Olívia simplesmente o beijou de volta, entregue àquele momento. Os beijos eram ardentes, quase ferozes; havia raiva, desejo e algo não nomeado, como se um quisesse devorar o outro.
Liam a puxou com força, as mãos deslizando até suas coxas, apertando-as com firmeza, como se quisesse lembrá-la de quem tinha o controle.
Cada toque dos lábios dele era um choque que percorria a pele dela; o coração batia descompassado, misturando fúria, medo e uma ânsia de ser desejada. O gosto do beijo trazia lembranças do que ela odiava nele e, ao mesmo tempo, um calor que a fazia perder as forças; era como se, entre um beijo e outro, ela oscilasse entre querer empurrá-lo e querer se perder nele.
De repente, Liam interrompeu o beijo. O calor do momento se desmanchou no ar, abrupto e frio, deixando apenas o silêncio. Ele se afastou um passo, respirando fundo, os olhos verdes turvos. Olívia ficou sem entender, o corpo ainda trêmulo, o coração disparado.
— Liam? — perguntou num fio de voz, os olhos arregalados.
Ele passou a mão pelo cabelo, endireitou os ombros e respondeu frio, cada palavra marcada.
— Eu só queria te provar que posso ter uma mulher sem pagar — disse, a voz gélida, sem qualquer emoção. — Se eu quisesse, teria transado com você agora. Você é fácil demais, Olívia. Se contradiz o tempo todo.
Sem acrescentar mais nada, virou-se e saiu do quarto. A porta fechou-se num clique seco, deixando-a nua na cama, o corpo ainda quente do momento interrompido.
Olívia apertou os lençóis com as mãos, a respiração um misto de raiva e humilhação.
— Eu te odeio, Liam! — gritou, a voz ecoando pelo quarto.
Liam atravessou o corredor com passos longos, o corpo rígido. Desceu as escadas sem diminuir o ritmo, o som dos sapatos ecoando pela casa, e seguiu direto para o escritório. Ao entrar, fechou a porta com força contida e passou a mão pela nuca, tentando controlar a raiva que queimava por dentro.
— Não acredito que vou ter que aturar isso durante um ano. O que menos preciso é de complicações. — murmurou, baixo. — Quem ela pensa que é para falar comigo assim? Obrigado, vovô, por esse presente…
Foi até o aparador, serviu-se de uma dose generosa de uísque e bebeu de um gole só, sentindo o ardor descer pela garganta. Caminhou até o sofá de couro, sentou-se e apoiou os cotovelos nos joelhos. Pegou o celular e, com o polegar, começou a deslizar pelos contatos e aplicativos de forma metódica, o rosto impassível.
Em poucos toques, já havia trocado a acompanhante que sempre o esperava em Nova York; na cabeça dele, ela começava a se apegar, e isso era algo que ele não tolerava. Escolheu também a que estaria aguardando-o no hotel do país para onde viajaria. Deixou o celular sobre o sofá e respirou fundo, o olhar distante.
No quarto, Olívia permanecia sentada na beira da cama; os ombros tremiam e as lágrimas de raiva escorriam sem controle.
— Filho, não fique triste com seus pais… — falou baixinho, os soluços misturando-se ao barulho da água. — Adultos se desentendem, mas nós amamos você. Perdoa a gente, tá?
Depois de um tempo, desligou o chuveiro. Ficou ali alguns segundos em silêncio, o corpo arrepiado, a mente girando. Pegou a toalha e se enrolou nela. Foi até a pia e olhou novamente no espelho.
— Tudo que eu sonhei desmoronou. Minha vida está uma bagunça… — disse, mais para si mesma do que para o reflexo.
Escovou os dentes e respirou fundo. Foi até o closet, escolheu uma camisola clara e a vestiu devagar. Depois, caminhou até o local onde guardava as joias, tirou a aliança do dedo e a guardou.
— Aqui, eu não preciso ser a esposa perfeita — murmurou, quase num sussurro.
Voltou para a cama, mas o sono não vinha. Rolava de um lado para o outro; e, a cada vez que fechava os olhos, o rosto de Liam surgia em sua mente. O choro voltava em ondas silenciosas, sufocando-a por dentro.
Depois de mais uma dose de uísque no escritório, Liam subiu as escadas com passos lentos e pesados. Ao entrar no quarto, não acendeu a luz. Deixou os sapatos de lado, largou o celular no criado-mudo e se jogou na cama sem tirar a roupa, o braço sobre os olhos por um instante, tentando apagar — junto com a escuridão — o que ainda queimava dentro dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...