Marcela o encarou, ofegante. O peito subia e descia rápido demais, os olhos brilhando entre raiva e incredulidade. Um sorriso torto surgiu no canto da boca, mais ferido do que irônico.
— Então você admite… — disse, a voz trêmula, quase um sussurro carregado de veneno. — Você admite que está com ela?
— Ainda não. — respondeu. — Mas vou ficar. — Aproximou o rosto do dela. — E se você colocar minha filha contra mim ou contra ela, eu tiro a guarda da Luna de você. Te acuso de alienação parental. — Soltou-a. — Agora sai da minha frente.
Edgar se abaixou para pegar a mala, mas Marcela o impediu.
— Você não tira essas roupas daqui! — gritou, chutando a mala.
Ele a encarou por um instante.
— Tudo bem. — disse, frio. — Essas roupas eu quase não uso mesmo.
Marcela caiu de joelhos e abraçou as pernas dele.
— Edgar… por favor, amor… — implorou, chorando. — Não me deixa. Eu posso amar por nós dois.
Ele tentou levantá-la pelos braços.
— Marcela, tenha amor próprio. — disse, cansado. — Se valorize.
Ela apertou ainda mais as pernas dele.
— Eu estive com você quando ela te largou pra curtir a vida. Quando você não tinha nada. — soluçou. — Por favor, amor… lembra quando a Luna nasceu? Como a gente estava feliz…
Edgar conseguiu se soltar
.
— Você vai encontrar alguém que te ame de verdade. — disse, com firmeza triste. — Eu vou continuar sustentando essa casa até você conseguir voltar a trabalhar. Sua depressão está curada. Não vai faltar nada pra vocês. — Pegou as malas. — Mas aqui eu nunca mais volto. Isso é definitivo.
Ele saiu do quarto com as duas malas. Marcela se jogou no chão, gritando, fora de si.
— Eu nunca vou deixar você ser feliz com ela, ouviu? — O choro virou ódio. — Eu amaldiçoo o amor de vocês!
No dia seguinte, Ísis acordou com o peso do corpo de Alex sobre o dela. Ele a mantinha presa contra o colchão, uma das mãos segurando a perna dela com firmeza, o rosto próximo demais, os movimentos rápidos demais.
Ela abriu os olhos, ainda sonolenta.
— Mas gente… — murmurou, gemendo tentando entender. — O que deu nesse homem? Amor precisamos conversar.
Alex sorriu de lado, o olhar escuro, carregado de desejo. A voz saiu grave, baixa, sedutora.
— Amor… — sussurrou, ofegante. — Não posso viajar sem me enterrar em você — Aproximou os lábios do ouvido dela. — Seu sangramento passou… e eu só tenho quinze minutos. Está gostoso assim?
Ísis fechou os olhos por um instante, sentindo o arrepio percorrer o corpo, esquecendo totalmente que precisavam conversar.
— Você não falou que ia viajar. Mais forte… — Ísis pediu, manhosa, os dedos se agarrando a ele. — Adoro ser acordada assim. Isso, amor… que delícia.
Alex a beijou, calando-lhe os gemidos, enquanto aprofundava o ritmo, fazendo o corpo dela reagir sem resistência.
— Amor… é uma viagem de última hora. Recebi uma ligação quase agora. — Alex murmurou, a voz rouca, o corpo quente de suor. — Fica de quatro.
Ísis obedeceu ao comando, apoiou as mãos no colchão, sentindo as mãos dele firmes, possessivas, segurando sua cintura, enquanto o ritmo entre eles se tornava intenso, descompassado, tomado por desejo e pressa, as costas dela arqueando em resposta.
O quarto parecia pequeno demais para a urgência deles. O som das respirações misturadas aos gemidos e o calor dos corpos diziam tudo o que não precisava ser descrito.
O ritmo cresceu, intenso, quase desesperado. As respirações se misturaram, os corpos se buscaram sem freio, até que o controle simplesmente se perdeu. O prazer veio em ondas, quente e profundo, e os dois chegaram juntos ao ápice, presos um ao outro, ofegantes, com o coração batendo no mesmo compasso.
Alex se afastou dela devagar. Ísis se deixou cair na cama, o corpo ainda quente, tentando recuperar o fôlego. Ele se levantou, passando a mão pelos cabelos, satisfeito.
— Agora sim… revigorado. — disse, sorrindo de canto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato