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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 186

Liam se aproximou acompanhado de Olívia, o olhar atento pousando primeiro em Laura, depois na taça vazia em sua mão.

— Laura… — disse, num tom controlado, mas firme. — Não exagera na bebida. Lembre-se de que hoje são as bodas dos nossos avós. — fez uma pausa curta, o maxilar tenso. — Se continuar assim, eu mesmo peço para o Edgar se retirar.

Olívia tocou discretamente o braço dele, num gesto imediato de contenção.

— Liam… — disse, baixa, mas assertiva. — Você não vai ser indelicado. — sustentou o olhar dele. — É a festa dos seus avós. O vovô Frederico o convidou e está visivelmente feliz conversando com ele.

Laura inclinou a cabeça, o sorriso surgindo torto, carregado de ironia.

— Relaxa, irmãozinho. — disse, com leve deboche. — Eu já superei o Edgar. Não é mesmo, Victor?

Ela virou o rosto para ele, desafiadora. Victor ergueu a taça, divertido.

— Vou adorar ser estepe. — brincou. — Primeira vez na vida.

Nesse instante, o garçom se aproximou. Laura não hesitou. Pegou outra taça e bebeu de uma vez só. Antes que alguém reagisse, estendeu a mão para pegar mais uma.

— Laura… — Liam fechou o semblante. — Eu vou proibir de te servirem bebida.

Ela riu, quase impaciente.

— Eu não sou mais uma adolescente. — respondeu, revoltada. — E não vou ficar bêbada. — ergueu a taça. — Essa é a última. Relaxa.

Olívia voltou-se para Victor, num pedido silencioso que virou palavra.

— Victor… não deixa ela beber mais.

Ele deu de ombros, sorrindo de lado.

— Até parece que você não conhece sua cunhada melhor do que eu. — respondeu, irônico.

Liam aproximou-se um pouco mais de Laura, a voz baixando perigosamente.

— Se ele tentar se aproximar de você… — murmurou, contido — …ele sai daqui morto.

Antes que Laura respondesse, a voz doce de Olga surgiu atrás deles.

— Meus amores… — disse, sorrindo. — Vamos cumprimentar o Edgar e a esposa.

Laura abriu um sorriso imediato, teatral.

— Seu pedido é uma ordem, vovó.

Ela entrelaçou o braço no de Victor com naturalidade provocadora e seguiu com ele.

Liam foi o primeiro a se posicionar. Estendeu a mão para Edgar, o semblante frio, controlado.

— Seja bem-vindo.

Edgar apertou a mão dele com firmeza, sem sequer lançar um olhar para Laura.

— Obrigado. — respondeu, seco.

Marcela sorriu, dando um passo à frente.

— Laura… — disse, num tom quase doce demais. — A cachorrinha da nossa filha está ótima, não é, amor?

Edgar respondeu sem hesitar, a voz firme, dura.

— A Felícia fez um juramento. — disse. — Proteger vidas. — olhou diretamente para Laura, sem suavizar o tom. — E, quando se trata de salvar animais, ela é impecável. Sabe cuidar do que realmente importa.

Laura inclinou levemente a cabeça, o sorriso agora afiado, venenoso.

— Você tem razão, Edgar. — disse, pausadamente. — Eu cumpro todos os meus juramentos. Todos.

O silêncio caiu pesado ao redor. Choque. Olhares cruzados. Expressões contidas.

Todos ficaram imóveis por um segundo. Sem entender nada. Todos, menos Olívia e Liam.

Érica foi a primeira a reagir, abrindo um sorriso amplo, daqueles que chegam antes mesmo da emoção verdadeira.

— Minha filha… que notícia maravilhosa! — exclamou Érica, avançando para abraçar Laura com um entusiasmo calculado.

O gesto foi caloroso, público, perfeito demais para ser apenas espontâneo. Laura correspondeu por educação, mas logo colocou a mão no braço da mãe, contida.

— Mãe… menos. — murmurou, num tom baixo, controlado.

Olga aproximou-se, ainda visivelmente surpresa, o olhar oscilando entre Laura e Victor.

— Meu amor… você nos pegou de surpresa. — confessou com sinceridade. — Achamos que você não queria isso.

Laura sorriu de lado, daquele jeito que misturava ironia e afeto. Aproximou-se da avó e segurou-lhe a mão.

— Vovó, a senhora me conhece melhor do que ninguém. — respondeu com leveza. — Sabe exatamente como eu sou. — inclinou a cabeça, firme. — Devia ficar feliz. No fim das contas… estamos todos em família.

O sorriso permaneceu, mas o ar ao redor denunciava que nem todos estavam prontos para aceitar aquela “novidade” com a mesma naturalidade.

Frederico pigarreou, o olhar firme.

— Namorado ou não… — disse — …ela continuará sendo a minha Felícia.

Fabrício foi o próximo a se aproximar. O abraço veio firme, protetor, daqueles que dizem mais pelo silêncio do que pelas palavras. Ao incliná-la levemente contra o peito, ele baixou a voz, sussurrando apenas para ela ouvir.

— Esse namoro não é verdadeiro. — Houve uma breve pausa, carregada de cuidado. — Resolva a sua situação antes que seja tarde demais.

Laura fechou os olhos por um segundo. Não respondeu. Apenas respirou fundo, como quem sente o peso de ser compreendida sem precisar se explicar.

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