — minha mente grita em silêncio, quase podendo dizer em voz alta.
O clímax explode dentro de mim, arrebatando-me por completo. Gemo alto, meu rosto pega fogo, minhas mãos se cravam em suas costas, e eu me desfaço em mil pedaços de puro prazer.
Okan estremece sobre mim, seus músculos rígidos, a respiração entrecortada. Um gemido rouco escapa de seus lábios enquanto ele também atinge o limite. Suas investidas permanecem firmes, intensas, até que, finalmente, ele desaba, apoiando-se nos braços para não esmagar meu corpo.
Sua respiração quente e densa sopra no meu ouvido, e tudo ao redor parece calmo, como o silêncio após uma tempestade.
Então, ele olha para baixo, e algo o faz franzir a testa. Uma sombra cruza seu rosto. Ele respira fundo e se ergue, afastando-se lentamente. Não olha para mim, seus lábios entreabertos, a respiração ainda instável.
Vejo a veia de sua garganta pulsar forte, o coração batendo rápido, mas sua expressão é distante, perdida em pensamentos que não consigo alcançar.
Ele rola para o lado e fica olhando o teto, pensativo. Muito pensativo.
Eu me cubro com o lençol, sentindo o peso do vazio se instalar. Não sei o que pensar. Não sei o que sentir. Só há silêncio dentro de mim e uma apreensão crescente que aperta meu peito.
Okan
Sinto os olhos dele em mim. Mesmo relutante, viro o rosto. O olhar de Okan é desamparado, cheio de sentimentos que ele não consegue esconder. Isso me dá vontade de correr, fugir dali e chorar até não restar mais nada.
Deus, preciso ficar sozinha!
Levanto-me, levando o lençol comigo, e caminho até o banheiro. Assim que tranco a porta, finalmente desabo. Choro. E choro muito, como se pudesse expulsar toda a tristeza que ameaça me consumir.
Lembro-me da imagem dele, olhando para baixo, desconfortável, resmungando algo. Agora entendo o motivo. A camisinha provavelmente estourou. E o sangue, meu sangue, confirma tudo.
Entro no chuveiro e deixo a água quente escorrer pelo meu corpo. Vejo o rastro avermelhado misturado ao sêmen dele escorrer pelo ralo, levando consigo os restos daquele momento.
Não vou me preocupar com isso agora! Respiro fundo, tentando acalmar meu coração. Preciso reagir. Preciso me recompor.
Com raiva, lavo o rosto, enxugando os últimos vestígios de choro. Visto minha camisola de flanela e encaro meu reflexo no espelho. Estou viva. Estou aqui. E acabou.
Quando saio do banheiro, encontro Okan ainda deitado, na mesma posição, olhando para o teto. Meu coração se aperta. Não tenho o direito de me sentir triste ou magoada. Eu sabia como seria. Mas ver ele assim, perdido, culpado, é o que realmente me destrói.
Não quero prolongar isso. A voz firme sai quase por instinto:
— Acho melhor você ir. O que está fazendo ainda no quarto?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Romance Proibido
Não consigo liberar para leitura, mesmo tendo saldo disponível....
Fiz a compra e não desbloqueia para ler , falta de respeito com o leitor!!!...