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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 214

Laura ficou imóvel por um segundo. O nome dele ainda ecoava na sala, pesado demais para ser apenas uma surpresa.

— Edgar? — repetiu, agora mais baixo, como se precisasse confirmar que não estava imaginando.

Ele estava a poucos passos dela. Não avançou. Não sorriu. As mãos nos bolsos, o corpo rígido, os olhos presos nela como se tivesse esperado aquele momento por anos.

— Seja bem-vinda ao nosso lar, meu amor. — disse, por fim, a voz baixa. — Finalmente vamos poder conversar.

Laura engoliu em seco. O olhar correu novamente para os porta-retratos, para as fotos antigas, para a imagem dele com Luna… e então voltou para ele, duro.

— Que palhaçada é essa? — perguntou, controlando a voz com esforço. — Eu não acredito que a Olívia fez isso comigo. — Deu um passo para trás. — Eu vou embora.

Ela caminhou decidida até a porta, a mão já indo em direção à maçaneta. Edgar reagiu no impulso. Aproximou-se rápido e a segurou por trás, envolvendo-lhe o braço com força contida. Não para machucar, mas para impedir que ela fosse embora.

— Não faz isso, amor. — pediu, a voz baixa, tensa, o corpo rígido demais para esconder o desespero.

Laura fechou os olhos com força, o peito subindo e descendo rápido demais. Precisou de alguns segundos para não desabar ali mesmo.

Edgar se inclinou levemente, a voz baixa junto ao ouvido dela, carregada de urgência.

— Eu não vou deixar você sair daqui sem antes conversarmos. — disse. — Eu esperei anos por isso.

— Me larga! — gritou. — Não encosta em mim!

Ela se soltou bruscamente, girando o corpo e empurrando-o com força. Deu alguns passos para o lado, afastando-se dele como se precisasse desesperadamente de espaço para respirar.

— Eu não te reconheço mais. — disse, a voz falhando. — O Edgar que um dia eu amei não me machucaria assim. Não seguraria meu braço à força… — As lágrimas começaram a escorrer. — Igual você fez naquele banheiro do salão dos meus avós.

Ela balançou a cabeça em negação, rindo sem humor.

— Eu sou tão burra… — a voz saiu quebrada. — Falo de um homem que, na verdade, nunca existiu, nunca me amou. Só me usou.

Edgar deu um passo à frente, instintivamente.

— Laura…

— Não se aproxime! — ela cortou, erguendo a mão, tremendo. — Fica onde está.

Ele parou. Respirou fundo, o rosto carregado de culpa.

— Eu sei que errei. — disse, com a voz baixa. — Eu não deveria ter falado aquelas coisas horríveis pra você. — Passou a mão pelo rosto. — Eu sei que nada do que eu diga agora vai justificar o meu comportamento.

Ela o encarava, o olhar ferido, acusador.

— Mas eu estava possesso de raiva… — ele continuou. — De ciúmes. De tudo o que a gente viveu. Das palavras que dissemos um ao outro pra machucar. — A voz ficou mais tensa. — E principalmente por ver aquele playboy beijando algo que é só meu.

Laura soltou uma risada curta, amarga. Bateu a mão na própria perna e ergueu o braço no ar, incrédula.

— Você está se ouvindo? — disse, quase gritando. — Você falou para meus pais que voltou com a Marcela. Apresentou ela para todos como sua esposa. Como você tem coragem de dizer isso depois de tudo?

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