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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 185

Olga o envolveu de volta num abraço caloroso, daqueles que acolhem e confortam.

— Meu filho… — disse, emocionada. — Como sempre, carinhoso, educado e cheiroso. — afastou-se um pouco, analisando-o com orgulho evidente. — E como a minha Laura costuma dizer… — sorriu, divertida — você está um negão muito lindo e poderoso. — tocou-lhe o rosto com ternura. — Parabéns pelo seu sucesso, meu querido. Estou muito orgulhosa de você.

Olga virou-se então para Marcela, o sorriso gentil no rosto.

— E você, querida, como está? — perguntou com carinho. — Há quanto tempo não te vejo nas programações que sua família costuma fazer. — fez uma pausa curiosa. — E seus pais? Por que não vieram?

— Estou bem. — respondeu Marcela, com educação. — Estávamos morando fora e retornamos há pouco tempo. — explicou. — Meus pais não puderam vir porque estão viajando, mas fizeram questão de enviar o presente com uma mensagem explicando a ausência.

Olga assentiu, compreensiva.

— Amanhã vamos ler todas as mensagens com calma. — disse. Em seguida, fez uma breve pausa, assimilando a informação. — Não sabia que vocês se conheciam.

— Estudamos juntos aqui. — contou Marcela. — Quando ele foi embora do país, eu fui atrás. — falou com naturalidade. — Ele me deu uma oportunidade… e, quando percebi, já estávamos morando juntos.

Olga arregalou levemente os olhos.

— Vocês se casaram? — perguntou, genuinamente surpresa. — Sua mãe nunca comentou nada.

— Já temos até uma filha. — respondeu Marcela, com um sorriso orgulhoso. — A Luna tem cinco anos. — acrescentou. — Minha mãe não aceitou nosso relacionamento no início. Achou uma loucura eu sair de casa, do conforto e morar com ele sem casar. — deu de ombros. — Mas quando a Luna nasceu, o coração dela amoleceu. — sorriu. — Agora que o Edgar decidiu voltar para cá, ela está radiante por poder conviver mais com a neta.

Felipe, que acompanhava a conversa com atenção, voltou-se para Frederico.

— Edgar será um dos diretores do hospital.

Marcela virou-se imediatamente para Edgar. O sorriso que ainda estava em seus lábios se desfez aos poucos, dando lugar a uma expressão tensa, alerta demais para ser apenas surpresa.

— Amor… você não me contou isso. — disse, a voz baixa, mas carregada de controle.

Ela passou a mão pelo braço dele, como quem busca proximidade, mas o gesto tinha mais de contenção do que de carinho.

— Como você pretende conciliar tudo o que já construiu… — fez uma breve pausa, escolhendo as palavras com cuidado — …com mais essa responsabilidade? — os olhos dele foram capturados pelos dela. — E a Luna? — O nome da filha veio com peso calculado. — Você sabe o quanto ela é apegada a você.

Edgar a encarou por um instante mais longo. O semblante sério, sustentado por uma convicção inabalável.

— Meu pai sempre trabalhou muito… — começou, com firmeza — …e nunca deixou de ser presente. — fez uma pausa curta, como quem afirma algo que não admite contestação. — Vou seguir o mesmo exemplo. — Ele manteve o olhar em Marcela, sem elevar o tom. — Nada vai mudar. — garantiu. — A Luna continua sendo minha prioridade.

Frederico manteve o olhar fixo em Edgar por alguns segundos a mais do que o habitual. Não havia julgamento ali, mas avaliação. Daquelas que só homens muito experientes sabem fazer. Então assentiu devagar, satisfeito.

— Meu jovem… — começou, com a voz firme, carregada de convicção. — Você está certíssimo em seguir o exemplo do seu pai.

Edgar endireitou discretamente a postura, atento. Frederico fez um gesto amplo com a mão, como quem aponta algo evidente.

— O resultado do esforço dele está bem aqui, diante de mim. — afirmou. — Um homem que superou dificuldades, construiu uma carreira sólida… — fez uma pausa curta — …e conquistou o bem mais precioso que alguém pode ter. Não dinheiro. Não posses. — o tom ficou mais grave. — Uma filha.

O silêncio ao redor tornou-se respeitoso.

— Faça sua filha olhar para você e enxergar um príncipe. — continuou. — O herói dela. — inclinou levemente a cabeça. — Ensine-a a nunca aceitar menos do que merece. Quando um pai é presente, a filha cresce segura. Forte. — o olhar de Frederico desviou para Felipe e endureceu por um instante. — Ela não será como tantos jovens de hoje… inseguros, dependentes emocionais, revoltados, perdidos.

Edgar engoliu em seco, visivelmente tocado.

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