Liam se aproximou acompanhado de Olívia, o olhar atento pousando primeiro em Laura, depois na taça vazia em sua mão.
— Laura… — disse, num tom controlado, mas firme. — Não exagera na bebida. Lembre-se de que hoje são as bodas dos nossos avós. — fez uma pausa curta, o maxilar tenso. — Se continuar assim, eu mesmo peço para o Edgar se retirar.
Olívia tocou discretamente o braço dele, num gesto imediato de contenção.
— Liam… — disse, baixa, mas assertiva. — Você não vai ser indelicado. — sustentou o olhar dele. — É a festa dos seus avós. O vovô Frederico o convidou e está visivelmente feliz conversando com ele.
Laura inclinou a cabeça, o sorriso surgindo torto, carregado de ironia.
— Relaxa, irmãozinho. — disse, com leve deboche. — Eu já superei o Edgar. Não é mesmo, Victor?
Ela virou o rosto para ele, desafiadora. Victor ergueu a taça, divertido.
— Vou adorar ser estepe. — brincou. — Primeira vez na vida.
Nesse instante, o garçom se aproximou. Laura não hesitou. Pegou outra taça e bebeu de uma vez só. Antes que alguém reagisse, estendeu a mão para pegar mais uma.
— Laura… — Liam fechou o semblante. — Eu vou proibir de te servirem bebida.
Ela riu, quase impaciente.
— Eu não sou mais uma adolescente. — respondeu, revoltada. — E não vou ficar bêbada. — ergueu a taça. — Essa é a última. Relaxa.
Olívia voltou-se para Victor, num pedido silencioso que virou palavra.
— Victor… não deixa ela beber mais.
Ele deu de ombros, sorrindo de lado.
— Até parece que você não conhece sua cunhada melhor do que eu. — respondeu, irônico.
Liam aproximou-se um pouco mais de Laura, a voz baixando perigosamente.
— Se ele tentar se aproximar de você… — murmurou, contido — …ele sai daqui morto.
Antes que Laura respondesse, a voz doce de Olga surgiu atrás deles.
— Meus amores… — disse, sorrindo. — Vamos cumprimentar o Edgar e a esposa.
Laura abriu um sorriso imediato, teatral.
— Seu pedido é uma ordem, vovó.
Ela entrelaçou o braço no de Victor com naturalidade provocadora e seguiu com ele.
Liam foi o primeiro a se posicionar. Estendeu a mão para Edgar, o semblante frio, controlado.
— Seja bem-vindo.
Edgar apertou a mão dele com firmeza, sem sequer lançar um olhar para Laura.
— Obrigado. — respondeu, seco.
Marcela sorriu, dando um passo à frente.
— Laura… — disse, num tom quase doce demais. — A cachorrinha da nossa filha está ótima, não é, amor?
Edgar respondeu sem hesitar, a voz firme, dura.
— A Felícia fez um juramento. — disse. — Proteger vidas. — olhou diretamente para Laura, sem suavizar o tom. — E, quando se trata de salvar animais, ela é impecável. Sabe cuidar do que realmente importa.
Laura inclinou levemente a cabeça, o sorriso agora afiado, venenoso.
— Você tem razão, Edgar. — disse, pausadamente. — Eu cumpro todos os meus juramentos. Todos.

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