A batida eletrônica vibrava pelo chão da boate como se tivesse vida própria, subindo pelas pernas e pelo peito de quem atravessava aquela porta. As luzes de LED cortavam o ambiente em feixes coloridos, alternando rosa, azul e violeta, lançando reflexos hipnotizantes sobre os corpos que se moviam ao ritmo da música.
Assim que as três entraram, Ísis ergueu as mãos para o alto, já rindo, já vibrando, completamente energizada pelo clima ao redor.
— Gente… — ela disse, colocando a mão no peito, teatral. — Essa é oficialmente a primeira vez que EU, Ísis Murphy, entro numa boate sem enfrentar fila. O sobrenome Holt é um passe livre pra tudo mesmo. Sério, essas portas se abriram igual mar Vermelho pra Moisés. Estou impactada.
Laura riu, aquela risada viva, cheia de presença.
— Aproveita, amiga. — respondeu. — Porque, junto com o passe livre, vem um pacote completo de drama, terapia e segurança até no banheiro.
Olívia apenas sorriu, discreta, as mãos deslizando pelo próprio vestido como quem checa se está tudo no lugar. Havia algo dentro dela que ainda vibrava — resquício da briga com Liam, do beijo, da confusão emocional — mas ela empurrou tudo para o fundo. Era noite de dançar. De esquecer.
— Meus amigos estão perto do bar. — avisou Ísis, apontando na direção do fundo da boate. — Vem, que eu vou apresentar as estrelas da noite.
Elas avançaram pela pista lotada, desviando de corpos que dançavam, copos erguidos, casais grudados, grupos rindo alto. As luzes coloridas cortavam o ambiente num ritmo frenético, pintando o rosto das três em tons de roxo, azul e violeta.
Perto do bar, um grupo já as esperava.
Um homem negro, alto, ombros largos, camisa branca abraçando o peitoral, um sorriso escandaloso nos lábios; ao lado dele, um rapaz moreno, alto, absurdamente forte, porém mais sério, camisa vermelha; duas mulheres — uma ruiva, outra morena — já meio soltas no ritmo, copos na mão.
Ísis se adiantou.
— Gente, essas são Laura e Olívia. — disse com orgulho. — Laura é irmã do meu chefe… e Olívia é a esposa dele. A gravidinha mais linda de Nova York.
O homem negro levou uma mão ao peito, como se tivesse levado um tiro.
— Bicha… — disse, encarando Olívia de cima a baixo — …a sua beleza ofusca o meu brilho. Não tem condições.
Antes que Olívia pudesse reagir, ele pegou a mão dela e a girou devagar.
— Olha que ESCÂNDALO essa mulher. — anunciou, alto. — Desnecessário isso, sinceramente. Injusto. Até ofensivo.
Olívia caiu na risada, meio sem jeito. As bochechas coraram na mesma hora.
— Você está exagerando. — murmurou.
— Eu não exagero, eu relato. — ele retrucou, sorrindo. — Davi, prazer. Amigo oficial da Ísis, quase sócio dela em más decisões.
Ele soltou a mão de Olívia e virou-se para Laura, fazendo cara de quem acabava de ver alguma coisa muito importante.
— E você, poderosa… — apontou, examinando-a com atenção — …se eu gostasse da fruta, me casaria com você AGORA. — disse, e se afastou um pouco, teatral. — Olha esse glow, gente. — comentou. — Parece que ela acordou, tomou um banho de luz e veio.
Laura jogou o cabelo, entrando na brincadeira sem esforço.
— Bem que você disse que esse teu amigo é uma tentação. — comentou, divertida. — Se eu beber demais, vou querer casar com ele e esquecer que ele gosta de pirulito igual a mim.
— Fica tranquila. — Ísis respondeu. — Ele só casa se o boy tiver mais de um metro e noventa, seis dígitos na conta e zero paciência pra drama. Você só cumpre os requisitos de drama.
Laura gargalhou, jogando o cabelo para trás.
— Então fechou: namoro na amizade. — ela piscou. — Sem obrigação, só benefícios emocionais.
A música eletrônica tomou conta delas, puxando seus corpos como ondas. Ísis dançava com energia e precisão, como alguém que nasceu para o ritmo. Laura era pura presença. Cada movimento natural, intenso, irresistível. Olívia dançava com elegância, sem exagero, mas com uma sensualidade espontânea que chamava atenção.
Depois de um tempo, já um pouco cansada, Olívia colocou a mão na barriga.
— Vou descansar um pouco. — disse, ofegante de leve. — E me hidratar.
Laura assentiu, ainda dançando.
— Vai lá, cunhadinha. — Laura mandou um beijo no ar. — Se alguém te encher o saco, grita que a tropa entra em ação.
Olívia riu e caminhou até o bar para recuperar o fôlego. O balcão estava quase tão cheio quanto a pista, mas ali havia uma sensação de “respiro”, mesmo com o som ecoando alto. Algumas pessoas estavam sentadas em banquetas, outras encostadas, copos na mão, em conversas que variavam entre grito e confidência.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato
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Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...
Sera que existe liam na vida real super protetor?...
Liberem os próximos capítulos super ansiosa.... Liam e ta surpreendendo depois de ser tão mulherengo.......
195 desbloqueio da sequência desses capitulos...
Estou tento de ansiedade 🥺esperando o próximo episódio...