Olga o envolveu de volta num abraço caloroso, daqueles que acolhem e confortam.
— Meu filho… — disse, emocionada. — Como sempre, carinhoso, educado e cheiroso. — afastou-se um pouco, analisando-o com orgulho evidente. — E como a minha Laura costuma dizer… — sorriu, divertida — você está um negão muito lindo e poderoso. — tocou-lhe o rosto com ternura. — Parabéns pelo seu sucesso, meu querido. Estou muito orgulhosa de você.
Olga virou-se então para Marcela, o sorriso gentil no rosto.
— E você, querida, como está? — perguntou com carinho. — Há quanto tempo não te vejo nas programações que sua família costuma fazer. — fez uma pausa curiosa. — E seus pais? Por que não vieram?
— Estou bem. — respondeu Marcela, com educação. — Estávamos morando fora e retornamos há pouco tempo. — explicou. — Meus pais não puderam vir porque estão viajando, mas fizeram questão de enviar o presente com uma mensagem explicando a ausência.
Olga assentiu, compreensiva.
— Amanhã vamos ler todas as mensagens com calma. — disse. Em seguida, fez uma breve pausa, assimilando a informação. — Não sabia que vocês se conheciam.
— Estudamos juntos aqui. — contou Marcela. — Quando ele foi embora do país, eu fui atrás. — falou com naturalidade. — Ele me deu uma oportunidade… e, quando percebi, já estávamos morando juntos.
Olga arregalou levemente os olhos.
— Vocês se casaram? — perguntou, genuinamente surpresa. — Sua mãe nunca comentou nada.
— Já temos até uma filha. — respondeu Marcela, com um sorriso orgulhoso. — A Luna tem cinco anos. — acrescentou. — Minha mãe não aceitou nosso relacionamento no início. Achou uma loucura eu sair de casa, do conforto e morar com ele sem casar. — deu de ombros. — Mas quando a Luna nasceu, o coração dela amoleceu. — sorriu. — Agora que o Edgar decidiu voltar para cá, ela está radiante por poder conviver mais com a neta.
Felipe, que acompanhava a conversa com atenção, voltou-se para Frederico.
— Edgar será um dos diretores do hospital.
Marcela virou-se imediatamente para Edgar. O sorriso que ainda estava em seus lábios se desfez aos poucos, dando lugar a uma expressão tensa, alerta demais para ser apenas surpresa.
— Amor… você não me contou isso. — disse, a voz baixa, mas carregada de controle.
Ela passou a mão pelo braço dele, como quem busca proximidade, mas o gesto tinha mais de contenção do que de carinho.
— Como você pretende conciliar tudo o que já construiu… — fez uma breve pausa, escolhendo as palavras com cuidado — …com mais essa responsabilidade? — os olhos dele foram capturados pelos dela. — E a Luna? — O nome da filha veio com peso calculado. — Você sabe o quanto ela é apegada a você.
Edgar a encarou por um instante mais longo. O semblante sério, sustentado por uma convicção inabalável.
— Meu pai sempre trabalhou muito… — começou, com firmeza — …e nunca deixou de ser presente. — fez uma pausa curta, como quem afirma algo que não admite contestação. — Vou seguir o mesmo exemplo. — Ele manteve o olhar em Marcela, sem elevar o tom. — Nada vai mudar. — garantiu. — A Luna continua sendo minha prioridade.
Frederico manteve o olhar fixo em Edgar por alguns segundos a mais do que o habitual. Não havia julgamento ali, mas avaliação. Daquelas que só homens muito experientes sabem fazer. Então assentiu devagar, satisfeito.
— Meu jovem… — começou, com a voz firme, carregada de convicção. — Você está certíssimo em seguir o exemplo do seu pai.
Edgar endireitou discretamente a postura, atento. Frederico fez um gesto amplo com a mão, como quem aponta algo evidente.
— O resultado do esforço dele está bem aqui, diante de mim. — afirmou. — Um homem que superou dificuldades, construiu uma carreira sólida… — fez uma pausa curta — …e conquistou o bem mais precioso que alguém pode ter. Não dinheiro. Não posses. — o tom ficou mais grave. — Uma filha.
O silêncio ao redor tornou-se respeitoso.
— Faça sua filha olhar para você e enxergar um príncipe. — continuou. — O herói dela. — inclinou levemente a cabeça. — Ensine-a a nunca aceitar menos do que merece. Quando um pai é presente, a filha cresce segura. Forte. — o olhar de Frederico desviou para Felipe e endureceu por um instante. — Ela não será como tantos jovens de hoje… inseguros, dependentes emocionais, revoltados, perdidos.
Edgar engoliu em seco, visivelmente tocado.
— Edgar…
Ela travou no mesmo instante ao vê-lo ao lado de Marcela conversando com sua família.
Edgar também os viu. O semblante se fechou de imediato, os traços ficando duros, contidos. O mesmo olhar de quem ainda carrega palavras que feriram fundo demais para serem esquecidas.
Ainda assim, ele não reagiu. Desviou o olhar como se Laura não estivesse ali. Como se sua presença não tivesse qualquer importância naquele ambiente.
A ignorou. Não por indiferença… Mas porque olhar seria lembrar do que foi dito. E lembrar… ainda doía.
— Algo me diz que existe história aí. — murmurou Victor. — Porque ele não gostou nada de nos ver juntos. — entregou uma taça a ela. — Quero sair daqui vivo.
— Foi só algo casual. — mentiu Laura, erguendo a taça e bebendo o champagne de uma só vez, como se o líquido pudesse apagar o incômodo que ardia por dentro.
Victor soltou um riso baixo, divertido demais para ser inocente.
— Ei… vai com calma. — disse, inclinando a cabeça. — Desse jeito, o tal amor proibido vai te deixar bêbada antes da meia-noite… — deu um gole tranquilo na bebida — …e depois disso, eu não garanto nada sobre as loucuras que você pode cometer.
Laura finalmente o encarou. O sorriso que surgiu não tinha nada de leve. Era afiado. Desafiador. Carregado de uma revolta que ela não fazia questão de esconder.
— Me surpreenda, Victor. — disse, lentamente, sustentando o olhar dele. — Estou muito curiosa para ver o que você realmente consegue entregar… além de conversa.
Ela virou o rosto de lado, erguendo a mão com um gesto decidido, quase impaciente.
— Garçom? — chamou, sem tirar os olhos de Victor. — Mais uma bebida. Vamos dançar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...