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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 21

Olívia simplesmente o beijou de volta, entregue àquele momento. Os beijos eram ardentes, quase ferozes; havia raiva, desejo e algo não nomeado, como se um quisesse devorar o outro.

Liam a puxou com força, as mãos deslizando até suas coxas, apertando-as com firmeza, como se quisesse lembrá-la de quem tinha o controle.

Cada toque dos lábios dele era um choque que percorria a pele dela; o coração batia descompassado, misturando fúria, medo e uma ânsia de ser desejada. O gosto do beijo trazia lembranças do que ela odiava nele e, ao mesmo tempo, um calor que a fazia perder as forças; era como se, entre um beijo e outro, ela oscilasse entre querer empurrá-lo e querer se perder nele.

De repente, Liam interrompeu o beijo. O calor do momento se desmanchou no ar, abrupto e frio, deixando apenas o silêncio. Ele se afastou um passo, respirando fundo, os olhos verdes turvos. Olívia ficou sem entender, o corpo ainda trêmulo, o coração disparado.

— Liam? — perguntou num fio de voz, os olhos arregalados.

Ele passou a mão pelo cabelo, endireitou os ombros e respondeu frio, cada palavra marcada.

— Eu só queria te provar que posso ter uma mulher sem pagar — disse, a voz gélida, sem qualquer emoção. — Se eu quisesse, teria transado com você agora. Você é fácil demais, Olívia. Se contradiz o tempo todo.

Sem acrescentar mais nada, virou-se e saiu do quarto. A porta fechou-se num clique seco, deixando-a nua na cama, o corpo ainda quente do momento interrompido.

Olívia apertou os lençóis com as mãos, a respiração um misto de raiva e humilhação.

— Eu te odeio, Liam! — gritou, a voz ecoando pelo quarto.

Liam atravessou o corredor com passos longos, o corpo rígido. Desceu as escadas sem diminuir o ritmo, o som dos sapatos ecoando pela casa, e seguiu direto para o escritório. Ao entrar, fechou a porta com força contida e passou a mão pela nuca, tentando controlar a raiva que queimava por dentro.

— Não acredito que vou ter que aturar isso durante um ano. O que menos preciso é de complicações. — murmurou, baixo. — Quem ela pensa que é para falar comigo assim? Obrigado, vovô, por esse presente…

Foi até o aparador, serviu-se de uma dose generosa de uísque e bebeu de um gole só, sentindo o ardor descer pela garganta. Caminhou até o sofá de couro, sentou-se e apoiou os cotovelos nos joelhos. Pegou o celular e, com o polegar, começou a deslizar pelos contatos e aplicativos de forma metódica, o rosto impassível.

Em poucos toques, já havia trocado a acompanhante que sempre o esperava em Nova York; na cabeça dele, ela começava a se apegar, e isso era algo que ele não tolerava. Escolheu também a que estaria aguardando-o no hotel do país para onde viajaria. Deixou o celular sobre o sofá e respirou fundo, o olhar distante.

No quarto, Olívia permanecia sentada na beira da cama; os ombros tremiam e as lágrimas de raiva escorriam sem controle.

— Filho, não fique triste com seus pais… — falou baixinho, os soluços misturando-se ao barulho da água. — Adultos se desentendem, mas nós amamos você. Perdoa a gente, tá?

Depois de um tempo, desligou o chuveiro. Ficou ali alguns segundos em silêncio, o corpo arrepiado, a mente girando. Pegou a toalha e se enrolou nela. Foi até a pia e olhou novamente no espelho.

— Tudo que eu sonhei desmoronou. Minha vida está uma bagunça… — disse, mais para si mesma do que para o reflexo.

Escovou os dentes e respirou fundo. Foi até o closet, escolheu uma camisola clara e a vestiu devagar. Depois, caminhou até o local onde guardava as joias, tirou a aliança do dedo e a guardou.

— Aqui, eu não preciso ser a esposa perfeita — murmurou, quase num sussurro.

Voltou para a cama, mas o sono não vinha. Rolava de um lado para o outro; e, a cada vez que fechava os olhos, o rosto de Liam surgia em sua mente. O choro voltava em ondas silenciosas, sufocando-a por dentro.

Depois de mais uma dose de uísque no escritório, Liam subiu as escadas com passos lentos e pesados. Ao entrar no quarto, não acendeu a luz. Deixou os sapatos de lado, largou o celular no criado-mudo e se jogou na cama sem tirar a roupa, o braço sobre os olhos por um instante, tentando apagar — junto com a escuridão — o que ainda queimava dentro dele.

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