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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 115

Laura quase já tinha colocado o pé dentro do carro do “boy” quando sentiu um puxão seco no braço. O corpo dela congelou — como se tivesse sido eletrificada de dentro pra fora. Sabia exatamente quem tinha tocado nela antes mesmo de virar.

Virou devagar.

Edgar estava ali. Parado diante dela. Ombros tensionados. Rosto fechado. O olhar sério demais. Intenso demais. Do tipo que atravessava a alma e arrancava feridas que ela fingia ter apagado.

— Você vem comigo. — disse ele, a voz grave, baixa, sem espaço para discussão.

Laura sentiu o coração bater forte demais. Mas levantou o queixo, orgulhosa.

— Eu não vou a lugar nenhum com você. — respondeu, firme, mesmo que as pernas tremessem por dentro. — Faz um favor? Finge que não me conhece.

Ele respirou fundo, como quem se segura por um fio.

— Laura… — disse, com a paciência de um homem prestes a explodir. — Não estou com humor. Então, por gentileza, me segue.

— Eu não vou. — repetiu, firme. — Você não manda mais em mim.

O rapaz desceu do carro e bateu no capô.

— Qual é a tua, irmão? — encarou Edgar sem medo. — Não está vendo que ela está acompanhada? Vaza.

Edgar virou a cabeça devagar, como um predador avaliando um ruído irrelevante na mata.

— Nesse carro ela não entra. — afirmou, cada palavra uma sentença. Depois, voltou olhar para Laura. — Vamos.

— Ah, vou repetir pra ver se você entende — o boy insistiu, inflando o peito. — Ela está comigo.

Laura puxou o braço.

— Edgar, eu já disse que não vou com você!

O rapaz se aproximou , ficando cara a cara com Edgar.

— Você é surdo? Ela disse que não vai. Então dá o fora, parceiro.

Edgar inclinou o corpo apenas o suficiente para ficar tão perto do rosto do outro homem que qualquer movimento brusco viraria choque.

— Vou dar o papo de negão pra negão. — murmurou, a voz baixa, dura, carregada de uma ameaça silenciosa que nenhum homem sensato ignoraria. — Entra no teu carro e vaza. Você está sobrando aqui. Essa história é antiga demais pra você se meter.

O cara recuou um passo. A coragem evaporou na mesma hora.

Laura bufou, revoltada.

— Deixa de ser frouxo e enfrenta ele! — disparou, indignada.

Edgar voltou o olhar para ela, o olhar que sempre soube desmontá-la.

— Laura. — disse, a voz mais baixa, mais dura. — Pela última vez. Vamos embora.

— Eu vou de carroça pra casa, mas no teu carro eu não entro. — ela devolveu, levantando o queixo. — Nem que fosse o último carro do planeta.

Edgar endureceu o semblante.

— Então você fez sua escolha. — ele disse.

E antes que ela entendesse, ele simplesmente a pegou erguendo-a pelos quadris e jogando-a sobre o ombro, de bunda pra cima, como se ela não pesasse nada.

— Edgar! — ela gritou, socando as costas dele. — Me solta AGORA! Quem você pensa que é pra fazer isso comigo?!

Ele caminhou firme, ignorando os t***s dela.

Um estalo.

Edgar deu um tapa na bunda dela — forte o suficiente para fazê-la parar por um segundo.

— O teu problema é falta de uma surra bem dada. — rosnou.

— EU TE ODEIO! — ela quase chorou, quase bateu, quase quebrou. — VOCÊ É UM IDIOTA!

Ele deu outro tapa. Mais forte, mais impaciente.

— Quietinha. Sem escândalo. — disse ele, andando como se carregasse o destino dela nos ombros.

O rapaz ficou parado, sem ação, e só viu Edgar destravar o carro, abrir a porta e depositá-la no banco como se estivesse devolvendo algo que sempre foi dele.

— Entra. Agora. — disse ele, sério, a mão firme na porta.

Laura respirou fundo. Tremeu. Mas entrou. Cruelmente obediente.

Cruzou os braços, o rosto fechado, os olhos brilhando de raiva, orgulho, dor… e saudade.

A porta bateu.

Edgar deu a volta, sentou ao volante e ligou o carro.

— Você ainda mora com seu avô? — perguntou, seco.

— Sim. — respondeu ela, encarando a janela sem piscar.

Silêncio.

Um silêncio pesado, cheio de tudo que eles não disseram durante anos.

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