Quando voltaram para a pista, viram Laura agarrada no rapaz, beijando-o como se precisasse provar algo para si mesma ou anestesiar o que estava sentindo e, principalmente, como se quisesse que Edgar visse que ela tinha “seguido a vida”, mesmo que aquilo fosse a maior mentira da noite.
Olívia apertou o braço de Ísis.
— Fica de olho nela. — pediu. — Se ela tentar sair… interpreta qualquer personagem que você quiser, mas atrasa ela. Eu já volto.
Ela começou a caminhar, abrindo caminho pela multidão em direção à escada. Até que sentiu uma mão grande e pesada pousar em sua cintura de repente, puxando-a para trás com uma intimidade que não existia.
O corpo dela enrijeceu na hora.
— E aí, princesa… — a voz masculina surgiu colada ao ouvido, grossa, arrastada pelo álcool. — Onde você pensa que vai tão rápido assim?
O cheiro de bebida forte veio junto com o hálito quente. A mão apertando a cintura como se tivesse algum direito sobre aquilo.
Olívia virou o rosto, o olhar já carregado de nojo e raiva.
— Ficou louco? — disparou, fria. — Tira a mão de mim. Agora seu tarado!
O homem riu, como se aquilo fosse engraçado. Ele era alto, forte, camisa colada no peito, tatuagens nos braços. Tinha aquele sorriso de quem vivia ultrapassando limites e achava normal.
— Eita… — murmurou, debochado. — Você é daquelas que gosta de dar uma de difícil, né? Adoro esse tipo.
A mão dele escorregou ainda mais pela lateral da cintura.
— Vai, dá uma rebolada pra mim. — ele pediu com um sorriso cafajeste, vulgar. — Meu amigão está ansioso por isso. Só um pouquinho.
Os olhos dela gelaram.
— Você me respeita. — disse, firme. — Eu sou casada. Me solta agora ou meu marido vai acabar com você.
Ele deu de ombros, zombando.
— Casada, solteira, enrolada… — ele riu com aquele ar cafajeste, seguro de si como quem nunca levou um não. — Eu só quero me divertir. Anda, delícia… balança essa bunda pra mim. Eu não sou ciumento.
A mão dele puxou mais forte, deslizando pela cintura como se tivesse algum direito sobre o corpo dela, aproximando-a ainda mais de si. Invasivo, desrespeitoso, perigoso.
Então, antes que ela pudesse reagir, uma voz surgiu por trás, cortando o ambiente com uma frieza que fez o ar mudar de peso.
— Solta ela. Agora.
Olívia nem precisou olhar.
O homem virou o rosto, irritado, pronto para bater boca com qualquer idiota.
— Não se mete, cara. — cortou, empurrando de leve a cintura de Olívia como se fosse um objeto. — O assunto é entre eu e ela.
Liam sustentou o olhar, maxilar travado, dedos cerrados ao lado do corpo.
— Vou falar só mais uma vez. — disse, num tom firme e inabalável. — Tira a mão dela. Agora.
O homem riu alto, empurrando Olívia de lado.
— Vai defender essa vadia que tava aqui toda se oferecendo? — provocou, deslizando a mão pelo braço de Olívia em um toque nojento, invasivo, lento. Um gesto que fez o sangue de Liam ferver instantaneamente. — As casadas são sempre as mais saf—
O soco veio antes do fim da frase.
Direto. Seco. Firme.
O impacto pareceu cortar a música por um segundo. O rosto do homem virou, e ele caiu no chão como se o corpo tivesse desligado.
Gritos. Gente recuando. O círculo abrindo.
Liam não hesitou.
Foi pra cima.
Segurou a gola do cara e deu outro soco, ainda mais forte. O grave da música misturou-se ao estalo do impacto.
— Fala de novo, seu desgraçado — rosnou. — Homens como você têm que morrer.
Outro soco.
O homem tentou se proteger levantando o braço. O sangue já escorrendo pelo nariz.
— Seu doido do caralho! — cuspiu, tentando empurrá-lo. — Tá defendendo vadia que tava se esfrega—
Liam acertou mais um, agora no queixo.
O homem tombou outra vez, mole.
— Quem é a vadia? — Liam rosnou, completamente tomado. — Abre a boca mais uma vez pra falar da minha mulher… e eu acabo com tua raça.

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