Entrar Via

Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 215

Edgar soluçou.

— Se eu pudesse voltar no tempo… — disse, a voz quebrada. — Eu nunca teria falado aquelas palavras. Nunca. Pela primeira vez na minha vida eu me descontrolei com o amor da minha vida… e eu tenho vontade de morrer por isso. Meu pai, onde quer que esteja, deve estar profundamente decepcionado comigo. Ele sempre me dizia que uma mulher deve ser tratada como uma flor.

Laura riu sem humor.

— A boca fala do que o coração está cheio. — disse, fria. — Você disse que eu sou oca. Vazia. Medíocre. Que eu sou uma assassina.

Ela se levantou de repente, incapaz de permanecer parada. Começou a andar de um lado para o outro, passando as mãos pelos cabelos, o peito subindo e descendo rápido demais. A sensação era a de que iria explodir por dentro.

Edgar chorava abertamente agora, sem conseguir conter. Laura parou. Virou-se para ele.

— Mas sabe o que mais me doeu? — a voz caiu para um sussurro rasgado. — Foi você desejar que eu nunca conseguisse gerar. — Ela chorou com mais força. — Porque nada de bom deveria sair de mim… — engoliu em seco. — E isso doeu porque é verdade. Eu nunca mais vou conseguir gerar. Nunca mais vou ser mãe. — o rosto se contorceu. — E você foi cruel porque sabia… o quanto eu quis aquele filho. Você ocê mais do que ninguém, sabia o quanto eu queria ser mãe.

Ela respirou fundo, devastada.

— Por isso essas palavras doem em mim. Porque são verdadeiras. — ergueu o olhar, firme apesar das lágrimas. — O resto só me causou revolta.

Fez uma pausa curta, como se estivesse reunindo o pouco de força que ainda lhe restava.

— Mas foi bom. — concluiu, num fio de voz decidido. — Porque eu vi exatamente quem você é. — ela virou-se. — E eu não tenho mais nada pra fazer aqui.

Ela caminhou até a porta. A mão já estava na fechadura quando a voz de Edgar cortou o ar atrás dela, urgente, carregada de algo que não era mais defesa, era desespero.

— Por que você mandou a irmã Dolores me entregar aquela carta? — perguntou, a voz firme demais para ser improvisada. — Na semana em que eu ia conversar com sua família sobre a gravidez. Eu fiquei te esperando… no mesmo lugar de sempre naquele dia, sabia?

A mão de Laura congelou na maçaneta.

— Por que você não disse olhando nos meus olhos que não queria mais nada comigo? — ele continuou. — Que não queria mais nosso filho?

O mundo pareceu parar. Laura virou-se lentamente, como se cada músculo estivesse pesado demais.

— O que você disse?

Edgar se levantou. Caminhou alguns passos na direção dela, mantendo distância, o olhar fixo.

— Eu estava lá. — afirmou. — Te esperando, como eu fazia toda semana. Mas você não apareceu. Mandou a freira me entregar uma carta.

Laura piscou algumas vezes, completamente perdida.

— Mas… — balançou a cabeça. — Naquele dia a Madre me chamou, me deu um sermão. Eu demorei, mas fui. — a voz começou a tremer. — E você não estava lá. A irmãzinha não disse nada sobre você ter ido. — Ela se aproximou dele, incrédula. — Edgar, que palhaçada é essa? — disparou, nervosa. — Vai sair como vítima agora? Inventando história?

Ele respirou fundo, o maxilar tenso.

— Quem deixou uma carta pra mim foi você. — respondeu ela, firme. — Na sua cama. — Laura empalideceu. — Eu tenho a foto dela no meu celular. Posso te provar.

Ela levou a mão ao bolso, já puxando o celular, desbloqueando com rapidez. Antes que ela pudesse continuar, Edgar pousou a mão sobre o aparelho, impedindo o movimento.

— Não precisa. — disse, baixo. — Eu tenho a carta.

Laura o encarou, completamente confusa.

— Como assim você tem ela? — a voz saiu mais alta, trêmula. — Edgar, me explica isso direito. Você está me deixando nervosa.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato