Olívia deu um tapinha leve no braço dele, rindo.
— Anda, amor. Deixa de ser safado. Vamos tomar café.
— Tudo bem, minha rainha. — concedeu, rendido. — Você venceu.
Pouco depois, Liam saiu do banheiro. Olívia estava parada à porta do quarto, observando a paisagem absurda de linda que se estendia diante deles — o azul intenso, o silêncio elegante da ilha, o mar chamando.
Ele se aproximou por trás e a envolveu num abraço firme, confortável, como se aquele gesto fosse um hábito antigo.
— Qual é a surpresa? — perguntou, a voz baixa junto ao ouvido dela.
Ela sorriu antes de responder, entrelaçando os dedos aos dele.
— Vem comigo.
Foram até a piscina.
— Café da manhã flutuante. — anunciou, orgulhosa, abrindo os braços como se apresentasse um espetáculo.
Liam beijou o pescoço dela, demorando um pouco mais do que o necessário.
— Champanhe… — murmurou. — Você quer deixar seu marido animado logo cedo?
— Você sabe muito bem que não é o champanhe que faz isso, Mozão. — respondeu, corando levemente.
Eles entraram na piscina. Olívia sentou-se à beira enquanto Liam se acomodava na água. Entre risos e pequenos gestos de cuidado, alimentaram um ao outro, sem pressa, deixando o tempo escorrer junto com a manhã. O clima era leve. Íntimo.
O celular de Olívia tocou. Chamada de vídeo.
— Minha Pérola Negra… — disse Fabrício, com um sorriso largo. — Está curtindo a viagem?
— Papai! Que saudade! — Olívia respondeu, emocionada. — Seychelles é um sonho. Estamos tomando café da manhã flutuante.
Ela entrou na água e se posicionou na frente de Liam, com ele apoiando o queixo no ombro dela.
— Oi, sogro. — Liam disse, sorrindo. — Minha rainha está curtindo bastante.
— Vocês estão radiantes. — Fabrício comentou. — Isso me deixa muito feliz. Já está chegando o dia de nos vermos, filha. Sua mãe vai te ligar mais tarde. Liam, quando voltar à rotina, não deixe de me ligar. Curtam bastante. Liguei só pra saber como estavam. Não vou atrapalhar mais o café de vocês. E espero que você, filha, volte dessa viagem carregando meu neto.
Olívia riu, visivelmente sem graça.
— Papai, o senhor nunca vai incomodar. Te amo! — disse, levando a mão ao peito.
Depois da chamada, ela olhou para Liam, curiosa.
— Você fala com meu pai?
— Sempre. — respondeu com naturalidade. — Inclusive já visitei seus pais numa das viagens. Sua mãe faz um bolo de milho incrível.
Ela suspirou, o olhar distante por um instante.
— Já queria ter contado pra ele sobre a gravidez…
Liam ficou sério, apoiando os braços na borda da piscina.
— Vou conversar com seu pai. — disse firme. — Vou falar que quando casamos você já estava grávida. Não quero mais mentiras.
Olívia se aproximou, apreensiva.
— Amor, não faz isso… meu pai não é bobo. Ele vai começar a indagar. Eu não quero que ele saiba como foi nosso início, nem da dívida que meu irmão fez. Vamos deixar como está… meu pai pode até morrer com isso.
Liam respirou fundo.
— Eu não quero mais mentiras. — respondeu. — Fico pensando… se nosso filho quiser nascer antes do tempo, eles vão descobrir. Vai ser pior, Mozão.

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