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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 20

Olívia o encarou em silêncio, com as mãos trêmulas sobre a toalha. O coração disparava, mas o rosto dela começou a se fechar. Ela engoliu em seco, absorvendo cada palavra como se fosse uma sentença. O olhar, antes ardente, se tornou mais sombrio; compreendendo a extensão da frieza dele.

— Você é um monstro, Liam… — murmurou, a voz baixa mas firme, os olhos marejados. — Não tem princípios, não têm alma. Trata as pessoas como se fossem objetos descartáveis.

Ele recostou-se lentamente na poltrona, ajeitou-se com calma e cruzou as pernas, o olhar frio fixo nela. Por um instante só se ouviu a respiração dos dois. Depois, a voz dele veio baixa e medida, cada frase carregando veneno contido.

— Você fala tanto em princípios, Olívia… — fez uma pausa, os olhos passeando pelo rosto dela. — Quer criar uma fama de amante para a Bárbara, que era minha namorada muito antes de eu ter a infelicidade de você cruzar o meu caminho. Mas quem estava aos beijos, no dia do nosso casamento, com um homem que você insiste em mostrar como um verdadeiro cavaleiro… — inclinou um pouco a cabeça, quase um sorriso irônico — …esse mesmo homem que, enquanto estava com você, transava com a sua melhor amiga e hoje está casado com ela… era justamente você. — respirou fundo, mantendo o tom frio. — Por isso eu reforço: entre você e as acompanhantes que passam pela minha cama não há diferença alguma.

Olívia sentiu o estômago revirar; cada palavra caía sobre ela como um peso, os olhos encheram d’água mas ela não piscou. O ar no quarto parecia mais denso, cada silêncio entre eles um campo minado prestes a explodir. Mesmo assim, ela falou, a voz embargada mas firme.

— Você… somente você, Liam, é o culpado de eu não realizar o grande sonho da minha vida — disse, o queixo erguido, mesmo com as lágrimas prestes a cair. — Casar, formar uma família. Você foi cruel em me obrigar a usar o vestido de noiva que eu sonhei para o meu grande dia… num casamento de fachada. — respirou fundo, as mãos apertando a toalha junto ao corpo. — Eu nunca vou te perdoar por isso.

Liam estreitou os olhos, a respiração curta, os dedos tamborilando devagar no braço da poltrona. O olhar verde, frio, subiu até encontrar o dela; havia um traço de ironia nos cantos da boca quando ele falou, a voz baixa e arrastada.

— Mas o seu príncipe encantado… depois de tudo o que ele te fez, você o perdoou — disse, cada palavra pesada. — Estava aos beijos com ele, quebrando uma cláusula do contrato sem pensar nas consequências. — inclinou ligeiramente a cabeça, o tom mais cortante. — Gostou do beijo? Se eu não tivesse chegado, teria ido além?

Olívia ergueu o queixo, o olhar provocador.

— Eu já disse que foi ele quem me agarrou. — ela falou com a voz carregada, os olhos marejados mas firmes. — Mas uma puta é mentirosa, não é? Pois bem… eu amei aquele beijo. — O tom dela mudou para uma sedução provocadora; a mão subiu devagar pelo próprio pescoço, os dedos traçando um caminho até o colo. — Eu queria que ele beijasse meu pescoço — continuou, descendo a mão pelo corpo num gesto calculado. — Queria que ele tivesse tirado aquele vestido, me levado à loucura, tivesse possuído meu corpo.

Liam apertou os punhos, os nós dos dedos ficando brancos. O maxilar contraído, a respiração irregular.

— Para com isso, Olívia — disse, a voz mais baixa e nervosa, tentando controlar-se.

Mas ela não parou. Os olhos brilhavam de desafio e dor ao mesmo tempo, a respiração agora entrecortada:

— Queria que ele tivesse me dado muitos beijos quentes de me tirar o fôlego… — os lábios curvaram-se num sorriso amargo. — Que tivesse beijado a minha tatuagem. Ele é louco por ela. — um instante de silêncio, os olhos cravados nos de Liam. — Ele sempre vai ter os meus melhores beijos, o meu amor. Ao contrário de você… — fez uma pausa, inspirando fundo, o olhar endurecendo — …que é uma pessoa oca, vazia, sem sentimentos, que precisa pagar para ter uma mulher. Todas só se interessam por sua fortuna, até aquela loira oxigenada da Bárbara. — os ombros dela estremeceram, mas a voz não falhou. — Peter sempre teve meus beijos sem pedir, sem exigir, sem pagar.

— O que está fazendo? — disse, tentando manter a voz firme, embora a pele arrepiada a denunciasse. — Não seja ridículo.

Ele a beijou. Um beijo quente, demorado, que encheu o quarto de um som úmido, quebrando o silêncio. Por um instante ela resistiu; depois os dedos se cravaram nos ombros dele e ela correspondeu.

— Continua com a mesma opinião? — perguntou ele, ofegante, ainda colado nela.

— Aham — sussurrou ela, o olhar vidrado nele, o corpo tremendo.

Ele a beijou novamente. A toalha deslizou pelo corpo dela e caiu. As mãos dele deslizavam pela pele quente de Olívia, apertando-a com firmeza até que pararam na cintura; então, num único movimento, ergueu-a contra si, para que ela enroscasse as pernas nos quadris dele. Os beijos se tornaram mais ardentes; o ar entre eles parecia carregado de eletricidade. Olívia sentia-se sem domínio do próprio corpo, as mãos deslizando pela nuca dele, a respiração curta. Sem se soltar, ele a levou para a cama.

— E agora? — murmurou ele entre os beijos.

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