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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 189

Liam perguntou. A voz saiu controlada, mas carregada de autoridade. Ele estava de pé, o corpo levemente inclinado à frente, o olhar atento demais para ser casual.

Charles levantou-se imediatamente, quase automático.

— De forma alguma, primo. — disse, estendendo a mão. — Como vai?

Liam apertou a mão dele com firmeza, sem sorrir, sem prolongar o gesto. Em seguida, tomou a mão de Olívia com a mesma firmeza silenciosa e fez um gesto curto com a cabeça, deixando claro que era hora de se levantar.

— Os fotógrafos estão nos aguardando. — disse, já a conduzindo, num tom que não pedia discussão.

Enquanto a conduzia até a mesa da decoração, onde os fotógrafos aguardavam, Liam abaixou a voz, incapaz de disfarçar o incômodo que ainda pulsava nele.

— Você está proibida de conversar com ele. — murmurou. — De chegar perto dele.

Olívia parou no mesmo instante. Girou o corpo para encará-lo, o rosto sério, o olhar firme.

— Eu não estava fazendo nada demais. — respondeu, sem recuar. — Eu não sou a Bárbara. — aproximou-se um passo, a voz baixa, mas incisiva. — E não aceito que o Liam de antes volte.

Por um segundo, o olhar dele endureceu… e então suavizou. A tensão não desapareceu.

Liam não respondeu. Apenas a encarou.

O silêncio que se instalou entre os dois deixou claro que aquela conversa estava longe de terminar.

Algum tempo depois, Ísis se afastou da pista, tentando recuperar o fôlego. Foi quando sentiu a presença antes mesmo de ouvir a voz.

— Ísis… — disse Leonardo, aproximando-se com um sorriso contido, quase surpreso. — Não esperava te encontrar aqui. — fez uma pausa breve. — Depois de tantas tentativas de contato sem retorno… achei que ao menos uma conversa fosse justa. Não acha?

O coração dela disparou no mesmo instante. Ísis manteve o sorriso no rosto, mas os olhos já percorriam o salão em busca de Alex, num movimento quase instintivo, aflito.

— Senhor Leonardo… — respondeu, baixando o tom — por favor. — engoliu em seco. — Finja que não me conhece.

Ela voltou a procurar Alex com o olhar, o medo agora evidente, difícil demais de disfarçar. Sem esperar resposta, deu um passo para trás, manteve o sorriso social intacto e se afastou.

Leonardo ficou parado, apenas observando enquanto ela desaparecia entre os convidados.

Do lado de fora do salão, o ar parecia mais frio. A música chegava abafada, distante, como se o mundo tivesse ficado do outro lado da porta.

Victor encostou-se na parede, observando Laura tomar mais um gole.

— Você já bebeu demais. — disse, sério dessa vez. — Está na hora de parar.

Laura soltou um riso curto, quase debochado.

— Relaxa, Victor. — respondeu, firme. — Eu sei exatamente o momento de parar. Não estou bêbada.

Ela deu um passo à frente, invadindo o espaço dele com um sorriso perigoso.

— Deixa eu te usar mais um pouquinho… — murmurou. — Vem cá.

Antes que ele respondesse, Laura o puxou pelo colarinho e o beijou. Um beijo intenso, impaciente, como se quisesse calar qualquer tentativa de cuidado.

Quando se afastaram, Victor respirou fundo, passando a mão pelo rosto.

— É por isso que eu fujo de relacionamento sério. — disse, sem ironia. — O final é sempre sofrimento. — olhou para ela com preocupação real. — Olha como você está.

Laura sustentou o olhar, sem vacilar.

— E eu não tenho sentimento nenhum por você. — disse, frio. — Muito menos pena. — aproximou o rosto. — Você é uma mulher oca. Vazia. Uma riquinha medíocre que, se não fosse seu irmão e seus avós, estaria largada na vida. — a voz ficou mais dura. — Nem teus pais te toleram. E se não fosse eu, teu irmão te odiaria até hoje. Você é um caso perdido.

Laura respirou fundo, mesmo sentindo a dor no coração e no braço.

— Coloca pra fora quem você é, Edgar. — disse, firme. — Mas as suas palavras não vão me ferir mais. Você não me engana mais.

Ele soltou um riso amargo, os olhos marejados de raiva.

— Maldita hora em que eu deixei você entrar na minha vida. — disparou. — Em que eu te amei. Em que não valorizei minha esposa, que sempre esteve ao meu lado, acreditando que nossa história ainda não tinha acabado… mesmo depois do que você fez.

Laura tentou se soltar.

— Edgar, você está me machucando.

— Você é uma assassina. — ele respondeu, cruel. — Uma mulher que só serve de diversão na cama dos homens. — os olhos queimavam. — E tomara que você nunca consiga gerar. Porque nada de bom deveria sair de você.

— Cala a boca, Edgar! — gritou.

Ele se aproximou ainda mais.

— Olha bem nos meus olhos. — disse, baixo, mortal. — A partir de agora, é esse olhar que você vai lembrar quando pensar em mim. Ódio. Desprezo. — soltou o braço dela de repente. — Porque eu nunca vou te perdoar. Todo amor que um dia senti por você virou ódio.

Ele deu um passo para trás.

— Fica longe da minha filha. E da minha esposa. — avisou. — Elas são valiosas demais para você chegar perto. — virou-se para a porta. — A Meg não será mais tratada na sua clínica.

Ele saiu, batendo a porta do banheiro com força. Laura ficou ali, encostada na parede, o corpo tremendo, não pelo choque físico, mas pela compreensão final de que a história deles havia, enfim, chegado ao fim.

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