Liam marcou a batida com o quadril, colando-os mais. Os lábios dele ficaram perto demais da orelha dela, o hálito quente tocando a pele sensível do pescoço dela.
Olívia fechou os olhos por um instante, amaldiçoando o próprio corpo por reagir tão facilmente. A raiva ainda estava ali, viva. Mas o desejo… o desejo conhecia o caminho.
— Está tentando me seduzir, marido? — ela sussurrou, provocante.
— Já fiz isso há muito tempo. — ele murmurou, a voz grave roçando a pele dela. — Seu orgulho não te deixa admitir.
As mãos dele deslizaram pela lateral do corpo dela, subindo devagar até a linha do estômago. Não ultrapassaram o limite do decente… mas chegaram perigosamente perto.
A outra mão permanecia firme na cintura, guiando, controlando, marcando território.
Olívia rebolou de propósito, roçando o corpo no dele com uma provocação medida — calculada para atingir exatamente o ponto onde o autocontrole de Liam sempre começava a rachar. Seus olhos, fixos à frente como se ele não existisse, eram a maior afronta.
E Liam sentia cada detalhe. Sentia como se aquela indiferença dela tivesse sido feita sob medida para feri-lo.
Então ela virou lentamente, os braços deslizando pelo pescoço dele, trazendo-o para perto o suficiente para provocar e não o suficiente para ceder.
— Você acha que vai resolver as coisas com uma dança, Liam? — ela perguntou, a voz baixa, carregada de deboche elegante.
— Acha mesmo que vai ser fácil pra você? Que eu não percebi que está aproveitando esse momento… pra tentar convencer o mundo de que somos “reais”?
Era acusação. Era ironia. Era a verdade jogada na cara dele sem dó.
Liam não piscou.
A mão dele apertou a cintura dela — firme, quente, possessiva — como se a resposta estivesse na ponta dos dedos antes de vir à boca.
— Fácil não vai ser. — disse, a voz grave e controlada ao extremo. — Ele a puxou ainda mais, peito contra peito. — Porque fui eu quem complicou tudo. — A respiração dele desceu quente pelo pescoço dela, arrancando um arrepio involuntário. — Mas eu quero você. — continuou, num tom mais denso, quase um aviso. — Porque somos reais.
Olívia virou o rosto devagar, encontrando o olhar dele.
Havia raiva.
Havia dor.
Havia desejo.
E havia aquela vulnerabilidade que ambos tentavam matar à força.
Ela ergueu o corpo, aproximando os lábios dos dele…
E parou no último segundo.
— Eu não caio mais nos teus joguinhos. — sussurrou, firme. — Sei exatamente qual é o final disso. E o encanto por você acabou há muito tempo.
A mentira tremia entre as palavras, mas ela sustentou.
Liam não recuou. Os olhos dele desceram para os lábios dela. Devagar, letal.
— Você se contradiz o tempo todo. — murmurou, a frieza cortante de quem sabia exatamente onde atingir. — O teu corpo está implorando pelo limite… aquele que só eu sei levar. — As mãos dele subiram devagar pela lateral do corpo dela, parando nos ombros — firme, dominante, sem hesitação. — Estou com saudade de sentir o que é meu. — completou, a voz baixa, grave, entrando direto na pele dela. — De lembrar você de quem ele pertence.
E antes que ela pudesse responder, ou fugir, ou provocar, ele quebrou o último fio de autocontrole que restava.
Segurou o rosto dela entre as mãos e a beijou.
Não foi suave.
Não foi calculado.
Não foi elegante.
Foi um beijo que parecia devorá-la, como se ele tivesse passado semanas faminto e, finalmente, encontrasse algo capaz de saciar aquela fome.
Um beijo que apagava a boate inteira.
Luzes, música, gente — tudo desapareceu.
Era como se só existissem os dois ali, presos naquele choque quente entre raiva e desejo, numa intensidade que quase arrancava o ar dos pulmões dela.
As mãos dele deslizaram para a nuca dela, puxando-a mais, aprofundando o beijo com uma urgência que ele nunca havia deixado escapar para ninguém.
E a pista congelou.
Laura, que até então estava enfiada num beijo próprio, abriu os olhos tão rápido que quase tropeçou no próprio salto.
— Nossa… — disse Laura, ajeitando o cabelo como se precisasse se recompor. — Se meu irmão beija assim em público, imagina longe das câmeras. Tô chocada, mas entretida.
Ísis levou a mão à boca, completamente chocada.
Ele parou abruptamente.
O corpo dele virou de uma vez, e eles ficaram tão próximos que o ar pareceu desaparecer entre os dois.
Peito com peito.
Raiva com desejo.
Ferida com ferida.
— Chega de me provocar. — disse ele, baixo, letal, cada palavra como um aviso. — Você não está se comportando como uma mulher casada.
Os olhos dela brilharam de indignação pura, quente, afiada.
— E você está se comportando como um homem casado? — retrucou, sem hesitar. — Já transou com quantas mulheres aqui hoje?
Liam não recuou.
Não piscou.
Não cedeu.
— A minha esposa vai ser a primeira. — disse, firme, o olhar cravado no dela como uma sentença.
O silêncio que se seguiu foi quase sólido. Um choque invisível passou entre eles, como se o ambiente inteiro tivesse prendido a respiração.
Olívia o encarou, a respiração acelerada, o peito subindo e descendo de emoção acumulada.
Liam não esperou mais.
Virou o corpo novamente e voltou a subir as escadas, puxando-a pela mão. Sem brusquidão, mas com decisão suficiente para dizer que não aceitaria discussão.
Dessa vez, ela não puxou.
Não reclamou.
Não resistiu.
Simplesmente subiu com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato
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Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...
Sera que existe liam na vida real super protetor?...
Liberem os próximos capítulos super ansiosa.... Liam e ta surpreendendo depois de ser tão mulherengo.......
195 desbloqueio da sequência desses capitulos...
Estou tento de ansiedade 🥺esperando o próximo episódio...